O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

sexta-feira, setembro 09, 2005

O que eu gostava de debater mas não me deixam...

Um esclarecimento. Eu sei que nós (a maioria dos ex-trabalhadores do COMÉRCIO) não aderimos à ideia da cooperativa logo no primeiro(s) dia(s). Eu reconheço a importância do papel dos dinamizadores desta ou de qualquer outra cooperativa. Mas, eu sei também que não é intenção de nenhum de nós passar a perna aos dinamizadores e tomar as rédeas da cooperativa. A única coisa que pretendemos - nós, maioria dos ex-trabalhadores do COMÉRCIO - é ter o direito de participar no debate (prometido) e contribuir para a criação da cooperativa e a elaboração de um projecto para o futuro COMÉRCIO. Sobretudo, quando se trata de uma cooperativa que se assume publicamente como representativa dos ex-trabalhadores do COMÉRCIO. Se assim não fosse, eu não andava aqui a gastar o meu latim.
Já que, pelos vistos, não me querem ouvir, aproveito este blogue para dizer o que penso sobre o papel que a cooperativa Alternativa - ou outra qualquer que apareça - deve ter em relação a O Comércio do Porto:
1 - Esta ou outra cooperativa não deve assumir-se como concorrente de eventuais investidores interessados em reabrir o COMÉRCIO. Deve, sim, ser encarada como uma solução guardada na "manga" para, em último caso, não deixar o jornal desaparecer definitivamente e tentar que ele sobreviva nas bancas.
2 - O COMÉRCIO deve adoptar e aperfeiçoar o projecto de jornal regional desta última fase da sua vida, preferencialmente aproveitando o trabalho desenvolvido pelo seu director, Rogério Gomes. Um trabalho que vinha sendo elogiado pelo público em geral e que conseguiu suster a tendência de queda nas vendas, alcançando mesmo um assinalável aumento em termos de audiência, afinal o primeiro passo para começar a subir nas vendas. Além disso, um projecto que vinha conquistando e reconquistando assinantes, conforme curiosamente se verificou até no último dia de publicação...
3 - Este não é, porém, um trabalho exclusivo da redacção. O futuro COMÉRCIO necessita de um investimento claro na sua promoção, coisa que, infelizmente, os nuestros hermanos da Prensa Ibérica não foram capazes ou não quiseram fazer. Não é com meia dúzia de brindes foleiros que se conquistam leitores. É preciso um investimento a sério na promoção do jornal, que acompanhe o extraordinário esforço desenvolvido pela última direcção que, apesar da falta de meios, conseguiu conquistar audiência para o COMÉRCIO graças às Tertúlias do Comercial ou à História do FC Porto...
4 - Da mesma forma, é fundamental apostar num sector comercial que trabalhe em estreita colaboração com a redacção, embora respeitando os limites da independência e deontologia que ela exige. Um sector comercial moderno, que conquiste novos clientes e não se limite a angariar "publicidade de mercearia" (com todo o respeito que me merecem os meus ex-colegas do sector comercial). Sobretudo, é necessária uma orientação comercial superior de vistas largas, com capacidade dinamizadora e inteligência. E o COMÉRCIO até tinha contratado, há bem pouco tempo, um novo director comercial que parecia ir no bom caminho...
5 - Mas, na redacção também há muito a melhorar. É fundamental uma chefia dinâmica e conhecedora (descansem, não me estou a bater ao lugar até porque já o recusei uma vez...). Uma chefia capaz de tomar decisões e em quem a direcção e a redacção confiem a 100 por cento.
6 - Parece-me também fundamental voltar a apostar não só no Grande Porto, mas também numa secção regional forte. O COMÉRCIO não pode, como o fez nesta última fase, perder a qualidade informativa que já teve, sobretudo em Braga e Aveiro. É preciso apostar em Braga, Aveiro, Viana, Vale do Sousa e Vila Real, dando também atenção a Bragança e Viseu. Se a nível financeiro isso é difícil, defendo que mais vale pagar bem a bons correspondentes e prescindir de um ou outro elemento na redacção/sede.
7 - Um outro ponto fundamental. Nenhuma cooperativa que queira assumir um projecto com futuro para o COMÉRCIO pode falar em garantir a recuperação dos postos de trabalho. Também gostava que assim não fosse, mas a verdade é que só quem viver no mundo da utopia é que pode acreditar que é possível sustentar economicamente uma redacção como a que o COMÉRCIO tinha. Contra mim falo, pois posso muito bem eu próprio ser um dos excluídos de um projecto futuro. Mas, mais vale isso do que passados seis meses voltar a ver o COMÉRCIO a fechar e dezenas de pessoas novamente no desemprego...
8 - A cooperativa - esta ou qualquer outra - só deve avançar para negociações para a aquisição do COMÉRCIO quando estiverem goradas todas as hipóteses de investidores privados.
9 - A cooperativa deve contar com a colaboração e participação de todos os ex-trabalhadores do COMÉRCIO interessados, independentemente de terem estado desde o início na dinamização da mesma.
10 - Os actuais elementos dinamizadores da cooperativa (excluo deste ponto o Sindicato dos Jornalistas) devem estar alerta e não se deixar manipular por eventuais grupos de interesse (políticos e não só...) que vêem neste momento histórico do COMÉRCIO uma excelente oportunidade para tomar conta do jornal, aproveitando-se da inexperiência e juventude desses mesmos elementos dinamizadores.
11 - Qualquer projecto da cooperativa para o COMÉRCIO só terá futuro se for totalmente independente da CAPITAL, pois estamos a falar de dois jornais com realidades absolutamente distintas. Para bem de ambos, cada um deve avançar sozinho, até para evitar que o eventual fracasso de um dos projectos não arraste o outro consigo.
Caros camaradas (e restantes leitores deste blogue), esta é, apenas, uma amostra daquilo que eu gostaria de discutir e debater com os meus ex-colegas que integram a comissão dinamizadora da cooperativa Alternativa. Mas, eles e o Sindicato dos Jornalistas não me deixam! Porquê?

