O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

sexta-feira, agosto 19, 2005

Mensagem

Caros camaradas. Entrei nessa casa a 31 de Dezembro de 1973. Percorri todos os patamares da Redacção, desde repórter a director. Mas nunca empurrado. Conheci grandes amigos que continuo a preservar e outros que perdi porque tristemente nos deixaram. Conheci altos e baixos. Algumas vezes senti o quanto custa não haver dinheiro para salários. Fiz parte de um grupo que teve de "estender a mão ao poder" para receonhecer o valor do "nosso" jornal.

Testemunhei jornadas enormes de solidariedade para com o povo do Porto, da região Norte e do seu povo, por iniciativa de O Comércio do Porto. Conheci dirigentes do jornal que viviam o mesmo como se de sua casa se tratasse. Conheci, com amargura, o destruír de muitos anos de luta. Por ausência temporária tive a sorte de não me despedir do espaço da Avenida dos Aliados.

Voltei, mais tarde, para a Rua Formosa. Só por um ano. Era já outra gente a sentir o jornal. Diferente. Nessa altura não se pretendeu dar a volta desejada. A cidade e a região estava a pedir que se desse um salto. Não foi dado e a morte começou a ser anunciada.

Utimamente surgiu uma nova lufada de esperança, mas somente com o sentido económico, quando O Comércio do Porto não é um negócio, mas sim uma instituição. São 151 anos de história do Porto e da Região Norte. Uma instituição a manter pela sociedade. Por isso não acredito que O Comércio do Porto vá morrer. Está a readquirir força para uma nova etapa da sua vida. Acredito, apesar dos meus 71 anos de vida e mais de 50 de profissão. Força, amigos.

Joaquim Queirós, jornalista aposentado