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segunda-feira, agosto 29, 2005

Castro Almeida anuncia recandidatura à Câmara de S. João da Madeira

Na equipa do autarca social-democrata mantêm-se os vereadores que estiveram ao seu lado nestes quase quatro anos de mandato. Carlos Coelho, mandatário da campanha do PSD em 2001, é a única novidade dos laranjas no concelho, candidatando-se à Junta de Freguesia por troca com Joaquim Mateus

Francisco Manuel


O social-democrata Castro Almeida apresenta amanhã a sua recandidatura para um segundo mandato na presidência da Câmara de S. João da Madeira. Rui Costa, Paulo Cavaleiro e Fátima Roldão, continuam na equipa do ex-secretário de Estado da Educação que conquistou a autarquia do mais pequeno município do país em 2001 acabando com 18 anos de “reinado” de Manuel Cambra (CDS/PP) que volta a ser cabeça de lista depois de uma passagem de dois anos pela Assembleia da República.

Além de repetir a equipa para a Câmara, o PSD volta a apostar em Fernando Portal, director do hospital local, para a presidente da Assembleia Municipal. A única mudança nas listas do PSD é para a Junta de Freguesia, onde Joaquim Mateus, empresário que recentemente foi absolvido no caso de peculato que envolvia a sua empresa (Arsol), a Câmara de Águeda e o ex-deputado Cruz Silva, optou por não se recandidatar. No seu lugar aparece Carlos Coelho, presidente do Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira e que foi o mandatário da campanha do PSD em 2001.

Sob o slogan “Continuar a mudança”, Castro Almeida espera conseguir cumprir o seu último mandato à frente da Câmara são-joanense terminando importantes projectos como a requalificação das margens do Rio Ul, ou a Casa das Artes e do Espectáculo, um projecto único no país que deverá estar concluído até 2007. Quando se candidatou em 2001, Castro Almeida assumiu que o objectivo seria cumprir dois mandatos à frente da Câmara de S. João da Madeira.
Com o anúncio público da candidatura de Castro Almeida fica completo o leque de candidatos à Câmara.

"Dinossauro" Manuel Cambra recandidata-se


Manuel Cambra, que depois de perder as eleições para o PSD, rumou à Assembleia da República, onde se manteve em funções até à dissolução daquele órgão deliberativo, volta a ser a aposta do CDS para reconquistar a Câmara. Depois da derrota em 2001, Manuel Cambra, de 76 anos, admite “parece estranho aparecer de novo, mas entendi que ainda há muito por fazer pelo concelho”.

O ex-presidente da Câmara apresentou-se sob o lema “Um sanjoanense, um bairrista”, sublinhando que “S. João da Madeira não pode parar”. “A construção de uma pousada da juventude, a melhoria do ensino e das acessibilidades ou a criação do Parque Natural do Outeiro”, são algumas das principais “bandeiras” com que se vai apresentar ao eleitorado.

Moisés Ferreira (BE) o mais jovem candidato do país

No pólo oposto está Moisés Ferreira, candidato do Bloco de Esquerda, que aos 19 anos é o mais novo candidato do país à uma Câmara. O coordenador da distrital de Aveiro do BE, Joaquim Dias, não tem dúvidas que Moisés Ferreira, Estudante de psicologia, “vai ser o mais jovem presidente de Câmara do país”.

Américo Santos para unir socialistas

O empresário Américo Santos é o candidato socialista para conquistar uma autarquia que ao longo dos anos tem escapado aos socialistas. A escolha pai do secretário-geral da JS, Pedro Nuno Santos, como cabeça de lista pretendeu “unir os socialistas de S. João da Madeira que aprovaram em sede de Comissão Política concelhia o seu nome por unanimidade e aclamação”. Aos 54 anos, Américo Santos “dá a confiança a todos os militantes socialistas que só vêm em Outubro um resultado ganhador”.

Fernando Brandão (CDU) para acabar com política autista

Por último o independente Fernando Brandão é o candidato da CDU “um desafio”, que diz ter aceite, para impedir nova maioria absoluta do PSD.
Jorge Cortez depois de encabeçar por vários anos as listas dos comunistas à Câmara apresenta-se agora como cabeça de lista à Assembleia Municipal. Os comunistas querem obrigar o Executivo a dialogar e acabar com aquilo que definem como política autista.
Fernando Brandão é professor universitário, e viveu em Angola até 1988, altura em que se radicou em S. João da Madeira.