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quinta-feira, setembro 01, 2005

Ovar: PSD acusa socialistas de comprar votos com lugares na Câmara

Francisco Manuel

O candidato do PSD à Câmara de Ovar acusou hoje o presidente da autarquia, e também candidato socialista, de tentar “comprar” votos com promessas de um lugar na Câmara depois das eleições. “Há pessoas que têm sido assediadas com empregos na Câmara, em troca do seu apoio”, afirmou Álvaro Santos durante uma conferência de Imprensa onde fez a apresentação do seu programa eleitoral.

“Isto é imoral, incorrecto, e é jogar com o que de pior há na democracia”, criticou, ao mesmo tempo que saiu em defesa dos funcionários da autarquia, para quem, na sua perspectiva, são insultados com esta postura do presidente da autarquia. “A Câmara não precisa de mais funcionários, precisa é de funcionários mais estimulados”, afirmou, garantindo que esta “não é a forma de combater o desemprego, “Uma das principais prioridades” dos social-democratas.

Segundo Álvaro Santos o desemprego, “que não é uma preocupação exclusiva dos partidos de esquerda”, combate-se “com a iniciativa privada e não com lugares na Câmara”.

Numa síntese das setenta medidas e cinquenta projectos “concretos” que o PSD tem para o concelho nos próximos quatro anos, Álvaro Santos, advertiu que não faz promessas, mas assume compromissos.

A valorização da Base Aérea de Maceda (AM1) e a sua abertura para fins comerciais e civis, foi reafirmada pelo candidato, que quer fazer deste aeródromo militar “um projecto dinamizador do turismo e da economia de toda a região”.

Outra das medidas do PSD passa por “lançar a Cidade do Futuro” com a criação de um pólo tecnológico, funcionando como um espaço incubador de novos projectos nas áreas do conhecimento e inovação.

Álvaro Santos quer também criar um programa de incentivos fiscais para atrair novas empresas. Propõe-se ainda criar e promover a imagem do concelho e das suas principais empresas nos mercados internacionais.

O comércio tradicional também não é esquecido no programa eleitoral do PSD, que quer um novo dinamismo para o sector.

O candidato laranja garantiu também que tem já elaborado um projecto para uma candidatura a fundos comunitários com vista à formação profissional de novecentas pessoas, estabelecendo como meta temporal três anos.

Para a área da acção social, o candidato compromete-se a apoiar e criar um Banco de Solidariedade Social, contando para isso com a colaboração das Instituições de Solidariedade Social.

Luís Filipe Menezes reafirma o seu apoio como mandatário da campanha

O vasto programa foi elogiado pelo mandatário da campanha, Luís Filipe Menezes, que aproveitou para “pedir um voto de suplementar para Álvaro Santos e uma penalização ao Governo PS, que tem a mesma cor partidária que a Câmara de Ovar”.


Definindo Álvaro Santos como “um candidato de primeira divisão”, “alguém que estudou muito bem as coisas antes de apresentar o programa”, fez questão de salientar que sempre esteve ao lado do candidato, ao contrário do que fez circular o PS. “Percebo agora o incómodo de ser eu o mandatário de um candidato de mudança e de rotura com a situação acomodada de algumas pessoas”, afirmou o também presidente da Câmara de Gaia, admitindo que dava mais visibilidade à campanha do PSD da sua terra natal.

Menezes critica PSD por não ser mais veemente nas questões da idade da reforma

Luís Filipe Menezes deixou ainda fortes críticas ao Governo de José Sócrates “pela forma leviana como há um ano criticou o desemprego que continua a grassar no país, e vai continuar a aumentar com estas políticas”.

O aumento da idade da reforma foi outro dos temas trazidos por Luís Filipe Menezes, que lamentou, “que o meu (seu) partido não seja mais veemente na