O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

sexta-feira, agosto 05, 2005

O que se diz...

Deixo aqui mais duas notícias da Agência Lusa sobre o que se tem dito sobre o futuro do COMÉRCIO DO PORTO:

Filipe Menezes propõe viabilização através da Junta do Porto
A Junta Metropolitana do Porto (JMP) vai analisar sexta-feira uma proposta do presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, para envolvimento daquele órgão na constituição de uma empresa que reactive o diário O Comércio do Porto. Cancela Moura, vereador da Câmara de Gaia que representará Luís Filipe Menezes na reunião do órgão executivo metropolitano, avançou hoje à Lusa que a proposta aponta para o uso do "peso institucional" da JMP no sentido de mobilizar empresários interessados em constituir uma sociedade que explore o matutino. A publicação de O Comércio do Porto, tal como a de A Capital, foi suspensa sexta-feira pela proprietária comum - a espanhola Prensa Ibérica - devido aos prejuízos acumulados. "Na proposta defende-se também uma participação simbólica da JMP no capital da empresa, à semelhança do que já fora feito com a Casa da Música", disse Cancela Moura. O autarca acrescentou que a proposta aponta para a canalização da publicidade institucional da JMP para jornais sedeados no Norte, "incluindo naturalmente O Comércio do Porto".
A intenção de lançar esta proposta foi avançada a 29 de Julho por Luís Filipe Menezes durante a inauguração de uma via estruturante. "É incrível como os agentes políticos e o tecido empresarial do Norte deixam morrer o jornal mais antigo do continente", referiu, na altura, o autarca de Gaia. Na proposta a analisar sexta-feira na JMP manifesta-se ainda a preocupação pela "crescente perda de influência e de centros de decisão" por parte do Norte de Portugal e refere-se a "importância" de manter um jornal centenário. Cancela Moura admitiu que o poder político "não deve envolver-se em questões relativas à economia de mercado", mas acrescentou que "nada o impede" de ter, nestas matérias, "uma posição de árbitro".

Iniciativa cooperativa está em "marcha" - Sindicato dos Jornalistas
O presidente do Sindicato dos Jornalistas (SJ) Alfredo Maia afirmou hoje à Lusa que a iniciativa cooperativa para viabilizar os jornais A Capital e O Comércio do Porto, títulos suspensos sexta-feira pela Prensa Ibérica, "está em marcha". "A iniciativa cooperativa está de facto em marcha. Há um grupo de trabalhadores que agarrou a ideia da cooperativa", referiu o responsável, explicando que existem ainda mais profissionais a reflectirem sobre a proposta.
O SJ apresentou segunda-feira a hipótese de criar uma solução cooperativa para fazer frente à decisão do grupo espanhol de fechar os dois títulos, tendo promovido encontros entre as equipas dos diários e um especialista do movimento cooperativo para esclarecimento de dúvidas. Este encontro realizou-se hoje com a redacção de A Capital, tendo ocorrido no início da semana uma sessão semelhante no diário portuense. "O próximo passo será apresentar uma proposta formal à administração do grupo Prensa Ibérica", explicou Alfredo Maia, acrescentando que a partir de agora irá tentar agendar uma reunião com os representantes do grupo. O projecto a desenvolver nos dois diários, que poderá passar por uma cooperativa de trabalhadores ou por uma cooperativa mista com outras entidades, já conta com o apoio de algumas instituições ligadas ao movimento cooperativo, segundo revelou à Lusa Fernando Martinho, director pedagógico da Escola Profissional de Economia Social. Esta instituição de ensino, que está sedeada no Porto, irá ser a responsável pela coordenação dos contactos na fase dos estudos de viabilização deste processo cooperativo.
Entre as entidades mencionadas pelo responsável encontram-se o Centro de Estudos de Economia Pública e Social, o Instituto Joaquim de Oliveira Guedes, a Escola Profissional de Comércio Privado e a COFAC (cooperativa detentora da Universidade Lusófona).

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