O Comércio do Porto

Num período em que deixou de haver papel para a tinta correr, os jornalistas e demais trabalhadores de O COMÉRCIO DO PORTO encontram neste espaço a via para o exterior, por forma a manter viva a alma do jornal mais antigo de Portugal continental. Envie as suas mensagens para comercio151@hotmail.com

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

A secção de desporto adaptado do EVS não pode cair

A secção de desporto adaptado do EVS não pode cair então e com a fantástica e amiga parceria do estúdio de dança de Margarida Valle, vão realizar um espetáculo de dança, para angariar verba para fazer frente às dificuldades económicas da secção e assim poder prosseguir com os seus propósitos de continuar a permitir a prática desportiva a populações cujo o nosso estado para eles só tem balelas nos momentos de glória.


Conto com a vossa presença ou pelo menos com o vosso apoio na divulgação deste evento.

já me esquecia o espetáculo é de dança inclusiva


desde já um muito obrigado com o vosso certo apoio

Pela secção

Rui Reisinho

Quinta-feira, Janeiro 05, 2006

De acordo com o jornal "Meios e Publicidade"

António Cunha Vaz poderá adquirir "A Capital" e "O Comércio do Porto"
04.01.2006 - 09h42 PUBLICO.PT

A empresa Friendly News SGPS, detida por António Cunha Vaz, já tem um "acordo de princípio" com a Prensa Ibérica para a aquisição das publicações "A Capital" e "O Comércio do Porto", avança o jornal "Meios e Publicidade".

A confirmação desta possibilidade foi avançada por António Matos, administrador da Prensa Ibérica, revelando que "já existe um acordo de princípio" entre as duas partes para a concretização do negócio.

O processo está, neste momento, "em fase de avaliação do ponto de vista jurídico" pelos advogados das duas empresas, com o intuito de "passar para contrato" definitivo o acordo estabelecido.

António Cunha Vaz preferiu não comentar ao "Meios e Publicidade" estas negociações.Os jornais "A Capital" e "O Comércio do Porto" foram encerrados pela Prensa Ibérica no dia 30 de Julho de 2005, devido a alegadas dificuldades financeiras.

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

BOAS FESTAS

Bom Natal a todos os meus amigos do Comércio do Porto e um bom anos de 2006 cheio de coisas boas

Um Natal muito feliz

Aqui, do cantinho mais a Norte, desejo a todos um Feliz Natal. Quanto a 2006, tenho a certeza de que vai correr bem melhor para todos nós. Tenho muitas saudades. Um grande beijo para todos.

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

A todos um

FELIZ NATAL!!!
Para todos aqueles de quem sinto muitas saudades e que em algum dia desta semana iriam estar lado a lado comigo numa ceia onde soltavamos o nosso espírito natalício. Tudo de bom colegas! E que o Pai Natal nos traga em 2006 os empregos que todos merecemos.

Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Cunha Vaz prestes a comprar O Comércio do Porto

Notícia hoje publicada pelo jornal Público

Diário encerrado no final de Julho já não tem trabalhadores no quadro. O mesmo acontece com A Capital

O consultor de comunicação Cunha Vaz está prestes a concretizar a compra do título portuense O Comércio do Porto, propriedade da Prensa Ibérica. O jornal foi encerrado no final do passado mês de Julho, em simultâneo com o lisboeta A Capital, igualmente pertencente ao grupo espanhol.
"Tenho interesse, estou a negociar, agora só quando tiver uma certeza é que anuncio", disse ontem Cunha Vaz ao PÚBLICO. Igualmente confrontado com a iminência de um acordo, o director da Prensa Ibérica em Portugal, António Matos, confirmou apenas contactos com Cunha Vaz. "Aguarda-se que seja formalizada uma proposta que, se for formalizada nos termos negociados, será uma boa proposta", disse. A Prensa Ibérica, afirmou também, "privilegia os cenários de venda dos dois títulos, marcas e arquivos".
Nenhuma das partes adiantou quaisquer detalhes sobre o negócio, que poderá concretizar-se muito brevemente, mas, conforme o PÚBLICO adiantou a 20 de Outubro, as ofertas apresentadas à Prensa Ibérica pelos jornais eram da ordem do meio milhão de euros por cada um dos títulos.
António Cunha Vaz, conhecido consultor de comunicação, tem vinho a adquirir visibilidade no campo dos media. É proprietário de publicações como a revista Prémio ou a Just Leader, recentemente lançada, e prepara-se para fazer sair a Prémio Viagens. É também director de comunicação do Benfica e está a assessor empresas como a petrolífera italiana ENI e o candidato presidencial Mário Soares.
Além de Cunha Vaz, também um grupo ligado a um banco de investimentos e o grupo leiriense Lena, proprietário de títulos regionais e locais, apresentaram propostas para a aquisição de um ou de ambos os títulos que pertencem ao grupo espanhol.
A Prensa Ibérica, que comprara os dois jornais portugueses em 2001, encerrou O Comércio do Porto e A Capital a 30 de Julho deste ano. A justificação avançada foram os prejuízos financeiros acumulados e o fracasso das tentativas de viabilização. No primeiro semestre do ano, as vendas médias dos jornais foram da ordem dos 3800 exemplares no caso do diário do Porto e dos 3400 no de Lisboa.
O processo de rescisão dos contratos com os cerca de 150 trabalhadores das duas publicações iniciou-se no começo de Agosto e já foi encerrado - nele, a Prensa Ibérica terá gasto cerca de 3,5 milhões de euros.
O Comércio do Porto, título histórico da imprensa portuguesa, era, à data do seu encerramento, o mais antigo jornal do continente. Fundado em 1854, para dar voz "às matérias económicas, históricas e instrutivas" do comércio, agricultura e indústria, "os três poderosos elementos em que assenta a prosperidade das nações modernas", contou nas suas páginas com a colaboração de notáveis como os escritores Camilo Castelo Branco e Teixeira de Pascoaes.

Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Venham conversar com o Richard Zimler!

Caros amigos! Na próxima terça-feira, 15 de Novembro, a partir das 21h00, realiza-se a segunda conferência do ciclo "Cultura e Culturas - Da Semiótica ao GPS", na Livraria Almedina do Arrábida Shopping. Este ciclo é coordenado por mim e pelo Jorge Maurício e terá, na terça-feira, como orador o escritor, jornalista e professor universitário de Comunicação Richard Zimler, que nos falará sobre "Literatura - Viagem ao Centro do Romance Histórico".
A entrada é livre, por isso contamos com todos os leitores deste blog, especialmente com os ex-camaradas de O Comércio do Porto.
No final da intervenção do Richard Zimler haverá um período de debate com o público presente. Estão, assim, reunidas excelentes condições para nos reencontrarmos num ambiente simpático e interessante.
Não faltem e levem amigos, namorados(as) e familiares!...

Um abraço

Venham conversar com o Richard Zimler!

Caros amigos! Na próxima terça-feira, 15 de Novembro, realiza-se a segunda conferência do ciclo "Cultura e Culturas - Da Semiótica ao GPS", na Livraria Almedina do Arrábida Shopping. Este ciclo é coordenado por mim e pelo Jorge Maurício e terá, na terça-feira, como orador o escritor, jornalista e professor universitário de Comunicação Richard Zimler, que nos falará sobre "Literatura - Viagem ao Centro do Romance Histórico".
A entrada é livre, por isso contamos com todos os leitores deste blog, especialmente com os ex-camaradas de O Comércio do Porto.
No final da intervenção do Richard Zimler haverá um período de debate com o público presente. Estão, assim, reunidas excelentes condições para nos reencontrarmos num ambiente simpático e interessante.
Não faltem e levem amigos, namorados(as) e familiares!...

Um abraço

Como é .........

Como é amigos vanos deichar murrer o blogspot?
Como murreu o Comércio do Porto !

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Boa sorte para todos

In "Jornal Notícias", 26/10/2005

"Luís Filipe Menezes já escolheu os administradores das empresas municipais de Gaia. Há mandatos renovados, mas também algumas estreias e até algumas surpresas.

Na Águas de Gaia, por exemplo, José Maciel mantém-se na presidência, juntado-se-lhe, como administradores executivos, Silva Martins e Rogério Gomes (ex-director do jornal "O Comércio do Porto"). Segundo fonte da autarquia, a escolha deste último prende-se precisamente com o facto de ter um perfil "menos técnico" e com o seu conhecimento na área da Comunicação Social.

A GaiaSocial será liderada pelo vice-presidente, Marco António Costa (que, aliás, na distribuição de pelouros, já tinha recebido a habitação social), acompanhado por André Correia, e, outra surpresa, Silvano Teixeira (ex-deputado municipal da CDU).À frente dos destinos da Gaianima mantém-se José Guilherme Aguiar, tal como Nélson Cardoso (também vereador, eleito pelo PSD, na Câmara de Matosinhos) e Mário Dorminsky (alma mater do Fantasporto e que foi também eleito vereador nas listas de Menezes).

No Parque Biológico, Nuno Oliveira é promovido a presidente do Conselho de Administração (foi cabeça de lista do PSD à Junta de Avintes), acompanhado por Cancela Moura (ex-rival de Menezes na concelhia do PSD) e de novo Nélson Cardoso.Finalmente, na Gaiurbe o presidente será Menezes, com António Barbosa (vereador "adjunto") e José Maciel."

PS: Que todos os ex-trabalhadores do Comércio tenham a mesma sorte

Domingo, Outubro 23, 2005

PSP cercou Área Metropolitana do Porto e deteve 50 pessoas

Agentes da PSP/Porto saíram para a rua em peso esta madrugada e fizeram alguns “estragos” na noite portuense, e não só, pois detiveram 50 pessoas, por diversos tipos de crimes, tendo mesmo apanhado em flagrante dois indivíduos que assaltavam um estabelecimento. Os polícias constataram, mais uma vez, que se continua a conduzir e a beber ao mesmo tempo. A operação “Despertar Outubro” envolveu 400 polícias, alguns dos quais trajados à civil, que se espalharam por pontos-chave de alguns concelhos da Área Metropolitana do Porto, designadamente, Gondomar, Valongo, Porto, Matosinhos, Maia, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Póvoa do Varzim e Santo Tirso.
Os resultados não se fizeram esperar, como verificaram dois indivíduos que foram surpreendidos em pleno “trabalhinho” quando assaltavam uma loja.
Além destes, os elementos da Divisão de Trânsito (DT) detiveram 36 pessoas que conduziam com uma taxa igual ou superior a 1,20 g/l de álcool no sangue. De cada vez que os agentes da DT saem para as ruas há sempre quem acabe a noite na esquadra à conta do álcool a mais.
Contas feitas, já de manhãzinha, foram fiscalizados 1694 veículos, tendo os polícias levantado 310 autos de contra-ordenação por infracções ao Código da Estrada, designadamente condução em excesso de velocidade, desobediência à sinalização policial. Nesta operação, os polícias verificaram, mais uma vez, que muitos automobilistas continuam a conduzir sem seguro, que falta a inspecção periódica, assim como a falta de transferência de propriedade.
E por estes motivos, foram apreendidos seis carros, já que os donos não providenciaram no sentido de terem seguro e o imposto municipal, por exemplo.
Foram ainda detidos sete indivíduos por condução ilegal, dois por posse de haxixe e um por tráfico do mesmo estupefeciente. No total, os polícias aprenderam haxixe que daria para 341 doses individuais.
Na malha da PSP caiu ainda um indivíduo que tinha pendente um mandado de detenção e um outro homem por desobediência. No total, a PSP identificou 406 pessoas.
Esta operação foi muito abrangente, já que além da fiscalização rodoviária, os polícias foram ainda a 49 bares e discotecas, tendo detectado 59 infracções às regras de funcionamento.
Enquanto alguns agentes iam ver como paravam as danças, outros enveredavam pelos bairros do Lagarteiro, S. João de Deus e Cerco do Porto, na cidade Invicta, assim como pelos bairros da Biquinha e Cruz de Pau, em Matosinhos, e o bairro do Sobreiro na Maia.
No fim da operação “Despertar Outubro”, os polícias tinham um pequeno rol de apreensões, designadamente um bastão extensível em metal, uma pistola de alarme, 379 cd, uma aparelhagem de som, um canivete e um Taser ( máquina que efectua descargas eléctricas).

Manuela Pinto

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

ALERTA: subsídio de desemprego em risco

Caros amigos. Acabo de descobrir algo na lei que desconhecia e poderia colocar em risco o direito ao subsídio de desemprego. Por isso, leiam o seguinte aviso para que ninguém seja apanhado desprevenido:

Quem tiver actividade aberta nas Finanças como trabalhador independente, apesar de não passar recibos verdes (e eu já não o faço há anos...), não tem direito a receber subsídio de desemprego e uma vez que já não desconta para a Segurança Social através do jornal terá de o fazer pelos recibos verdes (se não tiver passado nenhum, a SS obriga-nos a pagar o valor mínimo legal, que ronda os 150 euros...). Eu sei que não tem grande lógica, mas esta situação foi-me hoje confirmada na Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas.
A solução é, pois, cessar rapidamente a actividade, numa repartição das Finanças, com data anterior à entrada dos papéis para a Segurança Social. Este facto, visto que já passaram mais de 30 dias sobre o prazo legal para cessarmos actividade, obriga-nos a pagar uma multa às Finanças que andará à volta dos 100 euros. Mas, mais vale isso do que receber uma cartinha em casa a exigir que a malta devolva o subsídio que recebeu. Certo?...
E, já que falo nisso, fiquem a saber que, segundo me disseram, os subsídios deverão começar a entrar nas nossas contas bancárias (ou por correio) por volta do próximo dia 25.
Já agora, após cessarem a actividade devem enviar uma cópia da declaração para a Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas, juntamente com uma pequena nota a solicitar que juntem o documento ao vosso processo.

Estejam alerta e não facilitem!

Abraço!

Conferências na Almedina

Caros amigos. Já devia ter anunciado, mas só hoje tive oportunidade de vir aqui ao blog.
Eu e o Jorge Maurício estamos a organizar um ciclo de conferências sobre Cultura na Livraria Almedina, no Arrábida Shopping.
O ciclo de conferências intitula-se "Cultura e Culturas - Da Semiótica ao GPS" e arrancou ontem com João Teixeira Lopes, na qualidade de professor de Sociologia na Universidade do Porto. Foi interessantíssimo e, por isso, gostava de convidar todos os leitores deste blog a aparecer nas próximas conferências.
Aqui fica o programa:

Dia 15 de Novembro - "Literatura - Viagem ao Centro do Romance Histórico". O orador será o escritor Richard Zimler
20 de Dezembro - "Artes do Palco: O Estado das Tábuas" - com José Luís Ferreira, responsável pelas relações internacionais do Teatro Nacional S. João e director-executivo do festival PONTI
5 de Janeiro - "Cinema - Arte e/ou Indústria" - com Mário Dorminsky, director do Fantasporto
2 de Fevereiro - "Artes Plásticas - Rudolf Arnheim: Uma Vida" - com José Ramalheira Vaz, professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto
2 de Março - "Música - O Jazz, de Villas-Boas aos Nossos Dias" - com António Ferro, músico, produtor e programador

As conferências começam às 21h00 e são seguidas de debate com o público. Estão todos convidados.

PS - Já agora, a Almedina tem outros ciclos de conferências a decorrer, nomeadamente sobre jornalismo. No próximo dia 25, o nosso ex-director, Rogério Gomes, vai falar sobre informação local, a convite do nosso colega Luís Costa, que está a coordenar aquele ciclo. Apareçam.

Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Haxixe continua em força nos bairros portuenses

A PSP do Porto deteve três alegados traficantes de haxixe no Bairro de S. Roque da Lameira, nesta cidade, durante o dia de hoje, tendo também apreendido estupefaciente suficiente para 693 doses individuais.
Munidos de dois mandados de busca e apreensão, os agentes da Divisão de Investigação Criminal entraram nas casas dos suspeitos onde encontraram a droga. Trata-se de um pintor da construção civil, de 45 anos, um lubrificador de automóveis, de 25 e de um desempregado, de 21.
Além do haxixe, os polícias apreenderam 23 comprimidos psicotrópicos, os conhecidos Ecstasy, dois carros, cem euros e quatro telemóveis. Foram ainda apreendidos um par de matracas, uma pistola de alarme e diversas facas de cozinha.
Os detidos foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal.

Manuela Pinto

Notícia de JornalismoPortoNet

(Retirado de
http://jpn.icicom.up.pt/
JornalismoPortoNet
11 de outubro de 2005)

Futuro do "O Comércio do Porto" e "A Capital" pode ser conhecido esta semana

Ex-trabalhadores têm "indicação" que o grupo Prensa Ibérica vai decidir até final da semana. Grupo Lena desiste da corrida pelos títulos.

O futuro dos dois jornais diários portugueses suspensos em Julho pelo grupo espanhol Prensa Ibérica pode ser conhecido até ao final desta semana. O ex-director do "O Comércio do Porto" afirmou ao JPN que a decisão da Prensa Ibérica relativamente às propostas de compra dos títulos deve surgir perto do dia 15 deste mês.
Rogério Gomes acrescenta que a decisão deveria surgir de uma reunião da administração do grupo espanhol que, segundo o ex-director do jornal portuense, está agendada para hoje, terça-feira.

Também a Cooperativa Alternativa de Produção Jornalística, constituída por ex-trabalhadores dos títulos e outras pessoas interessadas na aquisição dos dois jornais, tem a "mesma indicação". "As coisas podem definir-se no final desta semana", afirmou ao JPN Arminda Rosa Pereira, que integra os grupos de trabalho da cooperativa, que tem "vindo a negociar" com a Prensa Ibérica a aquisição dos dois títulos.

Contactado pelo JPN, o representante da Prensa Ibérica em Portugal, António Matos, não confirma nem desmente a informação avançada pelo antigo director do "O Comércio do Porto". "Corresponde a um desejo e não a uma possibilidade", afirma António Matos, sustentando que "é uma declaração de Rogério Gomes, que não é quadro do grupo Prensa Ibérica". "Não há novidades concretas. Quanto mais se fala pior", sublinha.

O JPN pediu esclarecimentos junto da administração do grupo Prensa Ibérica, mas ainda não obteve qualquer resposta.

Grupo Lena não vai comprar

A Sojormedia, "holding" do grupo Lena, de Leiria, para a área da comunicação social, vinha sendo referida como uma das potenciais compradoras dos dois títulos. A empresa teria mesmo apresentado uma proposta à Prensa Ibérica.

O administrador da "holding", Francisco Santos, disse ao JPN que não pode confirmar se a decisão da Prensa Ibérica está para breve porque a Sojormedia não quer comprar os jornais."Estamos concentrados nos outros projectos [de imprensa regional] e não vamos comprar", assegura Francisco Santos, afirmando que o "movimento especulativo" em torno da aquisição dos dois títulos não passa de uma "técnica de venda".

Pedro Rios

Quinta-feira, Outubro 06, 2005

ADEUS

Caros leitores deste blog chegou a hora de me despedir. Infelizmente penso que se esgotou o modelo deste blog já que, afinal, foram poucos os que contribuiram para de, alguma forma, manter vivo o espírito do COMÉRCIO enquanto dura esta já demasiado longa suspensão do jornal. Foi com muito gosto que para aqui escrevi, como fizeram (e fazem) outros colegas, mas acho que chegou a hora de eu parar até porque já iniciei outra actividade profissional e, portanto, não serei a pessoa indicada para aqui colocar textos. De qualquer forma vou continuar atento ao blog à espera que outros se dediquem a deixar aqui as suas prosas, se possível evitando discussões estéreis que pouco dignifiquem o nosso jornal.

Beijos e abraços e obrigado por tudo

Rui Azeredo

S.J. Madeira: Acidente de trabalho mata ex-jornalista

Um acidente de trabalho matou, anteontem, um ex-jornalista do jornal "O Regional" e "Rádio Regional Sanjoanense". Hélder Neves tinha 28 anos e actualmente era funcionário do Museu da Chapelaria em S. João da Madeira.

Francisco Manuel

Eram cerca das 19 horas da passada terça-feira, quando Helder Neves foi fechar a porta da entrada principal do edifício e esta lhe caiu em cima. Segundo testemunhas no local, duas das estruturas da porta de correr, terão desencaixado dos trilhos, caindo em cima da vítima que apesar de ainda ter sido assistida no local por um enfermeiro e um aluno finalista de medicina, até chegarem os bombeiros, acabaria por falecer, já de madrugada, no Hospital de S. Sebastião, para onde foi transferido depois de assistido primeiramente no Hospital de S. João da Madeira.
À hora em que ocorreu o acidente realizava-se, ali, um torneio de xadrez que contava com a presença de cerca de sete dezenas de participantes, acabando por transformar em tragédia aquilo que deveria ser uma festa, deixando todos consternados.
Castro Almeida, presidente da Câmara de S. João da Madeira, afirma que esta é uma "hora de profundo pesar", e que "a preocupação da Câmara Municipal dirige-se, em primeiro lugar, para o apoio que é necessário garantir à família do nosso colaborador". Sobre o acidente a autarquia garante que "já constituiu uma comissão com especialistas da Faculdade de Engenharia do Porto e do Instituto de Soldadura e Qualidade para proceder a um rigoroso inquérito", apesar da "empresa que fez a recuperação do edifício já ter comunicado à Câmara que assume as suas responsabilidades no sucedido".

Trocou jornalismo por hotelaria

Pessoa afável, Hélder Neves começou a sua carreira jornalística na «Rádio Informédia», em S. João da Madeira, mas viria a ser no jornal "O Regional" e na "Rádio Regional Sanjoanense", desde Setembro de 1996, que se viria a afirmar como jornalista da imprensa regional. Em Outubro de 2004, suspende a sua profissão, para rumar a Inglaterra com a pretensão de efectuar um curso de hotelaria.
As saudades da mulher e da filha de três anos, bem como o nascimento de uma outra filha, agora com cinco meses, fizeram-no regressar poucos meses depois. Em Junho de 2005 começava a trabalhar no Museu da Chapelaria inaugurado a 22 de Junho.

Fachada ruiu em 2003

Este é o segundo acidente ocorrido no edifício em pouco mais de dois anos. A 27 de Agosto de 2003, quando ainda decorriam as obras de recuperação do edifício (antiga fábrica Sanjo) uma fachada, com cerca de dez metros de comprimento e dez de altura, da, ruiu, sem contudo fazer qualquer vítima. Logo na altura o presidente da Câmara mostrou-se desagradado com o acidente e criou "uma comissão técnica de inquérito para apuramento de responsabilidades". De acordo com o autarca, a obra de recuperação do edifício estava entregue a uma empresa credenciada e existia uma empresa de fiscalização, contratada pela Câmara, pelo que isto "não poderia nunca
Acontecer".
Por causa deste acidente o PSD, que actualmente lidera a autarquia de S. João da Madeira, suspendeu todas as iniciativas de campanha que tinha previstas até sexta-feira, último dia que os partidos têm para esgrimir argumentos políticos que convençam o eleitorado.

Stª Mª Feira: Homicida condenado a 22 anos de prisão

O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou ontem a 22 anos de prisão um homem que vinha acusado de matar a sangue frio a irmã e ferido gravemente o cunhado com tiros de caçadeira. O Colectivo deu como provados quase todos, senão todos os factos que eram imputados a este pintor de 43 anos.

Francisco Manuel

O presidente de Colectivo de Juízes recordou que o próprio homicida assumiu as responsabilidades do acto, "argumentando que a irmã andava a dizer mal dele". Um "motivo fútil", segundo o acórdão lido pelo juiz presidente António Coelho, considerando que os dois crimes praticados são classificados como homicídio qualificado, um na forma consumada, outra na forma tentada.
Os magistrados basearam, entre outros factos, a sentença, na "frieza de ânimo e na premeditação". "Há um sentimento de desprezo pela vida da sua irmã, quando diz, filha da (…) ainda estás a mexer". Como agravante o tribunal considerou o facto das vítimas serem familiares do homicida. Por isso condenou-o a 18 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado na forma consumada e 8 anos pelo homicídio qualificado na forma tentada, que em cúmulo jurídico resulta na pena única de 22 anos de reclusão.

"Se calhar aindan é pouco"

"Se calhar ainda é pouco", considerou o juiz que espera que o “tempo que (o homicida) vai passar na prisão sirva para pensar".
Os factos remontam a 3 de Agosto de 2004, quando A.C.B. Sousa, pintor de 42 anos, residente no Lugar de Badoucos em Souto, Feira, esperou a irmã e o cunhado à porta de casa com a caçadeira armada. A.C.B. Sousa fez o primeiro disparo contra o cunhado, José António Félix, que estava à frente, atingindo-o no tórax. Pensando que o cunhado estava morto, disparou sobre a irmã, atingindo-a também no tórax. No entanto, como ela ainda se mexia, "carregou novamente" a arma com dois cartuchos que tinha nas calças, "aproximou-se ainda mais dela, encostou-lhe o cano à cabeça e disparou novamente". A vítima teve morte quase imediata,.

O homicida terá também de pagar uma indemnização ao cunhado de 100 mil euros depois das partes terem chegado a acordo. Caso os seus bens não cubram essa quantia terá de ser o Instituto de Apoio à Vítima a fazê-lo. O cunhado, José António Félix pedia inicialmente uma indemnização de 217 mil euros.

O julgamento realizou-se ao fim de dois adiamentos devido um atraso de um relatório efectuado pelo Instituto de Medicina Legal para avaliar psicologicamente a vítima, e que foi solicitado pelo então procurador Vítor Guimarães que entretanto assumiu a directoria da PJ do Porto. De acordo com o relatório A.C.B. Sousa, à data dos factos, e apesar de tomar medicação que tomava e de ter problemas relacionados com o álcool, era imputável.

Ovar: Empresária montou cilada para apanhar ladrões

Uma empresária do ramo da estética de Maceda, Ovar, montou uma cilada para apanhar dois assaltantes que lhe tentavam extorquir dinheiro, e chegaram ameaçar sequestrar a filha de oito anos. Chamou a GNR que os deteve e apresenta hoje a tribunal.

Francisco Manuel

Elsa Alves, proprietária de uma academia de estética e um salão de cabeleireiro em Maceda, espera que outros lhe sigam o exemplo e não temam os assaltantes, “porque os homens são como os cães, se pressentirem medo atacam, quando mostramos confiança eles acobardam-se”.
Tudo começou depois de um assalto à academia e salão de cabeleireiro e estética, na madrugada do passado dia 30 de Agosto. Entre o vário material furtado, segundo ela, avaliado em cerca de 5 mil euros, estava um computador portátil, que foi o fio condutor para uma investigação levada a cabo por ela própria.

Elsa Alves, 32 anos, resolveu “lançar o isco”, aproximando-se de um grupo, temido na freguesia, e que está referenciado com os vários assaltos que ali ocorrem. “Disse-lhes, que não os tinha como suspeitos, mas se soubessem quem foi, que me assaltou, para lhes dizerem que estava disposta a pagar para reaver o que era meu”, diz.

Na passada segunda-feira, cerca das 23 horas, depois de terminada mais uma aula, saiu para despejar o lixo e cá fora viu o seu principal suspeito. Chamou-o e lançou-lhe o mesmo “isco”. O jovem, toxicodependente de 21 anos, disse que não sabia quem foi, mas questionou se tinha importância que tivessem apagado tudo do computador. “Ora eu nunca falei em computador, por isso era ele, tinha a certeza”.

"Sei onde estuda a sua filha"

Foi marcado um encontro para o dia seguinte (terça-feira) de manhã, para fazer a troca do dinheiro pelo computador, na academia onde estavam também as alunas que iriam servir de testemunhas. “Vim cá para fora, enquanto as alunas estavam a ouvir do outro lado da porta”, conta. Só que o alegado assaltante não trazia o computador, mas queria o dinheiro, levando Elsa Alves a dizer que já não queria nada e não lhe dava dinheiro. Nessa altura, irritado, e num tom ameaçador, o criminoso disse-lhe: "Tens uma filha e eu até tenho a fotografia dela, está de camisola cor-de-laranja numa sala; Sei em que colégio anda, a que horas sai, e a que horas chega a casa, por isso cuidado, porque se eu quiser vou buscá-la”. Perante esta ameaça, a vítima concordou em pagar o dinheiro pedido, 250 euros para o receptador e 50 euros para ele, mas pediu para não fazer mal à filha.

A cilada

Cerca das 13 horas, chega um outro cúmplice, que lhe pediu 30 euros, e em troca mostrou-lhe todos os locais onde viviam os cúmplices e onde guardam os produtos dos furtos. Na presença dele telefonou à GNR, simulando uma conversa como se as autoridades não estivessem interessadas no caso, dando confiança ao assaltante que lhe estava a extorquir dinheiro. À tarde o primeiro dos assaltantes voltou, mas na altura, entre as alunas estava também uma agente da GNR de Esmoriz. A história voltou a repetir-se, mas desta vez o criminoso ia agredir Elsa Alves, quando a militar da GNR entrou no escritório apontando-lhe a arma e algemando-o de seguida.
Quando tudo parecia terminado, cerca de 15 minutos depois, chega o segundo dos criminosos, a quem Elsa Alves já tinha dado 30 euros. “Tentei empatá-lo, enquanto, uma das alunas, na sala ao lado telefonava para a GNR”, conta. Minutos depois chegavam os agentes do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Ovar que também o detiveram.

Segunda-feira, Outubro 03, 2005

Peste & Sida no Blá-Blá

Os Peste & Sida estão de volta aos palcos para um concerto único no Grande Porto, que terá lugar na sexta-feira, dia 7 de Outubro, no Blá-Blá em Matosinhos. A primeira parte do concerto vai ser assegurada pelas bandas Colombia e Or Eleven. O início dos concertos tem hora marcada às 23 horas.

Prisão preventiva para "atirador" de Arouca

O Tribunal de Arouca decretou hoje a prisão preventiva do jovem suspeito de disparar vários tiros de caçadeira contra a caravana do PS local e alguns populares que estavam em casa a ver a campanha dos soscialistas.

Francisco Manuel

O electricista de 25 anos, desempregado, recolheu ao Estabelecimento Prisional de Custóias, até à data do julgamento, enquanto o seu pai, detido por obstrução à justiça, foi devolvido à liberdade, prestando Termo de Identidade e Residência (TIR).
Os factos ocorerram ontem de manhã, na freguesia de Santa Eulália, quando o jovem disparou vários tiros de caçadeira sobre a caravana socialista atingindo três carros e uma jovem que se encontrava na varanda de uma casa. Também um militar da GNR que entretanto chegou ao local foi alvejado num braço. minutos antes os jovem atirador disparou contra o carro de uma mulher grávida, que apesar de não ter sido atingida, recebeu tratamento hospitalar, devido ao estado de ansiedade em que se encontrava. Todas as vítimas receberam alta no mesmo dia dos incidentes.
A teoria de que o alvo seria a caravana socialista, onde seguiam o actual presidente da Câmara, Armando Zola, que desta vez encabeça a lista à Assembleia Municipal e o candidato à presidência da autarquia, cai por terra, segundo os populares e os próprios socialistas. Afinal, dizem, "a carvana passava à hora errada, no local errado", porque o alvo da ira do jovem era uma rapariga, filha de um conhecido empreiteiro de obras públicas com quem ele pretendia namorar.
O jovem tem problemas de esquizofrenia e já esteve internado no Hospital de Aveiro. Recentemente interrompeu medicação que lhe foi prescrevida pelo médico, apurou o COMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM

Arouca: Supeito de alvejar caravana socialista ouvidos pelo Tribunal


A polícia Judiciária apresentou hoje ao Tribunal de Arouca, o jovem suspeito de ter atingido com tiros de caçadeira uma jovem que assistia à passagem de uma caravana socialista numa acção de campanha.

