O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

terça-feira, agosto 02, 2005

Calaram-vos o papel mas não a voz e o cérebro

“Calaram o papel mas não conseguiram calar a voz de quem trabalha de e para o público, aquele para quem as notícias são mais do que meras informações de imagens.
Devo a ida ao blogue d’ O Comércio do Porto a um dos seus hipotéticos concorrentes, o Notícias Lusófonas, mas que, desde a primeira hora, tem sido um dos que mais têm clamado para afronta que foi o encerramento de um dos jornais mais (senão mesmo o mais) centenários publicados em Portugal (o mais porque às vezes tenho certo pudor em afirmar que as ilhas também o são).
Um bravo para os jornalistas que não se deixaram calar na esperança que um dia se possa, de novo, ver nas bancas uma folha de papel com um logótipo chamado “O Comércio do Porto”.
Só me admiro como uma cidade, e região, reconhecida pelo seu bairrismo e regionalismo tenha deixado terceiros mandar naquilo que é seu.
Talvez sejam os tempos que estejam a mudar…”

Embora sob outro título foi isto que coloquei no meu blogue.
Se me permitem a veleidade e a intromissão diria “Força companheiros” que o blogue, agora, e o papel, de novo, estejam convosco.

Eugénio Costa Almeida
(Doutorando em Ciências Sociais)http://pululu.blogspot.comhttp://elcalmeida.home.sapo.pt

6 Comments:

  • At 02 agosto, 2005 21:59, Blogger Francisco Manuel said…

    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

     
  • At 02 agosto, 2005 22:09, Blogger Francisco Manuel said…

    Calaram o papel, mas os profissionais nunca. Pela enésima vez vos digo: Canetas ao alto, que a tinta vai escorrer.
    Mataram um título, mas não nos mataram a nós. Nem mesmo o sindicato. Sim o sindicato. Porque é a segunda vez na minha carreira que preciso dele, e ele não está lá. Agora, mais uma vez não esteve. Esteve, e bem, ao lado de quem estava na redacção. Mas esqueceu-se dos burros dos correspondentes, paus para toda a colher, sem horas, sem nada, muitas sem sequer direito a vida privada. O telefone tocava e nós, burros, toca a interromper tudo o que estávamos a fazer, deixávamos a família, os amigos, tudo. E o que faz o sindicato? Inclui nas conversações todo o pessoal da redacção, incluindo os recibos verdes (e volto a referir MUITO BEM, outra coisa não seria de esperar), mas esqueceu-se de quem trabalhava sete dias por semana, 12 a 16 horas por dia. Vocês, camaradas de redacção sabem que é assim. Pois é, mas nós, os burros, que conseguíamos grandes manchetes, grandes cachas, fomos esquecidos, por um sindicato burocrático, enfadonho, e engravatado, à imagem do neo-liberalismo dos grandes monopólios.SAIMOS SEM UM TUSTO.
    Nem me falem em quotas atrasadas, porque de mim, nem mais tusto. É que eu trabalho; ando todos os dias no terreno, no meio das tragédias, do fogo, e da luta dos trabalhadores. Eu não faço notícias pelas agências, nem pelo telefone, e por isso a cada notícia posso dizer: eu estive lá, eu vi.
    E o sindicato vê o quê?
    Fico-me por aqui.

     
  • At 02 agosto, 2005 22:12, Blogger TAF said…

    Caro Francisco Manuel, por que é que isto não é um post de pleno direito? ;-)

     
  • At 02 agosto, 2005 22:26, Blogger Francisco Manuel said…

    desculpa, taf, mas não percebi

     
  • At 02 agosto, 2005 22:31, Blogger TAF said…

    Este comentário acima sobre o sindicato merecia estar colocado como um post no blog, e não apenas como um comentário a outro post.

     
  • At 02 agosto, 2005 23:08, Blogger Francisco Manuel said…

    ok. obrigado pela sugestão. vou fazê-lo

     

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