O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

sábado, julho 30, 2005

O "meu" colectivo

Um sonho interrompido, uma angústia avassaladora que ameaça o indispensável bem-estar de todos os que fazem parte, directa ou indirectamente, do nosso O Comércio do Porto. O devassar de século e meio de dedicação a uma causa, à causa do jornalismo sério, honesto e competente, não pode ficar impune. Num período em que se exige alguma tranquilidade e lividez de raciocínio, abraço-me às recordações dos muitos bons momentos passados ao longo dos meus 17 meses de Comércio e o laço que aperta o coração parece abrandar. Penso, e acho que o primeiro "post" deve ser dedicado aos meus amigos, colegas, companheiros, camaradas da secção desportiva. Por respeito hierárquico, começo pelo chefe. O vozeirão do BB marca qualquer um que entre na nossa redacção. Por detrás dos "tótós" e "margaridas" vociferadas, esconde-se a amizade e o respeito de um general que sabe ordenar as suas tropas. Nunca mais olvidarei a última reunião, as lágrimas soltas, a voz embargada na tentativa de nos explicar o inexplicável. Tenho a certeza que os nossos caminhos se cruzarão em breve. Antes de passar aos "gajos da bola", Alvarenga, Serginho, Pataco, sou obrigado a prestar homenagem ao "Barão", o ilustre Miranda. Que prazer, que privilégio, foi trabalhar ao seu lado direito, durante todo este tempo. Foram muitas as histórias ouvidas, com respeitosa reverência, perante alguém que sabe bem o que é esta vida do jornalismo. De gargalhada única e de uma educação marcante, devo admitir que tenho muita pena de não o ter encontrado muito antes. Esteja onde estiver no futuro, o Senhor Miranda, como sempre o tratei, será sempre a minha referência profissional. Meninas, calma, já falo de vocês. Agora é hora dos gajos, dos "dominadores" da secção, dos amigos dos copos e do balneário do Perosinho, daqueles que, por tudo isto, se tornaram presença indispensável na minha vida. Pataco, de sub-editor com pequenos tiques de fúria, a grande companheiro nesta tarefa de servir os nossos leitores com qualidade. Importante na minha adaptação, pois há muito partilhávamos serviços quando ainda trabalhava para outro órgão de imprensa, não perde um bom duelo de Pro Evolution Soccer ou uma futebolada contra os gajos do Público. Pena que os postes nem sempre o tenham deixado brilhar. Vitinho Alvarenga, alguém que sabe bem o que quer e que vai chegar bem alto nesta vida. Metódico e com espírito de iniciativa, faz com que Rio Tinto pareça melhor do que aquilo que é :)! Ainda por cima, foi o gajo que aturou o Adriaanse quando chegou! Ninguém merece isso! E na Holanda? Três semanas nos verdejantes Países Baixos com o Fontes demonstram a fibra de que é feito! Resta o Serginho. De tímido estagiário a respeitado e talentoso escriba desta casa, o "miúdo" conquistou tudo e todos com o sentido de humor "seinfeldiano". Sempre preparado para uma conversa de nível e para marcar o "257", terá que levar comigo por muito tempo. E os gajos do Público que ele "massacra" nos nossos duelos? Pobres coitados, não é Tato e Assunção?;) Agora, as meninas, que precedem o Vaz. Começo por uma que me vai destroçar no dia 23 de Agosto. É certo que "só" um oceano nos vai separar fisicamente, mas a cumplicidade e a admiração, essas permanecerão imutáveis, certo Fernandinha? Já não bastasse isso, também os seus movimentos nas pistas de dança ficam "aqui dentro", num local muito especial! Juanita, a nossa "moura", a benfiquista mais querida que alguém podia pedir, lado a lado nesta luta diária e nas negras concavidades das ruas da Ribeira. O Real continua à espera de muitas noites de profunda partilha. Depois, a Joaninha, a amiga do Ventura, o homem que ela conseguiu fazer com que lesse o "Guerra e Paz" do Tolstoi. Para alguns uma tarefa hercúlea, para ela somente uma questão de bons argumentos. Cidadã de Matosinhos, aguardo com expectativa os próximos cachorros, temperados com o molhinho da Rossi! Para o fim, uma vénia ao silêncio da Sónia, a "andebolista" do grupo. O primeiro impacto não foi fácil. Sisuda, carrancuda e inacessível, veio depois a "abrir o sorriso" e a provar o porquê de pertencer a uma família de jornalistas. Mudemos novamente para os homens. Vaz, o incomparável Vaz. Seja no carro da Casactiva, ao lado do inseparável Zé Barros, ou na redacção do CP, a face rosada e o bigode ruivo contagiam com a perene ingenuidade que o torna único. Fora dos camaradas da redacção, o “enorme” Vítor Santos e o Zé Pedro Gomes fizeram com que sentisse um orgulho inigualável por serem jornalistas do CP no mesmo período que eu. Vitor, meu recente vizinho, já sabes que vamos ter ainda muitos desabafos na tua varanda, virada para aquela natureza que sempre nos escuta. Uma palavra final para o Lúcio e a Georgina, com quem não tive muito tempo para privar mas que espero encontrar num futuro bem próximo... de preferência, aqui nesta redacção, que me fez voltar a acreditar ser possível um futuro na profissão que escolhi.

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