Também um agente da GNR foi ferido, mas tal como a jovem teve alta médica ontem, dia em que tudo aconteceu.

Francisco Manuel



A própria caravana foi alvejada, mas parece posta de parte, a hipótese de motivações políticas. A versão dos populares, conformada pelas autoridades policiais, diz que o jovem, um electricista desempregado de 25 anos, residente na Freguesia de Santa Eulália, tinha como objectivo "obrigar" uma jovem, filha de um conhecido empreiteiro de obras públicas a namorar consigo. Foi perto da casa do empreiteiro, cerca das 11h45, que se cruzou com a caravana socialista, onde seguia o candidato à Câmara, Artur Neves, Armando Zola, actual presidente da Câmara, e o candidato à Junta de Santa Eulália, que abrandaram para distribuir mais algum material de campanha.

Nessa altura, o jovem efectuou dois disparos na direcção dos carros e de Armando Zola, gesto que repetiu pelo menos por mais duas vezes, uma delas em direcção ao candidato à Junta de Freguesia, segundo Artur Neves, o candidato do PS à Câmara de Arouca. Quase de imediato efectuou vários outros disparos, mais de vinte, segundo Jorge Oliveira das listas do PS, atingindo Ana Marisa, uma jovem de 19 anos que estava coma mãe, na varanda de casa, a assistir à passagem da caravana. A jovem foi atingida num braço, no peito e num olho, voltando hoje ao hospital de S. Sebastião para retirar o chumbo que aí ficou alojado.

Instantes depois surgia a GNR, que já tinha sido alertada por outros populares, que poucos minutos antes tinham assistido aos disparos do jovem sobre o carro onde seguia uma mulher grávida que apesar de não ter sido atingida teve de ser assistida no Hospital de S. Sebastião na Feira.

Ao sair do Jipe, um dos agentes foi atingido num braço, sendo obrigado a receber tratamento hospitalar. Segundo Artur Neves, candidato à Câmara de Arouca, o jovem caminhava estrada fora, “balançando a caçadeira”. Pensando que se tratava de um caçador, a caravana abrandou para distribuir a propaganda eleitoral, quando o jovem apontou a arma e disparou.

Problemas psiquiátricos

O jovem tem problemas de esquizofrenia e há algum tempo chegou mesmo a ser internado na ala psiquiátrica do Hospital de Aveiro.

Segundo fonte policial nesta altura o jovem teria interrompido a medicação que deveria tomar diariamente, o que poderá explicar o seu comportamento. Ao seu encontro veio o seu pai que o ajudou a escapar por entre os campos e matas. Cerca de três horas depois a GNR e a PJ tentavam convencer o pai do jovem a entregá-lo à justiça, mas apesar de estarem munidos de um mandado judicial, o homem, tentou impedir a entrada das autoridades, e por isso acabou por ser também ele detido. Foi o segundo comandante dos bombeiros de Arouca, Floriano Amaral, que convenceu a mãe do jovem a mostrar às autoridades onde se escondia o jovem.

Só cerca das 20 horas é que as autoridades encontraram a caçadeira, numa mata, escondida debaixo de alguns rancos de árvore. Foi o próprio jovem que indicou o local onde deixou a arma.
Segundo os populares o jovem, nunca antes se mostrou violento, mas já há vários meses que rondava a casa do empreiteiro perguntando se alguém estava em casa, levando, até a pensar que procurava emprego, algo que o jovem sempre recusou. Dizem ainda que o jovem e a rapariga em causa, andaram na escola até ao segundo ano, e desde aí até agora nunca mais se encontraram.

O jovem e o pai pernoitaram nos calabouços da PJ do Porto e chegaram ontem ao Tribunal de Arouca cerca das 11 horas. Entraram pela porta das traseiras, mas apenas cerca das 14 horas começaram a ser ouvidos pelo Juiz de Instrução Criminal, em primeiro interrogatório, que ainda decorria à hora do fecho desta edição. Desconhece-se, para já quais as medidas de coacção impostas.

Domingo, Outubro 02, 2005

Autarquicas 2005 - S.J. Madeira: Ribeiro e Castro apela à mobilização contra as perseguições em S. João da Madeira



Ribeiro e Castro, esteve ontem em S. João da Madeira a apelar à mobilização de militantes e apoiantes da candidatura de Manuel Cambra à presidência da Câmara para votarem no ex-presidente da autarquia, que volta a ser o escolhido do CDS para liderar o mais pequeno município do país.

Francisco Manuel


As perseguições aos apoiantes deste decano das autarquias locais foram o tema dominante das intervenções, sempre com o executivo social-democrata como pano de fundo. Manuel Cambra, um decano da política autárquica, optou por um discurso curto, mas directo, onde expressou a sua discordância "absoluta com a gestão destes (ndr. PSD) autarcas". "Deixaram para trás uma infinidade de projectos importantes para S. João da Madeira e para a região", justificou o candidato perante cerca de duas centenas de apoiantes que marcaram presença ontem num almoço/ comício.

Entre as obras que não foram concretizadas pelo Executivo liderado por Castro Almeida, Manuel Cambra enunciou o museu do calçado, que segundo ele até já teria um local destinado no seu mandato, a pista de canoagem, ou uma pista de tartan para apoiar os atletas sanjoanenses. O desenvolvimento das zonas industriais, factor vital para o desenvolvimento económico do concelho, criação de condições para a radicação dos jovens, apoio aos mais carenciados, para combater “a pobreza escondida”, foram algumas das linhas do programa eleitoral do candidato do CDS/PP apresentadas debaixo de "estrondosas" manifestações dos seus apoiantes. Mas foi "o receio de perseguições" que marcaram o seu discurso, alegando que muitos mais apoiantes poderia ter ali, se muitos não "receassem perder o emprego", se lhe manifestassem o seu apoio. Manuel Cambra, acusou ainda o Executivo social-democrata de "demagogia instalada nas propostas apresentadas".

Ribeiro e Castro que tem dedicado os últimos dias ao apoio dos candidatos democratas-cristãos do distrito, começou por definir Manuel Cambra como "um pilar do partido" e uma "referência, como autarca, a nível nacional", para logo "lançar" um "violento ataque" ao PSD que em 2001 ganhou a Câmara de S. João da Madeira, até então gerida pelo democrata-cristão Manuel Cambra.

O líder nacional do CDS classificou o actual poder autárquico de S. João da Madeira como "arrogante" que exerce "pressão, coacção e condicionantes", porque, disse, "tem medo", algo de garante o CDS não tem. "Quando o poder se fecha na arrogância, é por medo", justificou.
"Nós não temos medo, às vezes sofremos derrotas, ,mas nunca somos vencidos, porque sabemos levantarmo-nos", enfatizou. A terminar pediu aos líderes locais para darem ainda mais "esperança, esforço, entusiasmo", à campanha num último esforço para conseguir a vitória a 9 de Outubro.

As "perseguições" aos apoiantes e militantes, foi, também, o denominador dos discursos anteriores de Manuel Correia, presidente da concelhia e do mandatário Luís Monteiro, que mais exaustivamente compararam a obra feita por Manuel Cambra ao longo de 18 anos com aquela, que, disseram, "não foi efectuada pelo actual executivo", que segundo Manuel Correia, se apresentou como "uma esperança", mas não passou de um "marasmo" que "parou" o concelho.

Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Milhares de doses de cocaína e heroína apreendidas a um casal de desempregados no Bairro do Aleixo

Um casal de desempregados, ele de 18 anos, ela de 30, moradores no Bairro do Aleixo, no Porto, foram detidos hoje à tarde por alegado tráfico de droga, referiu uma fonte da PSP/Porto.
Os agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) apreenderam aos suspeitos cocaína que daria para 2226 consumidores e heroína em quantidade suficiente para abastecer 1185 pessoas. Além dos estupefacientes, os agentes investigadores apreenderam 1512,22 euros, um relógio, dois telemóveis e artigos em ouro.
Esta foi mais uma boa "colheita" da DIC, cujos elementos de cada vez que vão ao Bairro do Aleixo, saem de lá com detidos e milhares de doses de droga apreendidas.

Manuela Pinto

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

Não tinha carta de condução, mas tinha 2,16 g/l de álcool no sangue

Se conduzir não beba, já dizia o slogan de uma das campanhas rodoviárias. No caso de um técnico de ar condicionado, de 34 anos, morador no Porto, poder-se-ia acrescentar: se conduz um carro e não tem carta, não levante suspeitas. Principalmente se passar por um carro-patrulha. Pois este técnico de ar condicionado não só resolveu pegar num carro, sem estar legalmente habilitado para o fazer, como ainda acusou uma taxa de alcoolemia proibitiva: 2,16 g/l.
Os factos remontam às 4h00 de hoje, altura em que o técnico de ar condicionado conduzia um Seat Ibiza, na Rua de S. Roque da Lameira, no Porto. No carro seguiam ainda um aposentado de 38 anos e um empresário de 41, ambos residentes na Invicta.
Naquela altura os três amigos viram um carro patrulha e resolveram abrandar a marcha, o que, de acordo com uma fonte policial, levantou suspeitas aos polícias.
Os agentes do carro-patrulha abordaram então os indivíduos que estavam no Seat e verificaram que o condutor não tinha carta de condução. O automobilista foi ainda submetido ao teste de alcoolemia e acusou a taxa de 2,16 g/l. A Lei determina que quem acuse uma taxa igual ou superior a 1,20 g/l de álcool no sangue deva ser detido. O condutor foi então detido e notificado (pelo crime do álcool) que estava inibido de conduzir por um período de 12 horas e que deverá comparecer amanhã no Tribunal.
Até aqui, a contabilidade ia apenas num detido. Mas como os amigos do técnico de ar condicionado resolveram, de acordo com a mesma fonte, sair do carro e insultar os agentes… foram detidos.

Manuela Pinto

Um casal de cara descoberta, armado com um revolver assaltou hoje os CTT de S. Paio de Oleiros, Feira, desconhecendo-se o valor do roubo. Contam-se pelo menos três assaltos a esta dependência dos correios no último ano.

Texto: Francisco Manuel
Foto: Lume Félix



O casal aparentando cerca de 40 anos, entrou, sem levantar suspeitas, cerca das 11 horas, na estação dos correios, empunhando um pequeno revólver com que ameaçaram a única funcionária, obrigando-a a entregar todo o dinheiro do caixa.Depois de consumado o assalto, calmamente saíram do edifício e entraram no Renault 5 branco, com matrícula falsa, que tinham estacionado no exterior, desconhecendo-se qual a direcção que terão tomado. Desconhece-se os pormenores do assalto, que está a ser investigado pela PJ do Porto, sabendo-se apenas que a mulher vestia um fato de treino e o homem uma camisa às riscas. Os CTT de Oleiros estão situados numa zona movimentada da vila, e ao lado de uma escola básica, uma farmácia e outro pequeno comércio, mas ninguém se apercebeu do assalto.Esta foi a segunda vez em três meses que esta dependência dos correios foi assaltada à mão armada. A última vez que isto aconteceu foi a 28 de Junho, quando três encapuzados, armados de caçadeira, levaram não só o dinheiro do caixa, como o automóvel da funcionária, que viria a ser abandonado na A29 (IC1) na zona de Esmoriz, Ovar. Este é pelo menos o terceiro assalto a esta estação dos correios durante este ano, segundo os populares.No passado mês de Junho uma agência de apostas foi assaltada à mão armada e o seu proprietário barbaramente agredido, e também a farmácia foi vítima de um assalto similar. Ambos os estabelecimentos estão localizados nas proximidades dos CTT ontem assaltados

Ovar: Carro roubado sob ameaça de faca

Três indivíduos, de cara destapada roubaram hoje à tarde um Volkswagen Golf em Cortegaça, Ovar, sob a ameaça de uma faca, informou fonte policial. Os assaltantes, aparentando cerca de 30 anos, abordaram a condutora que estava estacionada na EN109 nas proximidades dos CTT, e sob a ameaça de uma faca “obrigaram-na” a abandonar o automóvel e entregar-lhes as chaves. Dois dos ladrões escaparam numa outra viatura, cujas características se desconhecem, enquanto o terceiro escapou no carro roubado.
O caso está a ser investigado pela PJ do Porto.

Francisco Manuel

Sugestão de leitura: “Os Piores Contos dos Irmãos Grim” – Luis Sepúlveda e Mário Delgado Aparaín

Ironia implacável

Rui Azeredo

Os irmãos Grim (assim mesmo, só com um “m”) são os protagonistas do último livro do chileno Luis Sepúlveda e do uruguaio Mario Delgado Aparaín e nada têm a ver com os Irmãos Grimm alemães autores de contos de fadas que inspiraram o novo filme de Terry Gilliam. Nada, quer dizer, quase nada… Afinal, em ambos os casos, são dois irmãos, chamam-se Grim(m), existiram na realidade e inspiraram autores contemporâneos (de literatura e de cinema) para duas histórias cómicas e delirantes, onde a fantasia impera sobre o verídico. Outro ponto em comum: se o filme é dirigido por Terry Gilliam, o livro, reconheceu Sepúlveda, tem muito de Monty Python, precisamente o grupo de humoristas onde o realizador se revelou.
“Os Piores Contos dos Irmãos Grim” (Edições ASA), escrito em parceria por Sepúlveda e Aparaín, surgiu depois do autor chileno ter visto uma notícia do início do século XIX sobre dois “payadores” (pessoas que pagavam com cantigas a comida e o alojamento) que tinham sido apupados por uma plateia em fúria numa festa numa fazenda na ponta sul do Chile - até objectos lhes atiraram. Curioso com a história destes irmãos (os tais Grim), Sepúlveda prosseguiu a pesquisa e descobriu que eles embarcaram para o Uruguai, ali mesmo ao lado. Coube então a Aparaín a tarefa de detective e este descobriu, em jornais uruguaios da década de 20, que os dois irmãos se mantiveram activos e com o mesmo resultado: apupos e lançamento de objectos para o palco.
E nada mais se soube deles!
Sepúlveda e Aparaín viram aqui o ponto de partida para concretizar um projecto antigo, um livro escrito a meias. E o resultado é “algo completamente diferente”. Um romance epistolar sobre a vida (imaginada) dos dois irmãos Grim, curiosamente chamados Abel e Caim. “Os Piores Contos dos Irmãos Grim” é um livro humorístico onde a ironia é rainha e o “nonsense” uma presença constante. A pretexto dos irmãos Grim muitas histórias são contadas, umas baseadas em factos reais outras pura imaginação dos autores, invariavelmente todas muito divertidas.
Neste romance, assente numa troca de correspondência entre dois estudiosos dos Grim, os professores Segismundo Ramiro von Klatsch, da Patagónia, e Orson C. Castellanos, do Uruguai, cabe todo o tipo de personagens, a maior parte delas inspiradas em figuras reais. Afinal, basta atentar nos seus nomes: Miguel Strogoff, Humberto de las Mercedes Bogart, Juanito Weissmuller, Carloto Heston, Genaro Kelly, Pancho Lancaster, George Bushtamante, entre outros.
Os temas abordados vão da política à religião, passando pela defesa do meio ambiente, havendo lugar a homenagens a amigos dos autores ou a locais que os marcaram. A Póvoa de Varzim é um desses lugares e merece uma curiosa referência: “...embarcações capazes de navegar directamente para o Oceano Atlântico e, daí, continuar em linha recta até às costas portuguesas da Póvoa de Varzim, onde é conveniente chegar depois do pôr-do-sol, hora crepuscular em que os libertinos dessa povoação tratam de se desfazer das tangas usadas durante o dia, põem-nas a secar nas suas vistosas varandas de azulejos e se entregam ao ritual de se enfrascarem com vinho verde até ficarem profundamente adormecidos e com muito pouco sangue na torrente alcoólica” (pág. 53).
Cheio de ritmo, este livro lê-se com imenso prazer, não só pelas gargalhadas que pode proporcionar, mas também pelo gosto de se descobrir a realidade travestida pela ironia implacável de Sepúlveda e Aparaín, que assim conseguem fazer uma implacável crítica sociall e política que atravessa todo o século XX e entra já no XXI.
“Os Piores Contos dos Irmãos Grim” é um livro muito divertido, mas que pode e deve ser levado a sério. A denúncia, a crítica, a acusação estão presentes, lado a lado com o agradecimento e a homenagem. Tudo muito bem misturado e ainda melhor servido.

