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quarta-feira, setembro 28, 2005

S.J.Madeira: PS acusa Câmara de desperdiçar 7,5 milhões de litros de água nas piscinas


O PS acusa o Executivo social-democrata de falta de coragem política para encerrar as piscinas municipais, que, segundo os socialistas, desperdiçam 7,5 milhões de litros de água por mês. O presidente da Câmara, Castro Almeida, adianta que está a ser feito um projecto para eliminar o problema e acrescentando que a água provém da rede pública, mas também de captações.

Francisco Manuel



A denúncia foi feita pela candidatura socialista que, no passado dia 23, convocou a imprensa pêra um périplo pela cidade, onde mostrou alguns dos “seus pontos negros”. Nas piscinas municipais as críticas dos socialistas endureceram por causa dos “250 metros cúbicos de água” que se perdem diariamente por causa de fugas nas piscinas já há muito detectadas e noticiadas.

Américo Santos, candidato do PS à Câmara são-joanense, exige obras urgentes no complexo Paulo Pinto, para eliminar estas fugas, e acusa o Executivo PSD de “não ter coragem política para fazer obras, encerrando as piscinas”. Segundo o socialista Vítor Cabral, a água desperdiçada nas fugas davam para abastecer 500 famílias que tenham um consumo médio de 15 metros cúbicos por mês, ou “isentar do pagamento de água a A.D. Sanjoanense e a Santa Casa da Misericórdia”.

O grave, segundo os socialistas, é que a situação já se “arrasta” há anos, e “ninguém pode dizer que não sabia desta situação”. Em causa, segundo Américo Santos, está o “erário público”, mas pior é quando se “pedem sacrifícios aos munícipes e se aumenta o preço da água”. “Isto é uma afronta ao país, quando há populações a serem abastecidas por auto-tanques, por falta de água”, sublinha.

Está a ser elaborado um projecto para a remodelação do espaço e que passa pelo seu encerramento”, explicou Castro Almeida, adiantando, também que a água não provem totalmente da rede pública, uma vez que nas piscinas existem furos de captação.

Durante quase três horas, a comitiva socialista mostrou à imprensa aquilo que considera serem alguns dos pontos negros da cidade, como o Rio Ul. Segundo Américo Santos, aqui começa a “grande diferença entre a candidatura do PS e as outras”, porque, diz, primeiro era necessário começar-se pela sua despoluição, conversando com o presidente do vizinho município da Feira, o grande responsável pela poluição deste rio. As criticas do candidato do PS vão também para o projecto de requalificação que está a ser feito e que, segundo ele é “megalómano”.