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sexta-feira, setembro 02, 2005

Rede de saneamento em alta vai resolver um dos maiores problemas da Feira


A construção dos interceptores de Silvalde e Beire "são um passo importantíssimo para um dos maiores problemas do concelho da Feira, o saneamento" e para a resolução dos problemas ambientais da Barrinha de Esmoriz/Lagoa de Paramos localizada nos concelhos de Ovar e Espinho, segundo o presidente da Câmara da Feira, Alfredo Henriques.


Francisco Manuel


O autarca falava, ontem, durante a cerimónia de assinatura dos contratos execução dos interceptores de Silvalde e Beire, entre a empresa intermunicipal SimRia e o consórcio Cabral e Filhos / Efacec Ambiente, orçados em 2,2 milhões de euros que deverão estar concluídos em 365 dias que começaram a contar ontem.

Actualmente grande parte dos efluentes (esgotos) domésticos e industriais do concelho são "despejados" para as linhas de água (Rio Cáster e Ribeira de Rio Maior) que drenam para a Barrinha, a maior bacia lagunar do norte do país. Por causa disso em 2003 a praia de Esmoriz chegou a estar interdita a banhos e em 2004 perdeu a Bandeira Azul, que este ano voltou a ser hasteada em resultado das intervenções entretanto realizadas pelo Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério do Ambiente.

O recém empossado presidente da SimRia, Sérgio Lopes, no seu primeiro acto público não deixou, no entanto, de advertir que "não chega construir a rede de saneamento; é essencial que as industrias se liguem a ela".

O presidente da Câmara da Feira aproveitou também a ocasião para anunciar a construção de quatro novas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR’s), que terão comparticipação dos Fundos de Coesão da União Europeia (UE) uma delas em Fiães que deverá começar a ser construída no imediato, mas tal como os outras três deverá estar concluída até 2007. Para as "mãos" da SimRia vai passar também a ETAR da Remolha em Espargo, construída para tratar efluentes de cinco mil habitantes, capacidade entretanto largamente ultrapassada.

O contrato ontem assinado entre SimRia e o consórcio Cabral e Filhos / Efacec Ambiente, prevê a construção da rede em alta que no caso do Interceptor de Silvalde transportará caudais das freguesias de Nogueira da Regedoura e São Paio de Oleiros, ligando no seu final ao Interceptor de Rio Maior, o qual efectuará o transporte de efluentes até à ETAR de Espinho.

No que diz respeito ao Interceptor de Beire, que tem o seu início no pólo industrial de Silveirinha (freguesia de São João de Ver), desenvolvendo-se junto à ribeira de Beire.

O troço final deste Interceptor ligará no seu final ao troço inicial de Portela de Baixo, sendo que este último se ligará ao Interceptor de Rio Maior, junto ao Engenho Novo, interceptor este cuja empreitada se encontra em fase de adjudicação.

O destino final das águas residuais conduzidas pelo conjunto de infra-estruturas no qual se inserem os Interceptores de Silvalde e Beire, é a ETAR de Espinho, a qual está a ser alvo de uma intervenção de ampliação e remodelação, que permitirá receber estes novos efluentes, os quais irão ser tratados conjuntamente com o efluente gerado no concelho de Espinho e de Ovar (Esmoriz e Cortegaça), sendo posteriormente rejeitados no mar através do exutor submarino de Espinho.