Sugestão de cinema – “Os Irmãos Grimm”

Terry Gilliam delira no mundo dos contos de fadas

Rui Azeredo

Estreia hoje em Portugal “Os Irmãos Grimm”, mais um delirante filme de Terry Gilliam, o mais “discreto” (e único americano) dos elementos dos Monty Python, mas também o que mais se destacou como realizador, ou não fosse o autor de, por exemplo, “Doze Macacos”, “Brazil” ou “O Rei Pescador”.
Matt Damon, Heath Ledger e Monica Bellucci lideram o elenco de um filme que, contudo, vale mais pela história e pela recriação do ambiente rural místico do início do século XIX na Alemanha ocupada pelos franceses.
Gilliam pegou em duas personagens reais – os irmãos Grimm (Jacob e Will), autores de contos de fadas como Cinderela, Hansel e Gretel, Rapunzel e o Capuchinho Vermelho – e ficcionou as suas vidas antes de se tornarem escritores consagrados. Aliás, com o decorrer do filme assistimos a cenas onde há referências bem explícitas a estes contos; mas estas inserções resultam em pleno num filme já de si delirante e fantástico, com um sentido de humor que, inevitavelmente, tem raízes nos Monty Python.
Nesta história saída da fértil imaginação de Gilliam, os irmãos Grimm formam uma dupla de “exorcistas” especialista em expulsar espíritos e criaturas demoníacas de casas amaldiçoadas em pequenas aldeias. Mas essas criaturas que eles espantam são, afinal, idealizadas e criadas pelos próprios Grimm, como engenhosos mecanismos, de modo a enganar os ingénuos aldeões. Só que, descobertos pelas autoridades francesas, Jacob e Will são obrigados a viajar até Marbaden, na Alemanha, onde desapareceu na floresta uma série de raparigas. E agora vão ter de enfrentar um mundo fantástico e tenebroso bem dentro de uma negra floresta carregada de mistérios e magia.
Excelente ideia bem transposta para o grande ecrã, “Os Irmãos Grimm” destaca-se ainda pelos cenários, pela imagem e pela recriação de ambientes, pecando apenas por alguns (poucos) momentos de “nonsense” exagerado, algo despropositados apesar da “loucura” omnipresente na obra.

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

S.J.Madeira: Castro Almeida apela à mobilização


Castro Almeida apela à mobilização do eleitorado, advertindo “as sondagens não ganham eleições”. No primeiro mega jantar do PSD, o candidato deixou também a garantia que não irá “responder a agressões verbais, nem entrar em baixa política”.

Francisco Manuel



Castro Almeida exortou os cerca de 1.200 apoiantes (segundo a organização) a irem às urnas lembrando que “só com votos se ganham eleições”. “Todos dizem que vamos ganhar, e eu também penso o mesmo, mas isso é perigoso, porque para ganhar é preciso votar”, salientou. O candidato laranja vincou também que “quantos mais votos tiver, mais poder vai ter para reivindicar apoios junto do Governo”.

Já na recta final do seu discurso, Castro Almeida, quis deixar claro que da sua boca ninguém irá ouvir uma palavra crítica sobre os adversários, garantindo que os respeita. Sem nunca se dirigir directamente aos seus adversários políticos, Castro Almeida aproveitou para enviar o recado ao PS e ao seu candidato Américo Santos, que não lhe têm poupado críticas. “Vamos manter a postura”, disse, antes de acrescentar: “Não contem comigo para ataques pessoais e responder a baixa política”. Castro Almeida deu ainda a garantia que na sua campanha irá discutir política, estratégias e projectos.

Antes Castro Almeida falou da obra feita salientando que fez mais do que o prometeu em 2001, garantindo que só promete o que sabe que cumpre. No momento em que parte para esta “corrida” eleitoral, Castro Almeida apresentou dez novas propostas para a cidade e que espera cumprir no próximo mandato. A Casa das Artes e do Espectáculo que vai nascer no Cinema Imperador, e as novas auto-estradas que ligarão a cidade ao Porto e a Ovar, são duas das suas bandeiras. Se a Casa das Artes e do Espectáculo vai ser única no país, as auto-estradas foram aprovadas em Conselho de Ministros e já estão em fase de concurso internacional, por isso, o candidato laranja espera que “passem do papel à obra”.

A despoluição e requalificação do Rio Ul, é para continuar mas o que vai “marcar o próximo mandato”, segundo Castro Almeida, é a requalificação dos bairros sociais.
A abrir os discursos, e ainda antes do jantar ser servido, Marques Mendes afirmou que ao fim de quatro anos Castro Almeida foi a confirmação daquilo que esperava para S. João da Madeira. O presidente do PSD, não poupou elogios ao candidato, que definiu como “perseverante, determinado e reivindicativo”, lembrou que é a ela que se deve, por exemplo, a instalação da primeira Escola Nacional dos Inspectores do Trabalho na cidade. “Castro Almeida é uma figura nacional, foi membro do Governo, e essa projecção tem sido importante para S. João da Madeira, que foi projectada no plano nacional e regional”, afirmou.

De acordo com Marques Mendes, Castro Almeida “em quatro anos já formou a imagem de presidente da Câmara rigoroso, e é conhecido por isso em todo o país”. Recordando a vitória do candidato do PSD em S. João da Madeira em 2001, o líder social-democrata sublinhou que agora é importante que ela seja “renovada e reforçada”.

S.J.Madeira: PS acusa Câmara de desperdiçar 7,5 milhões de litros de água nas piscinas


O PS acusa o Executivo social-democrata de falta de coragem política para encerrar as piscinas municipais, que, segundo os socialistas, desperdiçam 7,5 milhões de litros de água por mês. O presidente da Câmara, Castro Almeida, adianta que está a ser feito um projecto para eliminar o problema e acrescentando que a água provém da rede pública, mas também de captações.

Francisco Manuel



A denúncia foi feita pela candidatura socialista que, no passado dia 23, convocou a imprensa pêra um périplo pela cidade, onde mostrou alguns dos “seus pontos negros”. Nas piscinas municipais as críticas dos socialistas endureceram por causa dos “250 metros cúbicos de água” que se perdem diariamente por causa de fugas nas piscinas já há muito detectadas e noticiadas.

Américo Santos, candidato do PS à Câmara são-joanense, exige obras urgentes no complexo Paulo Pinto, para eliminar estas fugas, e acusa o Executivo PSD de “não ter coragem política para fazer obras, encerrando as piscinas”. Segundo o socialista Vítor Cabral, a água desperdiçada nas fugas davam para abastecer 500 famílias que tenham um consumo médio de 15 metros cúbicos por mês, ou “isentar do pagamento de água a A.D. Sanjoanense e a Santa Casa da Misericórdia”.

O grave, segundo os socialistas, é que a situação já se “arrasta” há anos, e “ninguém pode dizer que não sabia desta situação”. Em causa, segundo Américo Santos, está o “erário público”, mas pior é quando se “pedem sacrifícios aos munícipes e se aumenta o preço da água”. “Isto é uma afronta ao país, quando há populações a serem abastecidas por auto-tanques, por falta de água”, sublinha.

Está a ser elaborado um projecto para a remodelação do espaço e que passa pelo seu encerramento”, explicou Castro Almeida, adiantando, também que a água não provem totalmente da rede pública, uma vez que nas piscinas existem furos de captação.

Durante quase três horas, a comitiva socialista mostrou à imprensa aquilo que considera serem alguns dos pontos negros da cidade, como o Rio Ul. Segundo Américo Santos, aqui começa a “grande diferença entre a candidatura do PS e as outras”, porque, diz, primeiro era necessário começar-se pela sua despoluição, conversando com o presidente do vizinho município da Feira, o grande responsável pela poluição deste rio. As criticas do candidato do PS vão também para o projecto de requalificação que está a ser feito e que, segundo ele é “megalómano”.

S.J. Madeira: PSP sensibiliza condutores junto às escolas

Mais de três centenas condutores foram, hoje, abordados pela PSP de S. João da Madeira junto da três escolas secundárias e da EB2/3 em mais uma acção se sensibilização para o cumprimento do código da estrada.

Francisco Manuel

Os onze agentes envolvidos não fizeram qualquer autuação, mas deixaram algumas advertências, em particular por causa da falta do uso do cinto de segurança de quem viaja no banco traseiro, informou fonte policial. Esta acção, no âmbito do projecto Escola Segura demorou uma hora, entre as 13 horas e as 14 horas, altura em que os agentes distribuíam, também, uma pequena brochura com algumas das regras de trânsito.

A maior parte dos condutores mostraram-se admirados, em alguns casos, mesmo atrapalhados, e nos casos em que se verificava estarem em infracção, todos deixaram a promessa de não a voltarem a cometer. “Senhor condutor colabore na diminuição da sinistralidade. Conheça para cumprir. Evite ser autuado”, foi o “chavão” usado pela PSP. De acordo com o comandante da PSP de S. João da Madeira, Carlos Duarte, esta acção visou, fundamentalmente “intervir sobre o uso dos sistemas de retenção, do uso do telemóvel, do consumo de bebidas alcoólicas, excesso de velocidade, paragens e estacionamentos nas passadeiras e nas contra-ordenações graves”.

Esta acção inseriu-se numa acção nacional da Escola Segura que durante um mês estará no terreno envolvendo cerca de 1.900 agentes, segundo a Direcção Nacional da PSP. Vai ter especial atenção aos estabelecimentos comerciais, onde irão ser efectuadas diversas fiscalizações que incidirão sobre a venda de tabaco e bebidas alcoólicas a menores de 16 anos. Estas acções irão também estender-se aos salões de jogos.

Serão ainda efectuadas várias acções de sensibilização destinadas aos alunos, onde irão ser efectuadas advertências para evitar o uso ostensivo do telemóvel, por ser um objecto de cobiça, e não passar em locais onde existam casas devolutas.
Segundo uma estatística elaborada pela Direcção Nacional da PSP, relativamente ao passado ano lectivo, a criminalidade desceu 11,1 por cento, facto que é atribuído à actuação das equipas da Escola Segura da PSP.

Ainda de acordo com este estudo foram apreendidas, nas áreas escolares, 1.500 doses de haxixe e 50 de heroína. As equipas da Escola Segura detiveram 43 suspeitos de crimes como tráfico de droga, furtos e roubos. Em S. João da Madeira, a acção da Escola Segura tem promovido diversas acções em todas as escolas, abrangendo todos os alunos, abordando temáticas como a prevenção rodoviária, a segurança, a toxicodependência, entre outras.
Estas acções têm sido também dirigidas aos pais, auxiliares de educação e professores.

MP pede pena máxima para homicida confesso

O Ministério Público (MP)de Santa Maria da Feira pediu a condenação à pena máxima de 25 anos do que matou a sangue frio a irmã e feriu gravemente o cunhado com tiros de caçadeira. A.C.B. Sousa confessou parcialmente os crimes, mas alegou desconhecer os motivos que o levaram a isso.

Francisco Manuel

Nas suas alegações o MP recordou ao Colectivo de Juízes que os dois crimes de homicídio qualificado, um na forma tentada e outra na forma consumada, de que o pintor de 42 anos, residente no Lugar de Badoucos em Souto, Feira, vinha acusado, perfaziam um total de 37 anos de reclusão, por isso pediu a sua condenação à pena máxima de 25 anos. Por seu lado a defesa pediu a condenação à pena mínima.

O alegado homicida terá também de pagar uma indemnização ao cunhado de 100 mil euros depois das partes terem chegado a acordo. Caso os seus bens não cubram essa quantia terá de ser o Instituto de Apoio à Vítima a fazê-lo. O cunhado, José António Félix pedia inicialmente uma indemnização de 217 mil euros.

O julgamento realizou-se ao fim de dois adiamentos devido um atraso de um relatório efectuado pelo Instituto de Medicina Legal para avaliar psicologicamente a vítima, e que foi solicitado pelo então procurador Vítor Guimarães que entretanto assumiu a directoria da PJ do Porto. De acordo com o relatório A.C.B. Sousa, à data dos factos, e apesar de tomar medicação que tomava e de ter problemas relacionados com o álcool, era imputável.

O Instituto de Medicina Legal disse, também, que depois de feitos exames adequados, que apesar do lesado ter sofrido ferimentos provocados pelos disparos pode continuar a exercer actividade profissional de calceteiro.

Os factos remontam a 3 de Agosto de 2004, quando A.C.B. Sousa, esperou a irmã e o cunhado à porta de casa em Badoucos, Souto. Como habitualmente chegaram cerca das 17h30, mas ainda nem tinha parado a motorizada onde vinham e já A.C.B. Sousa lhes apontava a caçadeira, ordenando-lhes que parassem. Estava a cerca de três metros quando lhes disse: “É agora que vou acabar com vós”.

A irmã, Maria Clara ainda lhe disse “vê lá o que vais fazer”, mas A.C.B. Sousa fez o primeiro disparo contra o cunhado, José António Félix, que estava à frente, atingindo-o no tórax. Pensando que o cunhado estava morto, disparou sobre a irmã, atingindo-a também no tórax. No entanto, como ela ainda se mexia, “carregou novamente” a arma com dois cartuchos que tinha nas calças, “aproximou-se ainda mais dela, encostou-lhe o cano à cabeça e disparou novamente”. A vítima teve morte quase imediata, segundo a acusação. O alegado homicida escapou então de carro. Às 19h15, A.C.B. Sousa foi voluntariamente entregar-se ao posto da GNR de Santa Maria da Feira, transportado por um amigo.

Terça-feira, Setembro 27, 2005

Sugestão de leitura: “Amores Feiticeiros” – Tahar Ben Jelloun

Racional “versus” tradicional em Marrocos

Rui Azeredo

“Amores Feiticeiros”, do escritor marroquino radicado em França Tahar Ben Jelloun, é um livro de novelas, recentemente editado pela Cavalo de Ferro, onde o autor, através de histórias de amor (ou desamor), faz um retrato dos contrastes entre Ocidente e Oriente, mas também do quanto teria a ganhar a sociedade marroquina se mais se ocidentalizasse.
Estas histórias de amor que nos apresenta, invariavelmente com acção em Marrocos, representam, acima de tudo, o choque, por vezes impossível de aceitar, entre o pragmatismo das sociedades modernas e as “feitiçarias” de um mundo mais tradicional, ainda bastante enraizado em Marrocos. Mesmo as personagens mais cépticas quanto ao poder das feitiçarias, mezinhas, poções, etc., acabam por se tornar mais crentes face às vicissitudes da vida, que não conseguem “curar” com um pensamento racional próprio das sociedades modernas.
Invariavelmente são homens, com cargos ditos mais iluminados, músicos, advogados, escritores, cientistas que, apesar de nascidos em Marrocos, têm dificuldade em aceitar o mundo mágico da superstição.
Mas uma obra de Ben Jelloun não poderia “limitar-se” a abordar temas como o amor e a superstição e sendo assim não falta a crítica social e política neste livro, não poupando o obscurantismo que tantas vezes ensombra o país.
Há um conto que se destaca dos restantes, por abordar uma temática diferente da geral, mas não é por isso que chama mais a atenção. È realmente um conto belíssimo, apesar de trágico, onde o autor se põe na pele de um dos autores - um qualquer, não identificado - dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Revela-nos o dia antes do terrorista, especialmente os seus pensamentos, muitas vezes contraditórios. Mostra-nos como para conseguir levar a cabo os seus intentos – participar no ataque terrorista – tem de se separar da criança que foi no passado, como se de uma resultassem afinal duas pessoas bem distintas. Uma situação de conflito interior, muito provavelmente comum a muitos que optam pelo fundamentalismo religioso. Atenção, portanto, a “A Criança Traída”.
“Amores Feiticeiros”, traduzido por Maria do Rosário Mendes, custa 17,20 euros e tem 272 páginas. A obra, um original de 2003, está dividida em quatro partes - Amores Feiticeiros, Amores Contrariados, Traição e Amizade – e consegue captar o leitor pela intensidade e genuinidade com que o autor “veste” as suas personagens, pessoas normais, com problemas graves e soluções, por vezes, inesperadas.

