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sábado, setembro 17, 2005

PS de S.J. Madeira ameaça PSD com CNE


Francisco Manuel

O PS de S. João da Madeira ameaça recorrer à Comissão Nacional de Eleições (CNE) por causa das inaugurações que têm sido efectuadas pela Câmara neste período de pré-campanha, que “favorecem, de forma inequívoca, a candidatura de Castro Almeida (presidente da Câmara)”.


“A Câmara de S. João da Madeira, neste período, tem violado os deveres de contenção que a ética política propõe”, afirmou esta tarde em conferência de imprensa, o presidente da concelhia socialista, Jorge Sequeira. O líder local do PS evocou a “lei e da doutrina da CNE”, que, segundo ele, diz que “durante o período eleitoral, as autarquias locais, cujos candidatos, sejam presidentes que se recandidatem, devem, evitar, de realizar acções que possam ser confundidas objectivamente com acções que visem favorecer e apoiar determinadas candidaturas”.
Jorge Sequeira, exige do presidente da Câmara que se recandidata pelo PSD para um segundo mandato, mude a sua postura e mantenha a ética política.

Jorge Sequeira, referiu-se a castro Almeida como um arauto da política, que construiu a sua imagem na base dessa ética política”, e lembrou que “em casos de menor gravidade, a CNE já censurou candidaturas que tiveram este tipo de comportamentos”.

Para sustentar esta posição dos socialistas, o presidente da concelhia, exemplificou com um piquenique, que se realiza amanhã, no Parque Ferreira de Castro, que marca, também a reabertura do renovado espaço verde. “Esta situação tem contornos muito preocupantes, porque a própria Junta de Freguesia, também dominada PSD, vai recolher as pessoas, com o seu auto-carro para se fazerem deslocar para essa festa”.

A Festa dos Campeões, uma realização anual, “que tem tido um formato, que mais não faz que promover a figura do senhor do presidente da Câmara”, e um jantar promovido pela autarquia para os professores, que assinalou o arranque do ano escolar, foram alguns dos exemplos enunciados por Jorge Sequeira.

Os socialistas dizem que estas acções não deveriam suceder neste contexto pré-eleitoral, e sugerem, que, “sem prejuízo para estas acções, caso elas sirvam o interesse público, podiam ser transferidas para outra data, ou ter da parte da Câmara um enquadramento diferente”.
Também o candidato do PS à Câmara, Américo Santos, a propósito de um artigo de opinião publicado num jornal local, sobre a relação entre autarcas e construtores, desafiou todos os candidatos a “declararem o seu património pessoal, participações em sociedades, e revelarem as suas contas bancárias”, garantindo que seria o primeiro a avançar, caso o repto seja aceite.