O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

segunda-feira, agosto 08, 2005

Eu e o Comércio

Não consigo dizer quando foi, mas sinto que terá sido, pelo menos, há 512
anos... Lembro-me de ter ido de mão dada com a companheira de secretária e sei
que era pequeno. Mesmo muito pequeno. A minha curiosidade de menino da segunda
classe obrigou-me a estar mais atento do que nunca. A visita de estudo foi
magnífica e inesquecível.

Aquela ainda era a fase em que dividia os meus sonhos entre ser jogador de
futebol ou jornalista. Creio que a minha decisão definitiva surgiu nessa mesma
manhã, depois de ter andado «por dentro» de O Comércio do Porto. A mesma
professora que me ensinou a combinar as letras e a jogar com as palavras
levou-me a ver um jornal e, inconscientemente, definiu o meu futuro. Ainda hoje
lhe estou grato. Obrigado, D. Silvina!

O Comércio funcionava em plena Avenida dos Aliados, num prédio esmagador, num
ambiente de grande periódico. Adorei esse dia e ainda hoje guardo relogiosamente
o mini-jornal que me ofereceram à saída. Suspeito que o fascínio que me dominou
ainda dura e sinto que não vai desaparecer. O Comércio do Porto deixou as bancas
- espero que temporariamente -, mas a sua história jamais nos deixará. É por
isso que farei questão de contar esta minha aventura milhares de vezes. Aos meus
filhos, aos meus netos, a quem me quiser escutar.

Convivi diariamente com algumas pessoas de O Comércio do Porto e posso dizer que
tenho amigos entre eles. Hoje, todavia, não vou nomear nenhum. Fico-me por um
abraço colectivo. Quero que voltem às páginas do vosso jornal.

Jaime Teixeira