O autor

Tahar Ben Jelloun, que nasceu em Fez (Marrocos) em 1944 mas vive em França desde 1971, é um dos mais consagrados escritores contemporâneos, traduzido em todo o mundo, vencedor de um Goncourt e do IMPAC (de Dublin).
Estudou na Universidade de Paris, onde fez o doutoramento em Psiquiatria Social.
Iniciou a carreira literária em 1973, escrevendo em francês, e em 1984 recebeu o conceituado Prémio Goncourt com o romance “La Nuit Sacrée”. Em 2004 recebeu o Prémio IMPAC graças a “Uma Ofuscante Ausência de Luz” (Edições ASA).
Normalmente empenhado em causas sociais, nos seus livros surgem quase sempre as contradições da sociedade árabe contemporânea, dividida entre a modernidade e a tradição, entre o Estado e a Religião. Outra das suas temáticas favoritas é a relação do Ocidente com o mundo árabe.

Sugestão de Leitura: "A Caixa de Fósforos" - Nicholson Baker

Ao riscar de um fósforo

Rui Azeredo

“A Caixa de Fósforos”, de Nicholson Baker, tem uma daquelas capas que não enganam. Ou seja, o prazer que se sente quando se olha para ela é proporcional ao que se sente ao ler este livro sobre as pequenas coisas do dia-a-dia.
É um livro, editado em Portugal pela Quetzal, sobre os pequenos prazeres da vida, aos quais muitas vezes não damos a devida atenção. Sobre isso é melhor atentar nas palavras do autor, Nicholson Baker: “Quero que os meus livros sejam sobre aquelas coisas em que não reparamos mesmo quando estamos a reparar nelas. Aquelas coisas que registamos de passagem, mas nunca ‘emolduramos’ – até que alguém como eu escreve um livro sobre elas. O livro é essa moldura”.
Neste pequeno romance, escrito na primeira pessoa, acompanhamos os pensamentos e actos de Emmet, um editor de manuais de medicina que, já na meia-idade, se levanta diariamente por volta das 4h30, prepara um café e com um fósforo acende a lareira. O acender do fósforo, um único por dia, é o mote para, sentado no sofá, começar a pensar em assuntos que vão da mais pura banalidade à importância da relação com os dois filhos ou a mulher.
O autor consegue abordar estes assuntos, quase sempre de uma forma positiva, sem cair na lamechice, dando-lhes antes uma importância que muitas vezes nós não lhes conseguimos atribuir, talvez por serem tão presentes e simples.
“A Caixa de Fósforos” está escrito de uma forma bastante simples, onde assuntos aparentemente fúteis se transformam em temas fundamentais. O gato da casa, a pata doméstica, a maneira de lavar a louça e o modo de preparar o café revelam-se temas de capital importância para o bem-estar pessoal, tanto como outros relacionados com a educação dos filhos, a relação com a mulher ou até o suicídio. Todos merecem fazer parte do pensamento do dia, logo a seguir ao riscar do fósforo.
De leitura fácil e agradável, mas muito longe de ser literatura “light”, “A Caixa de Fósforos” é um romance muito recomendável tanto pelos temas abordados como por fugir, com sucesso, ao esquema tradicional do contar uma história.

O autor

Nicholson Baker, norte-americano nascido em 1957, já escreveu seis romances para além de “A Caixa de Fósforos”: “The Mezzanine” (1988), “Room Temperature” (1990), “Vox” (Gradiva, 1998), “A Fermata” (Bertrand, 1998), “The Everlasting Story of Nory” (1998) e “Checkpoint: a Novel (2004)”. Escreveu também ensaios como “U and I: a True Story” (1991), um registo da sua obsessão por John Updike, “The Size of Thoughts” (1996) e “Double Fold: Libraries and the Assault on Paper” (2001), ensaio contra a política de destruição de jornais antigos nas bibliotecas americanas.

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Stª Mª Feira: Confusão no Centro de Saúde de Lobão


Foi a confusão geral, hoje de manhã, entre utentes e funcionários do Posto Médico de Lobão, Santa Maria da Feira, por causa da falta de vagas para consultas. Desta vez não foi preciso a intervenção da GNR mas as funcionárias abandonaram o balcão receando a fúria dos populares.

Texto: Francisco Manuel
Foto: Lume Félix


Pela segunda semana consecutiva, a segunda-feira, à porta do Posto Médico de Lobão, foi tumultuosa, com os utentes a quase se "atropelarem" para conseguir uma das dezoito vagas semanais para consulta. Pouco passava das 8 horas, os ânimos exaltaram-se, e daí até à troca de insultos, entre os populares, e até com as funcionárias, foi um pequeno passo.
Esta é a segunda vez, em duas semanas que a situação se repete, embora desta vez, ao contrário da semana passada, não tenha sido necessária a GNR para restabelecer a ordem.

O problema tem já algum tempo, mas tem-se vindo a agudizar, semana a semana, com os utentes a desesperarem por uma consulta que é sistematicamente adiada. Dos quatro clínicos do Posto Médico, que serve 7 mil utentes, só dois estão efectivamente ao serviço, uma vez que os outros dois se encontram de baixa médica, um, e licença de parto outra.

Armando Cunha é um dos utentes que aguarda por uma consulta "há três semanas". "Todas as semanas venho aqui, mas mandam-me vir na semana seguinte", explica. No entanto, a culpa, segundo este utente que já registou o seu desagrado no Livro Amarelo, também tem de ser assacada "às pessoas que vêm para aqui de madrugada, ganhar a vez que depois vendem a cinco euros". Alcino Santos, também não consegue marcar uma consulta, "apenas para ver os exames que já fiz". Por isso, diz, "é normal que as pessoas até briguem por causa da vez", e "acabamos por ficar uns contra os outros”. Maria do Céu, tem um pace-maker, e precisa de ser vigiada regularmente, mas também ela não tem sorte, tal como Rita Basto, uma reformada diabética, que só quer ter uma receita para levantar os medicamentos na farmácia e uma credencial para fazer análises clínicas.

Nunes Sousa, director do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, admite que por vezes esta "situação é dramática", mas apenas pode garantir a resolução do problema para o "próximo mês de Janeiro". "Para já tudo o que podemos fazer é tentar estabilizar a situação com reforço das equipas médicas", afirma o responsável, sublinhando que também ele tem dado consultas. Diz ainda que já levou o problema à Direcção Regional da Segurança Social de Aveiro, na passada quinta-feira.

Aliás, a falta de pessoal – médicos, enfermeiros e administrativos – podem levar ao encerramento de pelo menos dois dos Postos Médicos do concelho, Vergada e Vila Maior, segundo o responsável. "É uma questão que está em cima da mesa", afiança Nunes Sousa, admitindo que outras extensões de saúde como Romariz, e Vale, podem ficar sem serviços de enfermagem, uma vez que os profissionais que ali estão têm contrato a termo.
Por isso, afirma, "que os utentes estão zangados no local errado".

Cooperativa Alternativa continua muda (2)

Esqueci-me, no post anterior, de algo que queria acrescentar.
Salvo algum desenvolvimento excepcional, esta foi a última vez que escrevi sobre a Cooperativa Alternativa. A forma como o processo tem decorrido leva-me a considerar que esta cooperativa não é, na verdade, para levar a sério. Está visto. Portanto, não vale a pena falarmos nem pensarmos mais nela, pois tenho a certeza que o futuro de O Comércio do Porto não passa por esta Alternativa.

Cooperativa Alternativa continua muda

Meus caros amigos, há algum tempo que não escrevo no blog pois há uns dias segui o conselho do nosso camarada José Carlos Gomes e passei a consultar diariamente o blog da cooperativa Alternativa, na esperança de obter informações que, por uma razão ou outra, não têm sido tornadas públicas sobre a mesma.
Nesse mesmo blog surgiu, entretanto, a mensagem de que quaisquer questões sobre a cooperativa poderiam ser colocadas por email. O endereço está lá e eu segui, mais uma vez, o conselho. Coloquei várias questões. Afinal, aquelas para as quais há muito procuramos respostas. Por exemplo, o que se passa com os estatutos da cooperativa que estavam quase prontos mas nunca mais aparecem ou se já está agendada a reunião para debater o projecto da cooperativa para a qual eu e mais umas 50 pessoas ("largas dezenas...") nos inscrevemos.
Fiquei à espera da resposta, acreditando na boa fé do blog da Alternativa. Para surpresa minha..., ainda não obtive resposta ao meu email. E também não recebi qualquer indicação de que a mensagem enviada não chegou ao destinatário. Portanto, apenas concluo que a comissão dinamizadora da Cooperativa Alternativa continua a esconder informação aos ex-trabalhadores do Comércio do Porto.
Fica aqui o registo.
Um abraço a todos

Sexta-feira, Setembro 23, 2005

BT de Aveiro detém assaltantes depois de perseguição a tiro


A Brigada de Trânsito (BT) de Aveiro deteve hoje dois suspeitos de assaltar uma dezena de lojas de telemóveis e informática, e residências, no norte do distrito, informou fonte policial. Dias antes os suspeitos tinham sido perseguidos e alvejados por uma patrulha daquela força.

Francisco Manuel

Foi um assalto a uma loja de telemóveis, na madrugada do passado dia 16, em Santa Maria da Feira, que esteve na origem da detenção de dois jovens de 21 e 23 anos ontem de manhã na Freguesia de Anta, Espinho, onde residiam. Na altura os assaltantes que conduziam um Nissan Pick-up, furtada em Santa Maria da Feira no dia 14, foram localizados pela BT em Nogueira da Regedoura, onde foi tentada a sua intercepção.

Depois de alvejar a Pick-up com três tiros, os agentes alvejaram um pneu, levando os ladrões a despistarem-se e entrar numa mata, conseguindo, no entanto, escapar a pé.

Nesta operação programada entre a PSP de Espinho e a BT, foram ainda detidos três receptadores da zona de Espinho. Foi a PSP que conduziu a BT aos locais onde poderiam residir os suspeitos, que foram encontrados na segunda casa onde entraram os agentes. Depois de reconhecidos, o mais novo dos assaltantes confessou a autoria dos crimes. A monte continua um terceiro cúmplice.

Os assaltos ocorreram em Santa Maria da Feira, Lamas, Esmoriz (Ovar) e Espinho.
nesta altura decorrem ainda investigações, e as autoridades policiais esperavam deter mais receptadores.

Dois dos receptadores foram ouvidos pelas autoridades e constituidos arguidos, enquanto um terceiro está indiciado apenas como suspeitos, por ainda não terem sido encontradas provas contra ele, segundo apurou o COMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM.

Esta tarde, antes de serem presentes ao Juíz de Instrução Criminal, os suspeitos foram com as autoridades policiais indicar todos os locais onde efecturam os assaltos, disse a fonte.

Nesta altura os dois suspeitos estão a ser ouvidos em primeiro interrogatório no Tribunal de Santa Maria da Feira, onde ocorreram a maioria dos assaltos, desconhecendo-se, por isso, qual a medida de coacção aplicada.

Turismo rural combate desertificação



As actividades rurais são potenciadoras do turismo e devem ser uma aposta das autarquias do interior para combater a desertificação, segundo o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas.

Francisco Manuel

Numa visita à Feira das Colheitas, que arrancou anteontem em Arouca, Rui Gonçalves visitou os vários stands de artesanato da Alameda, e no final foi inaugurar o "Espaço de Informação, Divulgação e Exposições", onde destacou a importância de iniciativas como aquela que tinha visitado instantes antes. "É importante que certas iniciativas ajudem a combater a desertificação do interior", afirmou o governante. Considerando que Arouca é um concelho "cheio de sorte, porque tem conseguido potenciar as suas raízes", Rui Gonçalves, lembrou que são iniciativas como a Feira das Colheitas que "atraem os turistas", dando como exemplo a França.

"O país que mais turistas recebe todos os anos é França, e não porque tenha praias fantásticas, mas porque tem um mundo rural fantástico", disse. Por isso, enfatizou, "o turismo e a agricultura devem ser parceiros naturais para o desenvolvimento". Além de iniciativas onde se promovam as actividades económicas ligadas à agricultura, Rui Gonçalves quer que as autarquias do interior comecem a também a fazer fortes apostas na divulgação da sua gastronomia.

Na inauguração do "Espaço de Informação, Divulgação e Exposições", o presidente da Câmara, Armando Zola, reafirmou a "vontade" que o seu Executivo teve na recuperação de edifícios e casas com valor patrimonial. "Esta casa era uma oficina de motorizadas, em terra batida, com o piso cheio de óleo", destacou, lembrando outros edifícios adquiridos pela autarquia e que entretanto foram recuperados, bem como o património histórico da vila serrana.

Antes, o presidente da Região do Turismo da Rota da Luz, tinha já tecido rasgados elogios à Câmara de Arouca, por ter recuperado esta casa do século XVII, agora transformada num espaço de referência da vila. "A recuperação económica do país também passa pelo sector do turismo", alertou Encarnação Dias, advertindo os governantes que "não chega dizer que é preciso apoiar o turismo, é preciso investir".
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A Feira das Colheitas de Arouca, que encerra amanhã, é um certame anual, promovida pela autarquia local, para promover a agricultura, artesanato e gastronomia local, atraindo todos os anos milhares de visitantes, que "emprestam" à vila um colorido invulgar, e pouco usual, por causa do síndrome da interioridade que afecta esta vila serrana, apesar de distar pouco mais de trinta quilómetros do litoral.

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

o debate 2

Vi e ouvi com muita atenção o debate no canal dois sobre os "fenómenos" Comércio do Porto e Capital. Percebi que a "economia social" pode travar a "economia captitalista". Percebi que o modelo cooperativo é uma forma de gestão. Percebi, claramente, que uma das ideias do Sindicato de Jornalistas, para fomentar emprego, é incentivar desempregados e jovens à procura de primeiro emprego a formarem a própria empresa. Percebi que há núcleos de operários a desenvolver várias soluções para uma solução final. Percebi que a Alternativa deseja engrossar e desenvolver o seu próprio projecto. A utopia dá-me prazer e alimenta-me o sonho. Mas não percebi mais nada. Resta-me apenas a consolação de saber que há grupos económicos interessados em devolver o Comércio às bancas. Mas como avisou Rogério Gomes convém que não se esbarrem uns nos outros em busca do filão espanhol.

E o futuro?

Utópica esperança a minha, de ver aproveitada uma oportunidade única para discussão do futuro de "O Comércio do Porto" e, já agora, "A Capital". Um imenso vazio, o debate que não o foi no "Clube dos Jornalistas". A começar pela apresentadora, passando por todos os intervenientes - sim, todos -, uma tremenda decepção. Esperava ficar esclarecido. Continuo à espera...

Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Polícias manifestam-se em clima de grande tensão

Mais uma vez este ano, os profissionais das forças de segurança vão manifestar-se contra as medidas preconizadas por este Governo que, dizem, afecta os seus direitos adquiridos, designadamente, no que concerne à PSP, por exemplo, o facto de irem receber na reforma apenas 65 por cento do salário bruto.
Os profissionais das forças de segurança vão concentrar-se pelas 17h00 na Praça do Comércio, em Lisboa, devendo depois manifestar-se junto da presidência da República.
“Os subsídios e suplementos que recebemos não contam para efeitos de reforma. O Governo pretende que, indo para a reforma, os profissionais da PSP recebam apenas 65 por cento do salário. A ser assim, iremos receber uma miséria”, referiu um elemento da PSP, salientando que os profissionais desta força fazem serviços extra (os designados remunerados) para fazer face ao “parco salário”.
“O ministro mantém a idade da reforma aos 60 anos, mas continua com a ideia da redução dos salários e de outras regalias e é por isso que nos sentimos defraudados”, frisou um outro polícia. Afinal, salientaram os profissionais ouvidos pelo OCOMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM, “as regras do jogo foram mudadas quando este já decorria”. Que é como quem diz: acenaram com mundos e fundos para atrair elementos para a PSP e depois puxaram-lhes o tapete.
Inconformados com estas medidas, a instituição policial vive num autêntico barril de pólvora, já que são estas as preocupações que dominam as conversas, seja nos locais de trabalho ou nos momentos de folga.
Tal como OCOMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM teve oportunidade de constatar em várias ocasiões, o ambiente está ao rubro e há mesmo elementos que se dizem “dispostos a tudo” nesta manifestação: “É para a molhada! Apanha quem vier pela frente. Seja quem for”.
E para prevenir eventuais represálias (leia-se identificação), alguns elementos dizem que irão usar capuzes. Pelos vistos, mostram-se dispostos a tudo.
Aparentemente, poderemos estar na eminência da versão Secos e Molhados II, a exemplo do que aconteceu há mais de uma década em que polícias se viraram contra polícias e foram usados canhões de água para dispersar os manifestantes policiais. Na altura, uns manifestavam-se, enquanto outros eram obrigados a cumprir ordens carregando sobre os colegas. Tudo serviu para tentar conter a manifestação policial: canhões de água e cães. Curiosamente, notou-se que os cães hesitavam em cumprir as ordens dos seus tratadores, porque teriam que ir sobre polícias. Ora, os cães são treinados para não atacar fardas…Resultado: os cães não avançaram sobre os polícias.
Vamos ver como irá decorrer a manifestação.
Esta manifestação é, mais uma vez, promovida pela Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que inclui a PSP, GNR, SEF, Polícia Marítima e Serviços Prisionais. Porém, sabe OCOMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM, desta vez mais sindicatos irão associar-se a esta forma de luta.

Manuela Pinto

A vergoha de ser português

Desculpem este desabafo, mas tenho de deitar cá para fora o que me vai na alma. afinal também é para isto que servem os blogs.
Hoje, pela segunda vez senti vergonha de ser português. Fátima Felgueiras, que eu não conheço, foi feita "heroína" pelo povo de Felgueiras. O próprio presidente da concelhia socialista afirmou à TVI que ainda não decidiu se a iria, ou não apoiar. Escapou à medida de coacção (prisão preventiva), decretada pela justiça, por suspeita de crimes de peculato e abuso de poder. O povo, de fotografias na mão atropelava-se para tocar na ex-autarca. Culpada, ou inocente, é essa mesma justiça que o vai determinar, foi deixada em liberdade, segundo o seu defensor, sem que fosse necessário evocar a imunidade que lhe é conferida como candidata às autárquicas de 9 de Outubro. Uma vergonha, as imagens da televisão, digo eu.
Isto coloca outra questão: Se um qualquer suspeito (sim porque Fátima Felgueiras ainda é apenas supeita) de crime de homicidio, violação, roubos à mão armada, ou qualquer outro crime, estiver em prisão preventiva, e resolver candidatar-se, é libertado para fazer campanha?
Esta é a minua primeira vergonha.
A segunda, foi no dia em que o tribunal devolveu à liberdade Paulo Pedroso. Nada contra, nem a favor, porque nem sequer conheço o processo. Agora, fazer uma "festa" em casa do todos os portugueses (A Assembleia da República)!?
Isto, nem merece comentário. É que aquela é a casa dos portugueses, não dos deputados.
Desculpem, mas tinha de desabafar.

PSD de Ovar quer criar 1.500 postos de trabalho com pólo tecnológico


O PSD de Ovar apresentou ontem à noite em Ovar projecto Cidade do Futuro - Pólo Tecnológico de Ovar - que irá criar 1.500 postos de trabalho a médio prazo, segundo Álvaro Santos, candidato à presidência da Câmara de Ovar.

Francisco Manuel


“Esta é uma ideia que precisa de ser desenvolvida, mas que o PSD tem grande vontade de a pôr em prática”, afirmou o candidato social-democrata perante mais de meia centena de pessoas que se deslocaram ao Centro Paroquial de S. João. António Tavares, director do TECMAIA - Parque de Ciência e Tecnologia da Maia, sublinhou que esta “não é uma proposta demagógica” e deu como exemplo o próprio TECMAIA, que serviu para combater o desemprego na Maia, após a “Texas Instruments” se ter deslocalizado para fora de Portugal. “Estou certo que até José Sócrates votaria a favor deste projecto”, afirmou, alegando que ele “é a alavanca para o tão falado choque tecnológico”. No entanto, tal como já tinha feito Álvaro Santos, advertiu que este é um projecto a médio prazo, e cuja primeira fase deverá demorar cerca de cinco anos até estar concluída.
O projecto apresentado pelo candidato à Câmara, deverá ser implementado entre a EN109 e a linha dos Caminhos de Ferro, abrangendo os freguesias de S. João e Ovar, numa área total de 200 mil metros quadrados, e segundo Álvaro Santos deverá empregar “entre mil, a 1.500 pessoas”.
A Cidade do Futuro – Pólo Tecnológico – é a “arma” do PSD para combater o desemprego no concelho, que tem uma taxa de cerca de 20%, e atrair “pequenas empresas de base tecnológica e quadros altamente qualificados. Álvaro espera que o Pólo Tecnológico de Ovar se constitua “como um espaço incubador de novos projectos, de transferência de tecnologia, e alojamento de empresas, capaz de projectar o concelho para um novo patamar de desenvolvimento”.
Os objectivos, explicou, são “criar um conjunto de projectos âncora, mobilizadores do desenvolvimento tecnológico, empresarial e territorial do concelho e da região”. Adiantou, ainda que espera “mobilizar toda a população do concelho com o objectivo de gerar, desenvolver, difundir e valorizar o conhecimento e a inovação”.
Como parceiros neste projecto, o PSD aponta a Câmara Municipal e Juntas de Freguesia, as Universidades de Aveiro e Porto, associações empresariais, instituições financeiras, e, claro está, as empresas.
“Hoje pode parecer um sonho, mas amanhã será uma realidade”, afirmou Álvaro Santos, comparando este projecto como a primeira viagem à lua, que só foi concretizada, alguns anos após o sonho do homem. No entanto, ressalvou, que é preciso começar a dar hoje os passos, apontando como fundamental a alteração do Plano Director Municipal, e as negociações com os proprietários dos terrenos em causa.
Mais uma vez sublinhou que o Pólo Tecnológico de Ovar é um dos seus dez compromissos eleitorais.

S. João da Madeira: Câmara apresenta Cartão Jovem Municipal inédito


A Câmara de S. João da Madeira apresentou o Cartão Jovem Municipal, o primeiro no país que dá pontos e poderá começar a ser usado já em Novembro. Este novo cartão oferece também descontos nos licenciamentos de obras, e tarifas de água.

Francisco Manuel


O Cartão Jovem Municipal de S. João da Madeira, inédito a nível nacional apresenta uma dupla face - de um lado “Cartão Jovem menores de 26 e do outro Cartão Jovem Municipal – e destina-se aos jovens até aos 31 anos. Concede pontos que podem ser convertidos em descontos em vários serviços municipais, ou entradas em equipamentos, ou espectáculos promovidos pela autarquia, segundo o vereador Paulo Cavaleiro.
Durante a apresentação do Cartão Jovem Municipal, que resulta de uma parceria entre a autarquia sanjoanense e o programa MoviJovem, Paulo Cavaleiro anunciou também a criação de três novos Postos de Turismo Jovem, que irão funcionar no actual Posto de Turismo, Paços da Cultura e Museu da Chapelaria, sendo, para isso, ministrada formação aos profissionais que aí trabalham para poder prestar também esse serviço.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

“Uma Longa Viagem com Álvaro Cunhal” na Cooperativa Árvore

A obra “Uma longa viagem com Álvaro Cunhal”, da autoria de João Céu e Silva, vai ser apresentada sábado (24 de Setembro) na Cooperativa Árvore, no Porto.
O evento vai ter lugar às 16h00 com a apresentação a ficar a cargo de Maria Eugénia Cunhal, poetisa, escritora e irmã de Álvaro Cunhal
Esta obra, das Edições ASA, percorre os nove livros de ficção de Álvaro Cunhal (escritos sob o pseudónimo de Manuel Tiago) numa busca por pessoas reais que inspiraram a criação das personagens pelo autor e situações semelhantes às vividas nos contos e romances.
Com concepção gráfica de Armando Alves e responsabilidade editorial de José Cruz Santos, este livro reproduz três dezenas de ilustrações de autoria de Álvaro Cunhal.

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

Será que já contaram connosco?

"Estatísticas

Desemprego aumentou 1%

Em Agosto havia 464.888 pessoas inscritas nos centros de emprego

Em Agosto havia 464.888 pessoas inscritas nos centros do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Este valor representa um aumento de 1 por cento face a Julho. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o desemprego registado aumentou 3,4 por cento.

O número de adultos desempregados aumentou 4,3 por cento, enquanto o de jovens caiu 1,8 por cento.
A Madeira foi a região que registou maior subida do desemprego (14,6 por cento), seguida do Norte (mais 7 por cento)".


(Notícia retirada de www.jn.pt dia 19 de Setembro de 2005)

O CP vai estar no canal 2 (quarta-feira, dia 21)

Tomei a liberdade de retirar integralmente a seguinte informação de http://webjornal.blogspot.com/

"A Capital/O Comérico do Porto

Há dias, num post neste weblogue, Manuel Pinto perguntava que se estaria a passar com os jornais A Capital e O Comércio do Porto. O post colheu 10 comentários, mas, à excepção de algumas intrigas internas, pouco se ficou a saber sobre os destinos destes dois títulos. Talvez a edição do Clube de Jornalistas da próxima quarta-feira (Dois, 23h30) revele algumas novidades. Em estúdio vão estar Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Arminda Rosa Pereira, membro da comissão dinamizadora da Cooperativa Alternativa de Produção Jornalística, Helder Pereira, professor da pós-graduação em Economia Social do Instituto Politécnico de Santarém e Rogério Gomes, último director de ?O Comércio do Porto?.
:: Madalena Oliveira 9:45 PM [+] :: ... "

Assaltante de serralharia estava em prisão domiciliária

O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Gaia deteve ontem três irmãs de etnia cigana em flagrante quando assaltavam uma serralharia em Pedroso. Um dos detidos estava em prisão domiciliária, sem pulseira electrónica, e outro estava em liberdade condicional.

Francisco Manuel

Hoje os três irmãos de 25, 32 e 34 anos, foram presentes ao Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, que decretou como medidas de coação apresentações diárias a dois deles, e manteve a prisão domiciliária do terceiro de 32 anos. Segundo apurou a nossa reportagem, aquele que se encontra em prisão domiciliária, não estava sujeito a vigilância electrónica, e só agora lhe foi “aplicada” uma pulseira electrónica. Como a sua residência, no Bairro Social do Crasto, não tem telefone, irá ser o Instituto de Reinserção Social a instalá-lo, ficando também responsável pelo pagamento da electricidade. Este suspeito, está também indiciado em mais de quatro dezenas de processos e ainda na passada semana foi reconhecido por várias vítimas como sendo o autor de vários furtos por esticão. Também já cumpriu 12 anos de reclusão por crimes de furtos e roubo qualificado.
O mais novo dos irmãos, encontra-se em liberdade condicional há cerca de um mês depois de ter cumprido uma pena de prisão por vários furtos qualificados e roubos à mão armada. Além da detenção efectuada por agentes do NIC e do posto dos Carvalhos, foi também apreendida uma carrinha de caixa aberta, já referenciada num outro furto de sucatas e alumínios ocorrido na passada semana.

Alternativa na Internet

A partir de hoje, a Cooperativa Alternativa está na Internet.

Domingo, Setembro 18, 2005

Américo Santos acusa Câmara PSD de favorecer construtores



O cabeça de lista do PS à Câmara de S. João da Madeira acusa o actual Executivo de favorecer construtores civis, afirmando que a campanha do PSD está a ser apoiada pelos grandes construtores. O presidente da Câmara, Castro Almeida, recusa-se a responder ao que considera “uma baixaria política”, garantindo que “ninguém me vai ouvir falar dos meus adversários”.

Francisco Manuel

Durante uma festa da JS realizada na passada sexta-feira nas piscinas municipais, Américo Santos afirmou que “S. João da Madeira, ao longo dos anos, tem destruído o seu património cultural através de acordos com empresários”. Segundo o candidato esta é uma “campanha difícil” alegando que o PS é um partido com “poucos recursos económicos” e que, diz, “a nós ninguém nos vem oferecer dinheiro”. Estava lançado o “ataque” ao seu adversário político e ao PSD, embora não referisse os seus nomes: “Uma campanha apoiada pelos grandes construtores e pelo capital; à campanha dos opositores não falta dinheiro, para se gastar, porque toda a gente é rica”.

Sem se deter, o candidato “rosa”, lançou mais uma insinuação, prometendo que irá “servir S. João da Madeira, de forma isenta”. Américo Santos, quer que “todos os terrenos livres” da cidade sejam para “construir edifícios para pôr ao serviço da comunidade, e não para as pessoas”. Desafiou por isso “qualquer presidente” a assumir, que nos terrenos junto às piscinas e Estádio Conde Dias Garcia, não vai ser construído mais nenhum edifício.

À margem desta intervenção, Américo Santos, disse ao COMERCIODOPORTO.BLOGSPOT.COM, que “pensamos, que pontualmente há alguns favorecimentos”, dando como exemplo a sede de candidatura do PSD. “Uma sede, toda ela preparada, não custará o mesmo que nos custaria a nós”. “As Câmaras, e esta também, ao longo dos anos, foram construindo, aceitando os construtores como seus parceiros”, vincou.

Como exemplo deu o Lugar da Devesa-Velha, onde existem armazéns misturados com construção familiar. “Eu acho que há favorecimento, acho estranho, que numa zona que estava prevista ser industrial, fazer uma zona mista”. Logo a abrir o seu discurso começou por afirmar que não é “político profissional, sou político de trabalho, e gestor há 25 anos que não precisa do dinheiro da Câmara para viver”. “Os políticos profissionais não serve; A política dos profissionais esquece quem mais precisa”, afirmou.

PSD quer maioria absoluta na Câmara de Ovar

O candidato do PSD à Câmara de Ovar pediu ontem, pela primeira vez ao eleitorado uma maioria absoluta para governar a autarquia vareira que desde há 12 anos está nas “mãos” dos socialistas. Álvaro Santos começou por falar na “mobilização” do “mar laranja” que o estava a apoiar na praia do Furadouro, e terminou com o apelo ao voto útil no PSD.

Francisco Manuel

“É tempo de mudar o ciclo socialista que dura há 12 longos anos e já deu o que tinha a dar”, afirmou o candidato social-democrata aos cerca de um milhar de apoiantes que quase encheram o Mercado do Furadouro. Logo a seguir advertiu a multidão que “para mudar é preciso uma maioria”, e apelou às “consciências” para não “desperdiçarem o seu voto nos pequenos partidos”. “Devem concentrar o seu voto, no voto útil, que é no PSD”, alegando que assim poderá “cumprir o seu programa eleitoral”, voltando a pedir “uma maioria, porque a vitória está perfeitamente ao nosso alcance, por isso temos de ter uma maioria para governar”.