18 Comments:

  • At 09 setembro, 2005 03:52, Blogger Guilherme Soares said…

    Caro Pedro, como (quase) sempre, assino por baixo.
    'Comissão dinamizadora de sabe-se lá bem o quê': Há coragem para discutir ou quê?

     
  • At 09 setembro, 2005 05:35, Blogger xitumba said…

    Confesso que há já alguns dias não fazia um périplo por alguns endereços menos favoritos mas que, pelo menos quinzenalmente, costumo consultar quanto mais não seja para ver tendências - não confundir com acompanhar...
    É o que acontece no caso da moda, dos artigos desportivos alusivos a equipas menores que, uma vez por ano, tenho que ver no Dragão (slb, scp, por ex.) ou, por que não, o blog criado pela ex-elite do CP. E é precisamente este último que me (des)inspira e ao mesmo tempo encoraja a vociferar contra certos (des)fazedores de opinião que, há muito, sabia coexistirem entre nós mas, confesso, aspirava poder contar, no mínimo, com o(s) seu(s) silêncio(s) na hora da derrota anunciada.
    Mas devo admitir, porém, que foi com certo gozo - perdoem-me o sarcasmo - que auscultei o masoquismo barroco (não confundir com barroso) de certos teimosos que, talvez por não conseguirem apresentar ideias válidas ou por temerem a partilha de poder que durante tempo recusaram com as gentes menores do CP (leia-se departamento comercial ou os tais "redactores comerciais, caralho" com que, num assomo de superioridade, o tal barroco, desculpem, barroso!, uma vez se dirigiu à função por mim exercida no Comércio, depois de, por mais de uma vez, me ter convidado a "começar a entrar"... na elite da redacção, a mesma que, segundo Pedro Bessa, (grande Homem, posso dizê-lo pelo relacionamento interpessoal dos tempos em que convivemos), conseguiu aumentar as vendas do jornal... Ingenuidade? Vá lá, Pedro, és muito bom rapaz mas também já tinhas idade para ter juízo.
    Mas, com cooperativa ou sem cooperativa - e confesso que me estou a cagar de alto para isso! - o mais grave mesmo é ver que até a elite se está a desmembrar. Agora, a merda não é só o departamento comercial nem os jornalistas que trabalhavam indirectamente para este e directamente para o jornal. Agora, a merda são aqueles que não convidaram o Barroso, o Bessa ou o Rogério para a administração da tal cooperativa... Estou consciente que, face ao peso de alguns destes senhores no meio até me arrisco a nunca mais conseguir emprego na área mas, foda-se! O que é que estes gajos e mais algumas chocas de merda da redacção queriam? Que lhes andassem a chupar não sei bem o quê depois de terem ignorado tanta gente com mérito? Quantas vezes nos vieram pedir informações acerca de áreas em relação às quais não percebiam patavina? Quantas notícias lhes demos, inclusivé de primeira página? E quantas vezes, pura e simplesmente, ignoraram a tão diplomática retribuição de favores? Só de me lembrar que, por vezes, ficavam fulos porque "determinado especial estava a encrencar o fecho do jornal"... Sim, porque, para aquelas mentes iluminadas, os especiais não eram também o jornal como o era a cultura, o norte ou a política...
    Confesso que não me inteirei do projecto cooperativa alternativa, nem sequer o hei-de fazer tão cedo, muito provavelmente, mas tenho quase a certeza de que nomes estarão por detrás do único meio que, até hoje, se propôs acabar com este angustiante hiato do mais antigo jornal de Portugal Continental. Basta ver pelos críticos da ideia! Mas lembrem-se de uma coisa: desinteresse não significa dor de coto nem implica desdenha. É que, como diz o ditado, quem desdenha quer comprar. Ou queria e não pôde, neste caso!

