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segunda-feira, agosto 01, 2005

Empresa responsável por manutenção de jardins em Oliveira de Azeméis suspende serviços

A empresa contratada pela construção e manutenção de jardins da Câmara de Oliveira de Azeméis suspendeu hoje os seus serviços à autarquia alegando incumprimento dos pagamentos. A autarquia oliveirense repudia esta posição da Profijardim, e embora assuma que a situação "não está totalmente regularizada", nega que exista um ano e meio de atrasos nos pagamentos, como escreveu a empresa num "pára-sol" colocado no pára-brisas de uma das suas viaturas estacionada no Jardim Municipal. A Câmara vai denunciar o contrato e proceder judicialmente contra a empresa.
hoje de manhã, à vista de todos, estava uma das viaturas da Profijardim com um "pára-sol" no pára-brisas onde se lia: "Suspendemos os serviços por falta de pagamento; O município de Oliveira de Azeméis não nos paga há mais de um ano e meio".
Alberto Tavares, responsável da empresa de Bunheiro, Murtosa, afirmaque "ainda não há rotura" com a Câmara de Oliveira de Azeméis, e que “tudo se resolverá se a autarquia pagar”. Sem revelar quais os montantes em causa, Alberto Tavares diz que "são muito, mesmo muito elevados". "Já não recebemos desde Outubro de 2003", afiança. A Profijardim é uma pequena empresa de construção e manutenção de áreas verdes, que tem 14 viaturas e mais de duas dezenas de funcionários. Segundo o responsável da empresa que há cerca de meio ano renovou o contrato com a Câmara de Oliveira de Azeméis por mais três anos, estes atrasos nos pagamentos trazem dificuldades financeiras à Profijardim.
Em comunicado a edilidade afirma que "apesar de assumir-se que a situação perante a empresa não se encontra inteiramente regularizada nesta data, é falsa a afirmação de que o Município não paga 'há um ano e meio' à empresa", acrescentando que ´"a verdade é que têm sido efectuados pagamentos regulares à dita empresa, a fim de, na medida das possibilidades, extinguir o débito".
Por causa das alegadas falsidades das afirmações da Profijardim, "bem como pela forma despropositada como tornou públicos factos", a Câmara de Oliveira de Azeméis alega que houve "uma quebra de confiança". É que, segundo a autarquia, "as situações relacionadas com a regularidade da facturação e a tempestividade dos pagamentos foram sempre resolvidas em termos satisfatórios para ambas as partes", e portanto não "compreende a atitude despropositada tomada pela dita empresa, pelo que logicamente não haveria razão para a suspensão dos serviços".
Além de "prescindir de imediato dos serviços" da Profijardim, a Câmara solicitou aos seus serviços jurídicos "que desenvolvam uma acção judicial contra a empresa em causa, pelos danos causados ao bom nome do município".

3 Comments:

  • At 01 agosto, 2005 22:08, Blogger Juanita said…

    Ler a tua notícia deu-me logo vontade de sair em serviço... até de fazer piquete, vejam só!!! Acho que depois de jantar vou fazer a volta, só para descontrair;) lol*

     
  • At 01 agosto, 2005 22:38, Blogger rajodoas said…

    É de lamentar mas foi uma realidade o encerramento do vosso local de trabalho.
    Felizmente em termos profissionais nunca passei por uma situação semelhante mas
    imagino o quão desagradável será para todos os colaboradores do Comércio do Porto este desfecho. Venho pois apresentar a minha modesta solidariedade
    para com todos vós, desejando que em breve apareça uma solução para de novo
    voltarem as bancas com o produto do vosso trabalho.

     
  • At 01 agosto, 2005 22:59, Blogger Vítor Hugo Alvarenga said…

    É esse o caminho, Francisco. Continua, um abraço.

     

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