Depois de ter iniciado a sua intervenção referindo-se “à mobilização”, que segundo ele, se está a criar à volta da sua candidatura, falou no “mar laranja”, para afirmar que “esta é uma candidatura vitoriosa”. Álvaro Santos optou por não se referir directamente ao seu adversário do PS, e também presidente de Câmara, Manuel Oliveira, afirmando que “não queria falar de política, mas de uma coisa muito mais importante, que é a felicidade, e a alegria”, que disse, “se tem vindo a perder”.

Nesta viragem do seu discurso eleitoral, Álvaro Santos deixou vincado que quer “recuperar o orgulho vareiro, que se tem vindo a perder nestes anos para os concelhos vizinhos”.
Depois de elencar alguns dos aspectos do seu currículo, onde trabalhou juntamente com o Arlindo Cunha, Amílcar Theias, ou Vieira de Carvalho – presidente da Câmara da Maia, já falecido – o candidato “laranja” disse ter “um sonho”: “transformar este concelho num concelho moderno, com melhor qualidade de vida”.

Mais uma vez falou nos seus 10 compromissos de honra, que passam pela conclusão do saneamento básico, “uma obra que não é de fachada, mas tem de ser feita”, um parque empresarial e um pólo tecnológico, criar quatro parques verdes em todo o concelho, criar um espaço para acolher as sedes dos grupos de Carnaval e das Escolas de Samba, promover a qualificação profissional de 900 pessoas em três anos, através de programas comunitários de formação profissional, apoiar a construção de duas novas piscinas a norte e a sul do concelho, requalificação de três avenidas de acesso ao litoral, criar 500 novos lugares de estacionamento na cidade de Ovar, “fundamental para dinamizar o comércio tradicional”, um centro de serviços em Esmoriz e incentivar a construção dois novos hotéis nas praias do Furadouro e Esmoriz.

Bertrand edita comparação entre Estaline e Hitler


“Os Ditadores: A Alemanha de Hitler e a Rússia de Estaline”, de Richard Overy, é uma das grandes apostas da Bertrand para a rentrée literária que estamos a atravessar. Já a Quetzal, do mesmo grupo editorial, aposta na ficção com “A Caixa de Fósforos”, do norte-americano Nicholson Baker.
Richard Overy traça, em “Os Ditadores”, um paralelo entre as ditaduras de Estaline - na Rússia - e Hitler - na Alemanha - que presidiram aos regimes mais destrutivos da História, travaram uma dispendiosa guerra mas, mesmo assim, conseguiram mobilizar milhões de pessoas. O autor propõe-se a desmontar ideias feitas sobre as diferenças e semelhanças ente as duas ditaduras e procura dar resposta a algumas questões: como foram possíveis estas ditaduras? Como funcionaram? Que laço poderoso unia o ditador ao seu povo? Para isso compara a política, a ideologia, a economia e o sistema militar de ambas as ditaduras. Inclui ainda elementos da vida pessoal de cada um dos ditadores.
Richard Overy, segundo um press realese da Bertrand, entende que o apoio das populações decorre não de um estado de terror, mas de um estado de ilusão criado por ambos os regimes. As ditaduras, diz o estudioso, são “alimentadas pela aclamação das massas e pelo fascínio pelo poder sem restrições”.
O autor destaca uma questão fundamental: “Porque é que eles pensavam que tinham razão?”
Overy considera que os regimes liderados por Estaline e Hitler surgem como malformações decorrentes da catástrofe da Primeira Guerra.
Richard Overy é professor de História no King’s College, em Londres. É autor de diversas obras sobre a II Guerra Mundial e o Terceiro Reich. É membro da Academia Britânica desde 2000 e em 2001 foi galardoado com o Samuel Eliot Morison Prize pela sua contribuição para a história militar.

Até ao último fósforo

“A Caixa de Fósforos”, de Nicholson Baker , é um livro “sobre aquelas coisas em que não reparamos mesmo quando estamos a reparar nelas. Aquelas coisas que registamos de passagem, mas nunca ‘emolduramos’ - até que alguém como eu escreve um livro sobre elas. O livro é essa moldura”. A definição é do próprio autor, nascido nos EUA em 1975, que em Portugal já tinha publicado “Vox” (Gradiva, 1998) e “A Fermata” (Bertrand, 1998).
“A Caixa de Fósforos” é, segundo a editora, um trabalho de miniaturista, que celebra a existência nos seus mais insignificantes e triviais pormenores. Emmett, editor de manuais de medicina de meia-idade, levanta-se todos os dias às 4h30, prepara um café, acende a lareira com um único fósforo e senta-se no sofá a pensar. A substância do romance é precisamente esta: os pensamentos simples, coloquiais, de um homem insone discorrendo sobre os detalhes da vida doméstica, a mulher e os filhos, o gato e o pato, o suicídio e as formas que as labaredas assumem na lareira. Dia após dia, fósforo a fósforo, Emmett ilumina parte da sua consciência, até incendiar um mundo gigantesco de vivências minúsculas: experiências parcialmente esquecidas, inarticuladas. Quando a caixa de fósforos fica vazia, o romance termina.

Rui Azeredo

“Papillon” reeditado quando a sua autoria é posta em causa

“Papillon”, uma das mais conhecidas obras literárias do mundo e que deu origem a um filme com Dustin Hoffman e Steve McQueen, está envolvido numa grande polémica. A sua autoria, desde sempre atribuída a Henri Charrière, está agora em causa. Uma investigação levada a cabo pela polícia brasileira indica que o verdadeiro Papillon era René Belbenoît, que terá sido o primeiro a conseguir a fuga da Ilha do Diabo liderando um grupo de outros prisioneiros, onde, aí sim, estava Charrière.
Recorde-se que “Papillon” (publicado em Portugal na década de 70 pela Bertrand, que agora reedita a obra), conta a história de um condenado ao degredo na Guiana Francesa, na Ilha do Diabo, por um crime que não cometeu. Após uma primeira fuga, que o levou a passar pela possessão britânica de Trindade, Curaçau e Colômbia, o chamado Papillon foi apanhado e de novo enviado para o degredo. Esteve dois anos na solitária e, mal saiu, tentou de novo fugir, mas sem sucesso. Após mais treze anos de detenção, finalmente conseguiu encetar a fuga definitiva. Estávamos em 1935 e após a publicação das memórias, com pormenores terríveis, dos anos no degredo e das tentativas de fuga, a França decidiu encerrar a temível prisão da Ilha do Diabo.
Charrière, entretanto, encontrara refúgio na Venezuela, onde ainda lançou mais um livro, “Banco”, onde contou o que lhe sucedeu depois de fugir da prisão. Henri Charrière, que até meados de Agosto se pensava ser o verdadeiro Papillon, morreu em 1973.
Passados mais de 30 anos a FENAPEF - Federação Nacional dos Polícias Federais (Brasil) – apresentou, em Agosto passado, provas oficiais de que o verdadeiro Papillon era René Belbenoît. Este era conhecido pela borboleta (papillon, em francês) que tinha tatuado no peito. Todos o tratavam por Papillon, também porque na prisão se entretinha a caçar e vender colecções de borboletas. Belbenoît era um intelectual francês que falava quatro línguas e escrevia de forma compulsiva. Durante os anos em que esteve preso e após a fuga trocou correspondência com a escritora americana Blair Niles, a quem enviou para publicação nos EUA duas obras: “Hell on Trial” e “Dry Guillotine”. Nesta última relatava a fuga que conduziu os presidiários à então Guiana Inglesa e finalmente os radicou em Roraima, no Brasil, a partir de 1940. Belbenoît e Niles acordaram então que um dos fugitivos do grupo, de nome desconhecido, deveria seguir para os EUA e assumir a identidade de René, como medida de segurança para o grupo que ficara na América do Sul. A descoberta deste falso René trouxe uma nova luz às investigações sobre a verdadeira identidade de Papillon. Peritos da Polícia Federal brasileira verificaram que René Belbenoît morreu em Surumú, na Amazónia, em 1978, e não na Califórnia, em 1959, como se supunha.

Como Charrière se
apoderou de “Papillon”


René Belbenoît e Henri Charrière separaram-se em 1943 e reencontraram-se em 1955. Nesta época, Belbenoît recebeu uma proposta de um realizador americano para reescrever “Dry Guillotine” como guião de cinema e relatando a fuga de apenas um prisioneiro. Acabou por escrever uma obra muito extensa e entendeu que a melhor forma de a enviar para os Estados Unidos era através da Venezuela. Entrou então em contacto com Charrière, que trabalhava num porto, para que este reencaminhasse o manuscrito. Só que este acabou por guardar consigo a obra e quando soube da morte do falso René, nos EUA, contratou um jornalista gaulês para fazer uma adaptação para francês que contaria, contudo, com mais um prisioneiro como protagonista. Acabou por lançar o livro “Papillon” em 1969, dizendo que era autobiográfico. Para ter mais credibilidade tatuou uma borboleta no peito. Com base numa mentira nasceu uma das obras mais vendidas no mundo e que agora merece ser lida com outros olhos.

Rui Azeredo

Sábado, Setembro 17, 2005

PS de S.J. Madeira ameaça PSD com CNE


Francisco Manuel

O PS de S. João da Madeira ameaça recorrer à Comissão Nacional de Eleições (CNE) por causa das inaugurações que têm sido efectuadas pela Câmara neste período de pré-campanha, que “favorecem, de forma inequívoca, a candidatura de Castro Almeida (presidente da Câmara)”.


“A Câmara de S. João da Madeira, neste período, tem violado os deveres de contenção que a ética política propõe”, afirmou esta tarde em conferência de imprensa, o presidente da concelhia socialista, Jorge Sequeira. O líder local do PS evocou a “lei e da doutrina da CNE”, que, segundo ele, diz que “durante o período eleitoral, as autarquias locais, cujos candidatos, sejam presidentes que se recandidatem, devem, evitar, de realizar acções que possam ser confundidas objectivamente com acções que visem favorecer e apoiar determinadas candidaturas”.
Jorge Sequeira, exige do presidente da Câmara que se recandidata pelo PSD para um segundo mandato, mude a sua postura e mantenha a ética política.

Jorge Sequeira, referiu-se a castro Almeida como um arauto da política, que construiu a sua imagem na base dessa ética política”, e lembrou que “em casos de menor gravidade, a CNE já censurou candidaturas que tiveram este tipo de comportamentos”.

Para sustentar esta posição dos socialistas, o presidente da concelhia, exemplificou com um piquenique, que se realiza amanhã, no Parque Ferreira de Castro, que marca, também a reabertura do renovado espaço verde. “Esta situação tem contornos muito preocupantes, porque a própria Junta de Freguesia, também dominada PSD, vai recolher as pessoas, com o seu auto-carro para se fazerem deslocar para essa festa”.

A Festa dos Campeões, uma realização anual, “que tem tido um formato, que mais não faz que promover a figura do senhor do presidente da Câmara”, e um jantar promovido pela autarquia para os professores, que assinalou o arranque do ano escolar, foram alguns dos exemplos enunciados por Jorge Sequeira.

Os socialistas dizem que estas acções não deveriam suceder neste contexto pré-eleitoral, e sugerem, que, “sem prejuízo para estas acções, caso elas sirvam o interesse público, podiam ser transferidas para outra data, ou ter da parte da Câmara um enquadramento diferente”.
Também o candidato do PS à Câmara, Américo Santos, a propósito de um artigo de opinião publicado num jornal local, sobre a relação entre autarcas e construtores, desafiou todos os candidatos a “declararem o seu património pessoal, participações em sociedades, e revelarem as suas contas bancárias”, garantindo que seria o primeiro a avançar, caso o repto seja aceite.

Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Continuando o debate

Tenho andado a pensar (nem queria começar assim, posso ser já acusado por uma série de anónimos por ser banal a escrever ou por ter feito algo que os mesmos consideram que não consigo fazer!) se devia voltar a escrever sobre o pós-COMÉRCIO tal como o vivemos.
Primeiro as dúvidas que me retraíram: comecei a achar inconsequente continuar um debate, por muito duro e nada sereno que fosse, quando do "lado de lá" poucos debateram comigo a questão levantada por um processo pouco claro de uma cooperativa que se assume como sendo dos ex-trabalhadores do CP mas que exclui 90 por cento dos mesmos do debate, do processo e da fundação. Na realidade, limitei-me a ouvir - à louvável excepção do José Carlos Gomes, que argumentou a sua posição - um chorrilho de insultos e frustrações fragmentadas de uma série de incógnitos facilmente reconhecíveis sobre o quanto me detestavam, ao Pedro Bessa e ao Rogério Gomes. Confesso, fiquei surpreendido, nunca mo tinham dito na cara... De todos, o que melhor me pareceu foi o de terrorista. Ora, atendendo às circunstâncias e ao futuro, até me parece enquadrável. Vai depender da minha disposição na altura... O mais risível foi o de "à rasca", como quem diz: este moço perdeu o emprego e o cargo e agora não sabe como resolver o seu futuro. Risível, de facto! Mas do seu umbigo cada um trata...

Deixando de lado as questões pessoais que quase me desmotivaram do debate, reabro a conversa. Já lá vai mais de mês e meio desde a interrupção do COMÉRCIO DO PORTO. Continuo a achar que o futuro do jornal passará pela compra do mesmo por um grupo de comunicação social, cuja capacidade e conhecimento de gestão da matéria tranquilize todos os envolvidos no projecto: os seus (futuros) trabalhadores, o seu respeitável património histórico e os seus leitores, ao que está subjacente um critério editorial regional. Mas não um regional conforme aquele que os menos intervenientes no processo de edição de um jornal pressupõem. Um jornal regional não deve ser um monte de folhas com uma série de notícias da nossa rua aos limites da região. Bem pelo contrário.
O que estávamos a construir no COMÉRCIO DO PORTO era um diário que dava mais importância ao que se passava na região, mas também ao que os agentes sócio-económicos da mesma região pensam, debatem e argumentam sobre toda e qualquer matéria. Se toda a gente sabe o que é compilar noticiário sobre os acontecimentos num espaço delimitado, já a nossa mais-valia era (continuará a ser?) a importância com que registávamos os comentários e o debate sobre as questões nacionais e sociais pelas gentes do Norte. O nosso projecto de noticiário regional era, sobretudo, dar voz ao Norte sobre praticamente tudo. No fundo, tratar a mesma matéria de referência para qualquer audiência mas com protagonistas diferentes (sem fugir aos óbvios), os da nossa região. Linearmente, este é o projecto que acredito ter futuro em termos de investimento e comercialização, seja com o regresso do COMÉRCIO ou sendo aposta de um qualquer outro periódico.

Foragido da prisão apanhado em carro roubado

Na vida dos polícias por vezes os casos mais corriqueiros acabam por revelar situações extraordinárias, como a de um foragido da prisão que no espaço de quatro dias roubou um carro à mão armada e depois foi apanhado nesses mesmo veículo por agentes da PSP da esquadra da PSP de S. Mamede de Infesta.
Trata-se de um desempregado, de 31 anos, morador na Póvoa de Varzim, e a história que levou à sua detenção começou pelas 18h00 de ontem, na Rua do Professor Joaquim Bastos, altura em que agentes da PSP o viram a conduzir um Peugeot 206. Ao ver os polícias, o desempregado parou o carro e fugiu, tendo de imediato sido perseguido e apanhado.
Uma vez imobilizado o suspeito, os polícias consultaram a central de dados e verificaram que o Peugeot constava para apreender, pois tinha sido roubado a uma mulher sob a ameaça de uma arma branca, no dia 12 deste mês. A lesada apresentou queixa no Posto da GNR da Póvoa de Varzim.
Os agentes de S. Mamede de Infesta descobriram também que o desempregado estava evadido da prisão.

