O Comércio do Porto

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sexta-feira, agosto 19, 2005

Turista em Lisboa (1)

Prometi entrar em acção e aqui estou. Bem cedo...
Pois que estou de regresso de um retiro de 10 dias em Lisboa. E como desempregado que sou, agora, tive que contar os tostões (cêntimos). Por isso aceitem esta sugestão:
Pelo preço de duas/três noites num hotel fiquei 10 dias no parque de campismo de Monsanto. Um dos melhores que conheci. Condições muito boas e um arvoredo fantástico. Um paraíso em Lisboa. Com direito à companhia de simpáticos esquilos que diariamente, às horas mais frescas e menos movimentadas, desciam das árvores e vinham até cá baixo em busca de comida e água. São muitos, mesmo muitos, e extremamente simpáticos. Uma boa companhia para as minhas horas sentado na cadeira de praia, à sombra dos pinheiros, a ler o "Atentado" ou a jogar Sudoku, uma excelente forma de exercitar os neurónios. Fiquei fã...
O campismo tem esta vantagem, o contacto com a Natureza e a quebra destas nossas malditas rotinas citadinas, e além disso proporciona novas amizades. Foi o que aconteceu com um simpatiquissimo casal de italianos, residentes em Ancona, com quem nasceu uma amizade que até dá direito a casa à disposição quando for para aqueles lados de Itália. O elo de ligação a estes vizinhos italianos foi a pequena Francesca, de apenas três anos e meio, que meu deu algumas lições da sua lingua materna, ensinando-me palavras que desconhecia. Fiquei a saber como se diz pinha, pinhão, esquilo e outras coisas mais... E quando repetia a palavra correcta, no meu desajeitado "italianês", recebia em troca um simpático "Certo" - que soava a qualquer coisa como "chiertó"...
Hoje, estes novos amigos devem estar já a caminho de casa pois o patriarca da família (director de uma associação de empresários de construção civil e obras públicas de Ancona) tem trabalho à espera na próxima segunda-feira. Coisa que eu também gostava de ter... Mas, passemos à frente.
Um dos pontos de interesse deste convívio foi que fiquei a saber que Portugal e Itália partilham muitos problemas, como essa tragédia dos professores que têm de andar com a casa às costas todos os anos sem saberem onde vão parar, como os jogos de interesses entre construtores civis e munícípios ou como o boom no custo de vida que representou a entrada em circulação do euro...
Ah, e conheci também uns casais franceses, mas o tempo de convívio não deu para ter casa à disposição em Lyon nem em Nantes... Uma pena.

(continua)

1 Comments:

  • At 19 agosto, 2005 21:27, Blogger Manuela Pinto said…

    Bessa, sabia que ias sentir falta dos meus telefonemas madrugadores, mas nunca pensei que o teu "bem cedo" fosse às 1h38!!!!!
    Cruzes credo canhoto!!!!
    Beijos

     

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