O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

terça-feira, agosto 02, 2005

Nunca pensei

Antes de entrar no COMÉRCIO tive uma pequena experiência numa rádio, mas quando aqui entrei, no dia 14 de Agosto de 1991, falei com o então director, Alberto Carvalho, que me perguntou a minha disponibilidade e logo respondi ser imediata. Passei à Redacção, foi-me apresentado o Carlos Pontes que me deu umas explicações básicas e me pôs logo a fazer a volta. Ao final da tarde perguntou-me se eu podia ir trabalhar no dia seguinte: 15 de Agosto, disse logo que sim e então deu-me logo o serviço: "Vais à Serra do Pilar, sabes onde é? Há lá uma feira das cebolas, vais lá vês o ambiente, os preços, falas com alguns comerciantes, vai fotográfo contigo se tiveres algum problema podes falar com ele". Ao outro dia assim fiz, logo ás 9,30 estava no jornal, fui com o Albino e o sr. João, o motorista. Lembro-me bem do meu título: "Feira das cebolas, só no nome". Foi o meu primeiro serviço. Depois iniciei-me na Polícia pela mão do Mendonça Prada, essa figura que não esqueço. Foi na Polícia que tive os primeiros contactos com os outros colegas e não posso deixar de me lembrar do António Lage, do António Soares, do Reis Pinto, que saudades tenho vossas!
Para mim o COMÉRCIO foi sempre a minha segunda casa, não tive oportunidades para sair daqui, mas também nunca as procurei porque apesar de algumas chatices sempre fomos uma redacção impecável. Quando na segunda-feira a Manuela, lavada em lágrimas anuncia o que tinha acabado de ouvir, não quis acreditar, mas não parei mais de tentar alertas os colegas que ainda não tinham chegado. Só na sexta-feira quando aquela pessoa nos anuncia o veredicto é que caí em mim e então não me segurei. Valeram-me os ombros amigos das minhas queridas amigas. Depois, foi uma fúria grande que tomou conta de mim e fiz os últimos contactos ingratos: reacções à suspensão do jornal. Terminei todos os contactos a chorar... sei que devia ser mais forte, mas não consegui, apenas conseguia fazer os telefonemas uns atrás dos outros. Depois, quis prolongar o mais que pude a minha ida para casa. Só saí às 22,30 e no sábado, estava de folga, mas estive cá de tarde. Ontem estive, hoje estou, amanhã estarei, não sei até quando... Ainda não quero acreditar que não te vejo nas bancas COMÉRCIO!

1 Comments:

  • At 02 agosto, 2005 16:12, Blogger Ana Cristina Gomes said…

    É engraçado falares das pessoas que marcaram a tua vida profissional. Onze
    anos de jornalismo nos separam e esses vão continuar a separar-nos. Mas, ao
    longo da profissão, coleccionarei nomes de pessoas que, por um motivo ou por
    outro, marcarão a minha vida de jornalista. O nome Cristina Mota figurará sempre com destaque.

    Marlene Silva

     

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