O Comércio do Porto

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segunda-feira, agosto 01, 2005

Bolhão

Hoje, para não variar, almoçamos no Bolhão. O Mercado continua na incerteza, mas todos os dias há pequenas mundanças. Os ferros inferiores, das vedações instaladas para impedir o acesso à zona interdita, desapareceram. O que quer dizer que é mais fácil seguir para a ala Sul, já não é necessário dar um saltinho. E colados aos ferros estão cartazes de papelão a dizer "Os estabelecimentos estão abertos". No restaurante da Dona Gina, as mesas estavam mais vazias do que de costume e ela lamentou-se: "Nunca vi isto tão vazio nesta altura. Será que as pessoas estão com medo?". Há sempre aqueles que desistem, e a Dona Gina já começou a sentir os efeitos disso. Mas a nossa mesa era muito grande, chegamos a ser 14, e também apareceu um casal de turistas franceses, com os respectivos filhos. E mais duas mesas estavam ocupadas. No Bolhão, vai-se fazendo uma resistência dia-a-dia. O senhor Alcino veio dar-nos uma palmada nas costas, e perguntei-lhe se havia novidades. Com aquele ar de quem não gosta muito de falar, disse "Vamos ver, vamos ver". Não insisti, mas ouvi dizer que está marcada uma reunião para a avançar com a Associação dos Amigos do Bolhão. Veremos no que dá. Também não vi por lá a Mariazinha das Sócias, não sei se foi de férias... Estava muito calmo, hoje, o Bolhão. Ainda não sei se os comerciantes decidiram, como se falava na semana passada, montar a tenda no mercado, de 3 para 4 de Agosto, na tentativa de evitar a interdição do piso inferior. Amanhã vamos lá de novo, se der. E a ver vamos se há mais novidades.