O Comércio do Porto

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sexta-feira, agosto 26, 2005

O arquivo do Comércio

Caríssimos:

Segue texto que acabo de enviar para o "Público", a propósito de afirmações de António Matos, hoje publicadas naquele jornal e que me visam pessoalmente, sobre o Arquivo do Comércio.

1 abração

Sousa Pereira


Afirma Matos

Diz a sabedoria popular, mestra das coisas da vida, que se não devegastar muita cera com fraco defunto. E diz, também, que quem não se sente não é filho de boa gente.
Vem isto a propósito de declarações de. António Matos, director-geral da Prensa Ibérica em Portugal, ao “Público”, de 25 de Agosto nas quais, a propósito do Arquivo do “Comércio de Porto” me visa, directa e nominalmete, através de duas frases, que cito: Sousa Pereira teceu “comentários despropositados, num gesto de má fé” e, adiante, acusando-o de “nacionalismo sórdido”.
Pensava eu ter boa impressão de António Matos, com quem poucas vezes falei, mas me transmitiu uma imagem de pessoa dinâmica, empreendedora e, passe a expressão, atirada para a frente.
As suas declarações ao “Público” demonstram que o engano bate à porta de qualquer um.
Porque sou filho de boa gente, vou, mesmo, ter de gastar alguma cera com este fraco defunto. Vejamos: Comentários, não produzi um sequer. Apenas fiz afirmações, que mantenho e que, pelos resultados obtidos, foram mais do que oportunas.
A “má fé”, devolvo-a, por inteiro, a Matos, por uma simples razão: em declarações anteriores ao “Público”, António Matos, entendia normal a ida do Arquivo do Comércio para Espanha, face à propriedade, legítima, da Prensa Ibérica, sobre o jornal e respectivo património. Depois de a Prensa Ibérica garantir (louvavelmente) a permanência do mesmo Arquivo na cidade do Porto, António Matos, mais papista que o papa, vem adiantar algumas hipóteses de colocação do Arquivo. Tirem as conclusões que quiserem porque estes são os factos e as palavras de Matos estão registadas no “Público”.
Continuando a gastar alguma cera com este defunto, penso que ninguém entende o significado de “nacionalismo sórdido”. Estará Matos a chamar-me “cabeça-rapada”?, ou o seu enfeudamento a Espanha é muito maior do que alguém suspeitaria? Haverá gato escondido com rabo de fora? Ou será que só está escondido o rabo?
Uma coisa é certa, a Administração da Prensa Ibérica, ao afirmar que o Arquivo do Comércio permaneceria no Porto, demonstrou uma compreensão do significado da preservação da memória colectiva (neste caso portuguesa) que António Matos (português), desprezou, em declarações ao “Público”.
Quanto às preocupações com o Arquivo de “O Comércio do Porto” , deixo, apenas, uma nota: se a memória colectiva de Portugal estivesse devidamente preservada, seriam conhecidas as minhas preocupações, e de outras pessoas, com este e outros Arquivos.
O esquecimento é conveniente para alguns e ajuda a encobrir a incompetência de muitos. Quem quiser que enfie a carapuça.

António Sousa Pereira

3 Comments:

  • At 26 agosto, 2005 15:19, Blogger AM said…

    Espero que se concretize a "promessa" da prensa ibérica, que o arquivo do CP fique em Portugal e que seja possível que o mesmo seja devidamente tratado, estudado, conservado e aberto ao público em boas condições.
    Ou seja, que não acabe na Biblioteca Pública Municipal do Porto.
    Estranha-se o silêncio da Ministra da Cultura....
    A propósito, ou sem propósito, respondendo a pergunta que eu próprio coloquei na caixa de comentários do promeiro "post" de A.S. Pereira sobre este assunto, esclareço que, afinal, não são os arquivos (ou parte deles) do CP, nem do PJ, que se encontram na Câmara Municipal da Maia.

    Encontram-se efectivamente na CM Maia as antigas bibliotecas do Primeiro de Janeiro e do Comércio do Porto (integrando, isso sim, o arquivo de Bento Carqueja).

    Ao que consegui apurar parece que ambas as bibliotecas estão a ser devidamente tratadas e estudadas como deve ser.

    Um bem haja à CM Maia e que a CMP saiba seguir os bons exemplos.

    AMNM

     
  • At 26 agosto, 2005 15:23, Blogger GuTo said…

    Gostava de divulgar um post que temos no blog dos Veteranos, (dia 24/Agosto) uma homenagem a todos os bombeiros deste país.
    Passem palavra..

     
  • At 31 agosto, 2005 17:42, Blogger Faneca said…

    ó sousa pereira, o matos é uma besta mas não te amofines que o chavão para o qual não lhe chegou a língua era o de "nacionalismo serôdio".

     

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