    P.S. Parabéns ao Rui Azeredo que continua a ser dos poucos que ainda presta (boa) informação num blogue C(heio) de P(essimismo) e C(om) muito P(ouco) C(onteúdo). Parece uma pescadinha de rabo na boca...

     
  • At 09 setembro, 2005 13:13, Blogger Pedro Bessa said…

    Caro Xitumba. Obrigado por contribuires para o debate, mas gostava, já agora, que te identificasses. É que por Xitumba não consigo identificar ninguém. E nestas coisas é importante que quem dá opinião e quem critica (seja a favor ou contra as minhas opiniões) também dê a cara ou, neste caso, o nome. Pode ser?
    Assinado: Pedro Bessa

     
  • At 09 setembro, 2005 13:25, Blogger Pedro Bessa said…

    Já agora, um esclarecimento. Eu não escrevi que o Comércio aumentou as vendas. Disse, sim, que susteve a tendência de queda, o que é uma coisa diferente, mas importante após tantos anos a descer continuamente. Afirmei e reafirmo, também, que o Comércio aumentou a sua audiência, o que é diferente de vendas. Podemos ter 100 mil leitores (não seria o caso, infelizmente...), mas só vender 50 mil jornais. Certo? Mas os 100 mil leitores ou as 100 mil pessoas a quem chegam as nossas notícias são sempre potenciais compradores. É esse o trabalho de conquista que deve ser feito. É esse o tal primeiro passo para começar a subir nas vendas. Mas isso só não chega, é preciso um forte trabalho promocional paralelo, pois hoje em dia os jornais não vendem só pela sua qualidade. Há muitos outros factores decisivos, nomeadamente, por exemplo, o hábito. A rotina de, há anos, comprar todos os dias o JN ou o Correio da Manhã ou o 24 Horas, mesmo que ache que o "meu" jornal até nem me está a agradar e que o Comércio (ou outro qualquer) até está um bom jornal.

     
  • At 09 setembro, 2005 14:40, Blogger Guilherme Soares said…

    Bessa: o xitumbita era parte integrante do fabuloso departamento comercial. E tem um blog e tudo. Fanhoso é o nome do blog. Uau, xitumba...

     
  • At 09 setembro, 2005 15:50, Blogger fala_barato said…

    Fabuloso departamento comercial que em 2004 facturou cerca de 2.000.000,00 euros contra os cerca de 876.000,00 euros que a fantástica redacção vendeu no mesmo periodo.

     
  • At 09 setembro, 2005 17:29, Blogger TAF said…

    Caro fala_barato, não me parece que esse tipo de comparações tenha qualquer rigor ou interesse. Um jornal não vive sem uma redacção nem sem um depart. comercial, que têm funções complementares, como é evidente.

    O que interessa é discutir como se torna economicamente viável um jornal que tenha conteúdos simultaneamente apelativos e "respeitáveis", com uma boa coordenação entre redacção e comerciais. O resto é apenas "ruído no sistema".

     
  • At 09 setembro, 2005 19:12, Blogger Ivone Marques said…

    Guilherme: O blogue do Ranhoso é giro. E a cultura linguística dos seus intervenientes ainda consegue ser mais engraçada. Hoje aprendi algumas palavras novas...pedrificado, por exemplo.

     
  • At 09 setembro, 2005 20:03, Blogger Guilherme Soares said…

    Eh eh eh. Diz tudo da inteligência dos 'xitumbas' a comparação da facturação entre departamento comercial e redacção. Só dá mesmo vontade de rir e é revelador do espírito com que essas pessoas encaravam a sua actividade e o dia-a-dia do jornal. Era disso que se trata(va), sabiam, 'xitumbas'? De um JORNAL. Aí vai mais uma: AH AH AH AH AH...

