O Comércio do Porto

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segunda-feira, agosto 01, 2005

Não consigo sair daqui

Desde ontem que não consigo sair daqui, que não tenho vontade de descansar, que não tenho vontade de ir a lado nenhum, não quero saber de praia, nada. Ontem não sabia o que havia de fazer com a folga, percebi que não podia deixar de vir, subir Fernandes Tomás, tocar à campaínha por ser fim-de-semana, subir no elevador, entrar.
Hoje nem pensei, nem acordei com aquele vazio, vim e pronto. Quero ir embora, arrumar a casa caótica depois de uma semana sem cabeça nem tempo para tomar conta dela... fazer a cama, lavar a roupa, regar as plantas, pôr tudo no devido lugar, dar um beijo ao namorado, jantar com a família. E não consigo sair daqui. Hoje o vazio é maior. Vim do quiosque e o espaço estava lá, sem nada. Hoje não estivemos lá.

Ana Cristina Gomes

3 Comments:

  • At 01 agosto, 2005 01:22, Anonymous tânia Laranjo said…

    Acho que não nos conhecemos pessoalmente, mas conheço-te seguramente pela tua escrita. E acredita... se não for no "Comércio", no "teu" Comércio, voltarás um dia a estar lá....

     
  • At 01 agosto, 2005 09:22, Blogger AM said…

    Meus amigos

    Um grande abraço de solidariedade.

    Até sempre.

    António Moreira

     
  • At 01 agosto, 2005 11:56, Blogger Carlos Medina Ribeiro said…

    Caríssima,

    Claro que cada um sabe de si, mas olhe que há vida para lá do emprego anterior.

    Quanto a mim, depois de dar os melhores 29 anos da minha vida a uma empresa (onde me sentia muito bem), também acabei por saber que (tal como quase todos os outros!)eu era dispensável.

    Também eu julgava que não ia saber fazer outra coisa senão correr para lá 5 dias por semana (e às vezes mais).
    Erro meu!
    Reorganizei a minha vida, e acredite que nunca fui tão feliz como agora.
    Para já, vou tomar o cafézinho.

     

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