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domingo, outubro 02, 2005

Autarquicas 2005 - S.J. Madeira: Ribeiro e Castro apela à mobilização contra as perseguições em S. João da Madeira



Ribeiro e Castro, esteve ontem em S. João da Madeira a apelar à mobilização de militantes e apoiantes da candidatura de Manuel Cambra à presidência da Câmara para votarem no ex-presidente da autarquia, que volta a ser o escolhido do CDS para liderar o mais pequeno município do país.

Francisco Manuel


As perseguições aos apoiantes deste decano das autarquias locais foram o tema dominante das intervenções, sempre com o executivo social-democrata como pano de fundo. Manuel Cambra, um decano da política autárquica, optou por um discurso curto, mas directo, onde expressou a sua discordância "absoluta com a gestão destes (ndr. PSD) autarcas". "Deixaram para trás uma infinidade de projectos importantes para S. João da Madeira e para a região", justificou o candidato perante cerca de duas centenas de apoiantes que marcaram presença ontem num almoço/ comício.

Entre as obras que não foram concretizadas pelo Executivo liderado por Castro Almeida, Manuel Cambra enunciou o museu do calçado, que segundo ele até já teria um local destinado no seu mandato, a pista de canoagem, ou uma pista de tartan para apoiar os atletas sanjoanenses. O desenvolvimento das zonas industriais, factor vital para o desenvolvimento económico do concelho, criação de condições para a radicação dos jovens, apoio aos mais carenciados, para combater “a pobreza escondida”, foram algumas das linhas do programa eleitoral do candidato do CDS/PP apresentadas debaixo de "estrondosas" manifestações dos seus apoiantes. Mas foi "o receio de perseguições" que marcaram o seu discurso, alegando que muitos mais apoiantes poderia ter ali, se muitos não "receassem perder o emprego", se lhe manifestassem o seu apoio. Manuel Cambra, acusou ainda o Executivo social-democrata de "demagogia instalada nas propostas apresentadas".

Ribeiro e Castro que tem dedicado os últimos dias ao apoio dos candidatos democratas-cristãos do distrito, começou por definir Manuel Cambra como "um pilar do partido" e uma "referência, como autarca, a nível nacional", para logo "lançar" um "violento ataque" ao PSD que em 2001 ganhou a Câmara de S. João da Madeira, até então gerida pelo democrata-cristão Manuel Cambra.

O líder nacional do CDS classificou o actual poder autárquico de S. João da Madeira como "arrogante" que exerce "pressão, coacção e condicionantes", porque, disse, "tem medo", algo de garante o CDS não tem. "Quando o poder se fecha na arrogância, é por medo", justificou.
"Nós não temos medo, às vezes sofremos derrotas, ,mas nunca somos vencidos, porque sabemos levantarmo-nos", enfatizou. A terminar pediu aos líderes locais para darem ainda mais "esperança, esforço, entusiasmo", à campanha num último esforço para conseguir a vitória a 9 de Outubro.

As "perseguições" aos apoiantes e militantes, foi, também, o denominador dos discursos anteriores de Manuel Correia, presidente da concelhia e do mandatário Luís Monteiro, que mais exaustivamente compararam a obra feita por Manuel Cambra ao longo de 18 anos com aquela, que, disseram, "não foi efectuada pelo actual executivo", que segundo Manuel Correia, se apresentou como "uma esperança", mas não passou de um "marasmo" que "parou" o concelho.