     
  • At 09 setembro, 2005 21:37, Blogger Pedro Bessa said…

    Caros camaradas. Por favor, tento na língua e nos modos. Vamos manter o nível e elevar a qualidade do debate, porque o Comércio não tem culpa... Essencialmente é preciso que não se confudam as coisas. E essa da facturação, enfim... Com argumentos desses não vamos a lado nenhum, até porque a função de uma redacção é produzir informação de qualidade. E a função de um departamento comercial é fazer dinheiro para permitir pagar a quem tem qualidade para fazer um bom jornal. E, já agora, um esclarecimento: NÃO HÁ JORNALISTAS COMERCIAIS. É favor ler o código deontológico. O que há é uma triste realidade de camaradas recém-formados que são obrigados a exercer a função de redactores para poderem ganhar a vida. Sei lá se um dia também não vou precisar... Mas, nesse dia entrego a minha carteira profissional, pois deixarei de ter liberdade para fazer jornalismo. Uma questão de dignidade.
    Um abraço a todos!

     
  • At 10 setembro, 2005 13:25, Blogger fala_barato said…

    O respeito pela livre opinião obriga-me a, mais que fazer um comentário, ao fim deste tempo todo a sair deste voto silêncio asfixiante.
    Após ler a opinião do Pedro Bessa, pessoa que considero, não pude ficar indiferente aos comentários e respondi ao que achei uma injustiça. Impõe-se agora uma justificação...
    Quando fiz a comparação redacção/departamento comercial foi em resposta às palavras do guilherme soares quando afirmou "o xitumbita era parte integrante do fabuloso departamento comercial" num sentido depreciativo.
    O que vem corroborar o que sempre se disse um pouco às escondidas - o departamento comercial no O Comércio do Porto foi sempre visto como um "coitadinho".
    As nossas funções eram muito mais complicadas que as de um jornalista. Um jornalista tem que redigir notícias e um comercial tem de convencer um potencial anunciante que O Comércio do Porto é o meio eficaz para a sua publicidade. E nós sabiamos muito bem que com o número de exemplares vendidos não eramos nada.
    A título exemplificativo posso dizer que chegamos a fazer especiais de localidades no norte deste país em que o nosso jornal nem era vendido. Quanto mais de regiões como a da península de Setúbal que fizemos publicar duas revistas sobre vinhos. Mas vendiamos que era o mais importante.
    Eu até nem me posso queixar das relações redacção/departamento comercial, não eram tão más como se as pinta, mas desculpem que vos diga - só com algumas das chefias e um ou outro jornalista o resto sempro nos viam como algo desprezável.
    Eu trabalhei 6 anos nessa casa e havia colegas que sempre me viraram a cara quando nos cruzavam na rua ou mesmo nas instalações. E isto culmina com a "foto de família", alguém sabe-me dizer onde está um elemento do departamento comercial? Pois posso lhes afirmar que saímos todos depois das 19h30 desse fatídico dia.
    E não fica por aqui o rol de situações que fomos monesprezados por algumas pessoas da ex-redacção, muito mais se podia contar desde os pedidos de patrocínios para o desporto ir para fora e outras coisas que ficam nos segredos dos deuses porque não se deve mexer muito na porcaria.
    Da minha parte podem contar sempre desde que não se façam comentários depreciativos de um departamento quem teve excelentes profissionais, não todos mas alguns, como também no caso da redacção também teve bons e maus profissionais mas não vamos agora generalizar.
    Em resposta ao comentário de TAF resta-me só afirmar que os números estão muito próximos da realidade entre a produção comercial e as vendas de exemplares.
    E para qua um JORNAL sobreviva, sabes guilherme soares, tem que haver um equilibrio entre as receitas e as despesas e para um JORNAL como o CP não eram necessários cerca de 50 jornalistas porque era muita despesa para o orçamento, que o diga a Fátima Iken pois no tempo do D. Aurélio ela sempre tentou mais e ele nunca deixou com o argumento que o orçamento não deixava. É pena demonstrares que só sabes mesmo é de jornalismo.
    Para a minha ex-colega Ivone peço desculpa pela minha linguagem simples e se dei alguns erros de português, também para informar que o blog tem um carácter mais lúdico do que sério e não é do meu amigo xitumba, ele é um dos muitos amigos convidados a participar.
    Ao meu amigo Pedro Bessa um grande abraço porque...
    ... sempre existe algum bom senso.

