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quarta-feira, agosto 03, 2005

Incêndio de Vale de Cambra entrou em rescaldo

Entrou em rescaldo o incêndio que ontem deflagrou em Vale de Cambra e que foi combatido por uma centena de bombeiros de onze corporações. Ao início da manhã começaram, já, a desmobilizar alguns dos corpos de bombeiros, segundo o Centro Distrital de Operações e Socorros de Aveiro CDOS.
Recorde-se que as chamas deflagraram ontem pouco depois das 15 horas em Arões e lavraram em quatro frentes, consumindo uma área ainda não quantificada de mato. Durante a tarde estiveram no local cerca de quarenta bombeiros, auxiliados por dois aviões e dois helicópteros. Com o cair da noite e a consequente desmobilização dos meios aéreos, foi reforçada a presença de meios humanos com mais sessenta bombeiros, disse ao ocomerciodoporto.blogsopt.com, fonte do CDOS.

Ontem, em comunicado, o SNBPC, perante as previsões climatéricas que apontam para hoje temperaturas idênticas às do mês de Julho, quando se verificaram os maiores incêndios do país, apelava para “não se efectuarem queimadas; Ter os cuidados máximos na realização de piqueniques; Adiar, se assim for possível, os trabalhos que envolvam maquinarias que produzam chamas ou faíscas; Não deitarem fora pontas de cigarro, nomeadamente pela janela do automóvel ou comboio”.
Aconselha também os “proprietários ou utilizadores de casas em espaços rurais mantenham uma faixa de 50 metros de terreno limpo em redor das habitações”.
Pelas 21 horas o Centro Distrital de Operações e Socorros (CDOS) de Aveiro estava a mobilizar mais meios para combater este incêndio, desconhecendo-se, por isso, qual o número real de bombeiros presentes no local neste momento.

Risco muito elevado em todo o país

Segundo a Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais (APIF), hoje, todos os distritos do país estarão em risco “máximo” e “muito elevado” de incêndios, por causa do previsível aumento da temperatura.
Diz a APIF os distritos do Porto, Vila Real, Bragança e Castelo Branco vão estar em risco “máximo”, enquanto os distritos de Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro estão situação de risco “muito elevado” de incêndio.

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