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domingo, setembro 18, 2005

Américo Santos acusa Câmara PSD de favorecer construtores



O cabeça de lista do PS à Câmara de S. João da Madeira acusa o actual Executivo de favorecer construtores civis, afirmando que a campanha do PSD está a ser apoiada pelos grandes construtores. O presidente da Câmara, Castro Almeida, recusa-se a responder ao que considera “uma baixaria política”, garantindo que “ninguém me vai ouvir falar dos meus adversários”.

Francisco Manuel

Durante uma festa da JS realizada na passada sexta-feira nas piscinas municipais, Américo Santos afirmou que “S. João da Madeira, ao longo dos anos, tem destruído o seu património cultural através de acordos com empresários”. Segundo o candidato esta é uma “campanha difícil” alegando que o PS é um partido com “poucos recursos económicos” e que, diz, “a nós ninguém nos vem oferecer dinheiro”. Estava lançado o “ataque” ao seu adversário político e ao PSD, embora não referisse os seus nomes: “Uma campanha apoiada pelos grandes construtores e pelo capital; à campanha dos opositores não falta dinheiro, para se gastar, porque toda a gente é rica”.

Sem se deter, o candidato “rosa”, lançou mais uma insinuação, prometendo que irá “servir S. João da Madeira, de forma isenta”. Américo Santos, quer que “todos os terrenos livres” da cidade sejam para “construir edifícios para pôr ao serviço da comunidade, e não para as pessoas”. Desafiou por isso “qualquer presidente” a assumir, que nos terrenos junto às piscinas e Estádio Conde Dias Garcia, não vai ser construído mais nenhum edifício.

À margem desta intervenção, Américo Santos, disse ao COMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM, que “pensamos, que pontualmente há alguns favorecimentos”, dando como exemplo a sede de candidatura do PSD. “Uma sede, toda ela preparada, não custará o mesmo que nos custaria a nós”. “As Câmaras, e esta também, ao longo dos anos, foram construindo, aceitando os construtores como seus parceiros”, vincou.

Como exemplo deu o Lugar da Devesa-Velha, onde existem armazéns misturados com construção familiar. “Eu acho que há favorecimento, acho estranho, que numa zona que estava prevista ser industrial, fazer uma zona mista”. Logo a abrir o seu discurso começou por afirmar que não é “político profissional, sou político de trabalho, e gestor há 25 anos que não precisa do dinheiro da Câmara para viver”. “Os políticos profissionais não serve; A política dos profissionais esquece quem mais precisa”, afirmou.