     
  • At 10 setembro, 2005 15:10, Blogger TAF said…

    Caro fala_barato: o "rigor" a que eu me referi anteriormente não tem a ver com a exactidão dos números em si, mas com o facto de essa comparação pura e simplesmente não fazer sentido. Não é "rigorosa" porque compara coisas que não são comparáveis.
    Saudações.

     
  • At 10 setembro, 2005 19:48, Blogger Guilherme Soares said…

    Duas ou três coias que se impõem dizer.
    A primeira desde logo: porque não se identificam? Eu assinei com o meu nome, tal como o Pedro Bessa ou a Ivone Marques. É que é mais transparente e, portanto, honesto.
    Relativamente às minhas palavras, elas surgiram na sequência do repto do Pedro Bessa no qual pedia para vocês se identificarem. Eu identifiquei-vos. Dentro do possível, claro.
    E é impossível (para mim, claro) evitar um certo tom irritado ao escrever quando se lê absurdos como o dessa comparação ou como esta pérola: "As nossas funções eram muito mais complicadas que as de um jornalista". Realmente, já tinha reparado que as vossas intervenções tinham um carácter mais lúdico do que sério...
    Quanto ao bom-senso, julgo que não terá lido o comentário do seu amigo xitumba. Há ali muita falta dele, para não dizer outra coisa.
    Finalmente, agradeço o elogio - "É pena demonstrares que só sabes mesmo é de jornalismo" -, ainda que não lhe reconheça nenhuma competência para fazer essa avaliação.

     
  • At 10 setembro, 2005 21:54, Blogger Pedro Bessa said…

    Pessoal. Um ponto de ordem à mesa, se me permitem.
    1º Houve exageros, quanto a mim, das duas partes da barricada nos comentários feitos.
    2º Há comparações que não podem ser feitas porque, como refere o TAF, não são comparáveis.
    3º Não interessa procurar culpados para o sucesso ou insucesso do nosso Comércio. Todos tivemos culpa no que de bom e mau aconteceu.
    4º O meu desafio e aquilo que quero debater é o futuro do jornal. Debater nomeadamente com aqueles que pretendem "assaltar" o Comércio e transformá-lo num jornal só para eles e para as namoradas/namorados desempregadas, os jornalistas "emprateleirados" noutros títulos ou para o serviço a interesses político-partidários.
    5º A foto de família? Acho, caro "fala barato" que tens toda a razão. Vocês foram esquecidos e isso não podia ter acontecido. Mas, deixa-me que te diga, também houve alguma culpa vossa nesse afastamento, ou pelo menos de alguns de vós. E sobretudo de quem liderava a vossa equipa (excluo o último director comercial~, como é óbvio)
    6º Ao fala_barato e ao Guilherme peço-vos que não troquem esse tipo de mimos. Não leva a lado nenhum e vocês sabem que o problema não é nenhum de vocês. O problema são aqueles que querem fazer uma cooperativa que dizem dos ex-trabalhadores, mas que recusam abrir as "portas" a esses mesmos ex-trabalhadores.
    7º Sinceramente gostava de saber quem é o fala_barato. Eh pá, é só curiosidade mesmo... E agradeço os elogios pois é sempre bom saber que há quem tenha gostado de trabalhar connosco.
    8º Ao TAF, um abraço. E é bom saber que continua interessado no futuro do Comércio. Era bom que toda a cidade partilhasse desse interesse. Mas, quanto mais tempo passar mais o Comércio vai cair no esquecimento. Infelizmente!

     
  • At 10 setembro, 2005 23:03, Blogger TAF said…

    Caro Pedro, envia-me pf. o teu endereço de email novo.
    Abraço!

     
  • At 15 setembro, 2005 03:32, Blogger Spin Doc said…

    ESTE GUILHERME É UM BOCADO CROMO?

     
  • At 15 setembro, 2005 20:21, Blogger Pedro Bessa said…

    Não, meu caro provedor. Este Guilherme era um excelente jornalista do Comércio que foi (também ele) excluído do debate pelos nossos queridos amigos da comissão dinamizadora da cooperativa. E além disso, este Guilherme é um Homem (H) pois não tem problemas em dar a cara e o nome.

     
  • At 15 setembro, 2005 23:21, Blogger Spin Doc said…

    OK.ACREDITO.À PRIMEIRIA PARECIA.AINDA BEM QUE NÃO É
    "O PROVEDOR ERROU"

     

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