Manuela Pinto

Embalador detido no Monte Crasto com 892 doses de haxixe

Um embalador de 22 anos, residente em Gondomar, foi detido esta madrugada (0h30), por possuir haxixe em quantidade suficiente para 892 doses, no Monte Crasto, em Gondomar.
O Monte Crasto é um dos ex-libris de Gondomar, com imensas árvores e uma capela situada bem no alto de onde se vislumbra uma fantástica vista. Contudo, este “pulmão” gondomarense tem sido conotado, desde há algum tempo, como referiu uma fonte policial, com o tráfico e consumo de estupefacientes.
Por isso, numa incursão que agentes da Divisão de Investigação Criminal fizeram esta madrugada, deram de caras com o jovem embalador dentro de um Toyota vermelho. Após uma revista sumária, os polícias encontraram as 892 doses de haxixe e apreenderam também 31,49 euros, por suspeitar que esta quantia fosse proveniente de tráfico.

Manuela Pinto

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Desempregados detidos com droga no valor de meio milhão de euros

A PSP/Porto efectuou ontem à noite uma das maiores apreensões de droga de que há memória neste comando metropolitano, já que agentes da Divisão de Investigação Criminal (DIC) apreenderam heroína em quantidade suficiente para abastecer 55 mil consumidores e cocaína que dava para 20 mil doses individuais, que no mercado do narcotráfico valeriam cerca de meio milhão de euros, como referiu uma fonte policial.
Desta operação resultou a detenção de dois desempregados, de 21 anos, que, de acordo com a PSP, faziam tráfico no já por demais famoso Bairro de S. João de Deus, no Porto.
A detenção teve lugar numa mata situada na freguesia de Baguim do Monte, em Gondomar.
Além da heroína e da cocaína, os polícias apreenderam seis mil gramas de um produto, normalmente usado para “traçar” a droga e assim aumentar as doses: normalmente, os traficantes misturam o estupefaciente com outros produtos, para assim fazerem render mais a droga.
Como é hábito nestes casos, os polícias apreenderam também uma balança electrónica de precisão (usada para fazerem as doses) e dois telemóveis.

Manuela Pinto

Taxistas detidos por agredirem e insultarem agentes da PSP

Dois taxistas foram detidos ontem à tarde, pelas 15h00, por terem agredido e insultado agentes da PSP, na Estação de Campanhã, no Porto. Um deles tem 60 anos e reside em Leça do Balio, Matosinhos, enquanto o outro tem 31 e mora no Porto.
De acordo com a PSP, agentes da Esquadra de Segurança Ferroviária estavam num dos túneis de acesso às plataformas dos comboios, quando foram abordados pelo taxista de 60 anos que os terá “injuriado com palavras ofensivas à sua honra e dignidade” como referiu uma fonte policial, salientando que, ao mesmo tempo, o indivíduo empurrou os polícias contra a parede e desferiu vários socos contra o peito de um deles. Entretanto, o taxista de 31 anos foi ajudar o colega, insultando e ameaçando os polícias.
O caso ficou de tal forma feio que os polícias chamaram reforços. Ao ver mais polícias, o taxista de 31 anos fugiu para o Largo da Estação, entrou no táxi e seguiu para a Rua de Justino Teixeira, ali perto. Como esta rua está fechada ao trânsito e alguns automobilistas bloquearam a passagem do táxi, o suspeito foi apanhado. Mesmo assim, frisou a fonte policial, o taxista recusava-se a sair da viatura, pelo que os polícias usaram da força para o retirar.
Dentro do táxi, os polícias encontraram um cassetete, “próprio para uso por parte das forças de segurança”, salientou a mesma fonte.
O taxista foi receber tratamento ao hospital de S. João, no Porto, e depois de ter alta foi fazer companhia ao colega para ambos serem presentes a Tribunal.

Manuela Pinto

MOJAG na discoteca Blá Blá dia 16

Os britânicos MOJAG vão estrear-se em Portugal, para apresentação do seu álbum "Never Silent, na discoteca Blá-Blá em Matosinhos já nesta sexta-feira, dia 16.
Este concerto é o primeiro de muitos e surge como uma das diversas acções de promoção da banda em solo português.
O disco, o primeiro da carreira do grupo, foi editado no Reino Unido pela DAWG RECORDS, onde trabalha o produtor Jonathan Miller, que já produziu discos de artistas portugueses como DELFINS, MADREDEUS, RESISTÊNCIA, SILENCE 4 e bLUNDER.
O concerto no Blá-Blá tem início às 23 horas. A abrir as hostes vão estar duas bandas da cidade do Porto: os WEFLOAT e os BLACKBERRY.

Humor é preciso e recomenda-se!

Caros amigos. Lá porque a malta está no desemprego não deve passar o tempo todo virada para o muro das lamentações . Também é preciso um pouco de humor. Por isso venho aqui hoje aconselhar-vos um blog criado por um amigo meu da margem sul, mais concretamente de Amora, que vale a pena espreitar (o blog, não o amigo, claro está). Trata-se de um prof. de música que, tal como nós, está no desemprego e à espera de colocação graças a este sistema maravilhoso de ensino que Portugal tem.
O endereço é www.trifonia21.blogspot.com
Neste, aconselho um clic no Trifónico Jefferson em Imagens. Vale a pena...
E, já agora, um abraço a todos. Estou com saudades vossas.

Intriga de morte no Vaticano em "O Confessor"

Rui Azeredo

“O Confessor”, bestseller da autoria do escritor norte-americano Daniel Silva, é posto à venda em Portugal a 22 de Setembro, numa edição da Bertrand, dando assim início a uma trilogia protagonizada por Gabriel Allon, restaurador de obras de arte que ao mesmo tempo é um agente dos serviços secretos de Israel.
Allon combina a inteligência e ferocidade dos espiões com a melancolia de alguém assombrado pelo passado. Trava uma luta interior entre a paixão pelo restauro e a memória da destruição em que esteve envolvido, nomeadamente o Holocausto e o conflito israelo-árabe. Em Veneza, Allon é visto pelos colegas de trabalho como um homem ácido e solitário que passa longas horas a ressuscitar “Madonnas” danificadas. É considerado um artista, mas a dedicação quase obsessiva às pinturas alimenta especulações sobre a sua identidade.
Entretanto, em Munique, na Alemanha, o professor judeu Benjamin Stern, antigo companheiro de armas de Allon, é assassinado após se ter empenhado num projecto secreto de investigação sobre a posição da Igreja Católica no Holocausto. Simultaneamente, em Roma, o novo Papa, Paulo VII, dá sinais de não ser tão inofensivo como aparentava. A sua vontade de abrir arquivos secretos do Vaticano perturba largas facções da Igreja Católica e leva a que ressuscite uma antiga e lendária organização na história do Vaticano, a Crux Vera – esta, com o intuito de eliminar o Papa, faz entrar em acção o “Leopardo”, um dos mais caros assassinos a soldo.
Para escrever este romance, Daniel Silva consultou material histórico, entrevistou diplomatas, antigos padres e jornalistas que fizeram reportagens sobre o Vaticano e foram presos.
Segundo o site Bookreporter.com “a intriga de ‘O Confessor’ é complexa, mas tão verosímil que, no final do livro, perguntamo-nos até que ponto isto não terá de facto acontecido, ou estará para acontecer.” O mesmo site indica ainda: “De Veneza a Roma, de Munique a uma pequena vila na Suíça, de um convento nos Alpes a Londres, este livro avança a um ritmo de cortar a respiração. Todos os intervenientes são imperfeitos: os protagonistas já mataram e voltarão a matar se tiverem de o fazer. A diferença está nas motivações de cada um. O leitor aprende a fazer as suas escolhas distinguindo entre diferentes tonalidades de cinzento. O único tipo bom, i.e. que não é um assassino, é o Papa.”

Estreia em Portugal

“O Confessor”, que só nos EUA vendeu mais de 525 mil exemplares desde que foi lançado em 2003, é a primeira obra de Daniel Silva a chegar a Portugal, que assim vai poder conhecer aquele que já é considerado um autor revelação, que se move na linha dos antigos romances de espionagem e dos actuais thrillers políticos. Por isso, o escritor já foi considerado um digno sucessor de talentos como Graham Greene e John Le Carré.
A crítica tem revelado que Daniel Silva, nas suas obras, defende que a História é liderada por pessoas pertencentes a mundos secretos. O autor reconhece que, no seu entender, “a História é 80 por cento confidencial”.

Daniel Silva tem
raízes nos Açores


Daniel Silva, que escreveu sete bestsellers em sete anos, tem nacionalidade americana, mas é filho adoptivo de um casal de açorianos e o avô era um pescador nascido nos Açores. Antes de em 1994 se dedicar em exclusivo à escrita de romances foi jornalista, produtor executivo da CNN (nomeadamente dos programas “Crossfire” e “Inside Politics”) e repórter de guerra durante o conflito Irão-Iraque. O seu contacto com a realidade do Médio Oriente deu-se a partir do ano de 1987, quando foi colocado como correspondente no Cairo, no Egipto.
Desde 1994 já escreveu os romances “The Unlikely Spy”, “The Mark of the Assassin”, “The Marching Season”, “The Kill Artist”, “The English Assassin”, “O Confessor”, “A Death in Vienna” e “Prince of Fire”, este último já em 2005.

Jerónimo diz que sondagem TVI é um estudo

Jerónimo de Sousa desvalorizou hoje os resultados das sondagens da TVI que lhe davam o último lugar na “corrida” a Belém, atrás de Francisco Louçã do Bloco de Esquerda.

Francisco Manuel

“O comentário é o mesmo que quando há poucos dias davam a minha candidatura com 11, ou 12 por cento”, afirmou o candidato comunista à sucessão de Jorge Sampaio, à margem de uma iniciativa de apoio aos candidatos da CDU, às autárquicas, no distrito de Aveiro. Jerónimo de Sousa, não quer pôr em causa o rigor, mas não deixou de classificar a sondagem,que lhe atribui apenas 4,3 por cento das intenções de voto, como “uma amostra de consulta a 725 pessoas”.

Afirma ainda que “é tudo muito prematuro, porque esses mesmos resultados, tanto os que nos dão um resultado positivo, como as que dão resultado negativo, são muito prematuros”, alegando que “há muita coisa, ainda, durante estes quatro ou cinco meses, que tendem a alterar, com o debate e a clarificação das candidaturas”.

“Eu diria que não é uma sondagem, é quase um estudo, um ponto de arranque, mas sem rigor”, insistiu, convicto que “de certeza vai ser alterado quando nos aproximar-mos da campanha e do seu desfecho”.

Discutir referendo do aborto é um “esquema” do PS

Jerónimo de Sousa considerou que a proposta do PS de levar, novamente, à discussão da Assembleia da República a realização do referendo sobre o aborto, “um esquema, no mínimo caricato”. O líder comunista ressalva que a sessão legislativa “não começa agora, e que tendo em conta os pressupostos constitucionais, e legais (esta proposta já foi à discussão em S. Bento e foi vetada pelo presidente da República posteriormente)”.

Segundo Jerónimo de Sousa, “mais uma vez o partido socialista chuta para cima, através de um método bastante questionável, de conduzir um processo, deixando que seja o Presidente da República a decidir sobre um referendo, quando o próprio primeiro-ministro afirma que há um largo consenso nesta matéria”. Jerónimo de Sousa, quer, por isso, que a despenalização do aborto seja concretizada pela Assembleia da República, sem recorrer a referendo, porque, diz, “existe uma larguíssima maioria para concretizar este objectivo”, argumentando que toda a esquerda votaria favoravelmente.

Legislativas são para acreditar num futuro melhor

Em S. João da Madeira Jerónimo de Sousa disse aos trabalhadores e trabalhadoras da fábrica de camisas Califa, que as legislativas servem para continuar a acreditar que é possível um futuro melhor.

“Agora estamos em vésperas de eleições, e quando fazemos apelo ao voto na CDU é para vos dar a garantia que, quer seja numa Junta de Freguesia, numa Câmara, ou numa Assembleia Municipal, a CDU em maioria, ou minoria, nunca baixará os braços para continuar a acreditar que é possível um futuro melhor, neste concelho e neste distrito”, afirmou o líder comunista. Jerónimo de Sousa garantiu, também, que “o voto na CDU é um voto que conta a dobrar, porque é o voto que não mente e não trai”.

À margem desta intervenção, Jerónimo de Sousa, recordou que esta foi uma empresa onde a luta dos trabalhadores e trabalhadoras foi importante para viabilizar esta empresa que esteve à beira de fechar as portas. “Foi uma luta dura e longa que teve uma solidariedade do movimento sindical, mas também da CDU”, enfatizou.

Ao líder do PCP, as trabalhadoras manifestaram as suas preocupações, em particular com o aumento da idade da reforma, que Jerónimo de Sousa considerou “uma preocupação real”, questionando como é “possível estas mulheres continuarem a trabalhar até aos 68, ou 70 anos”, alegando que estar “sentado com uma máquina na mão, não é estar sentado na Assembleia da República”.

Também o candidato à presidência da Câmara de S. João da Madeira, Fernando Brandão, se dirigiu às trabalhadoras, num discurso, muito breve, para lhes dizer que estava ao lado delas, deixando a garantia que não faria nada na cidade “sem ouvir os sanjoanenses”.

S.M. Feira: Junta de Mosteirô penhorada por divida a empreiteiro





O Tribunal de Santa Maria da Feira vai penhorar hoje bens da Junta de Freguesia de Mosteirô, por causa de uma dívida a um empreiteiro de quase 150 mil euros. Entre os bens a penhorar pode estar o edifício da Junta e alguns lotes de terreno.

Texto: Francisco Manuel
Foto: Jornal "Terras da Feira"


A dívida que diz respeito a trabalhos arruamentos, e infra-estruturas de saneamento, efectuados pela empresa “António Brandão Ferreira Serrano & Filhos, Lda” entre 1990 e 1999 é de 72 mil euros, mas os juros de mora ascendem a 75 mil euros, valor superior ao próprio orçamento anual da Junta que é de cerca de 100 mil euros.
Segundo a decisão do tribunal a que o CM teve acesso, o magistrado do processo cível intentado em 2001, deu como provado o como o não-pagamento integral da autarquia à empresa construtora condenando a Junta a pagar os 72.320,50 euros em dívida, acrescida dos juros de mora, que começaram a contar em Maio de 2001. Uma vez que a Junta não cumpriu a decisão judicial, o tribunal agendou para amanhã, às 9h30 uma acção de penhora.
Ainda de acordo com o mesmo documento, em Maio de 1995 a empresa e a Junta de Freguesia de Mosteirô acordaram o pagamento, da 21.500.000$00 (107.500 euros), acrescidos de IVA. O relatório diz também, que outros trabalhos efectuados entre essa data e 1999 foram avaliados em 18.843.426$00 (94.117,13 euros). O Tribunal deu como provado que a Junta de Freguesia apenas entregou à empresa 25.844. 476$00 (129.222,380 euros), em cheques da autarquia e outros em nome do seu presidente Manuel Resende, o presidente, ficando em dívida os já referidos 72.320,50.
Ismael Correia, responsável da empresa construtora, não quer falar sobre este processo, adiantando que a par do processo judicial existem negociações com o presidente da Junta Manuel Resende. “Apenas queremos receber o que é nosso”, concretizou.
Não foi possível, até ao momento, ouvir o autarca do PSD que preside à Junta há 16 anos e se recandidata para um quinto mandato.

Alguém sabe responder?

"Que se passa com'O Comércio do Porto' e 'A Capital' ?", pergunta-se no webjornal.blogspot.com, nomeadamente no que concerne à constituição da cooperativa.
Não sei o que responder. Alguém sabe?

Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Operário queimado em explosão numa fábrica de cortiça

Uma explosão, seguida de incêndio numa colmatagem de uma fábrica de cortiça em Mozelos, Santa Maria da Feira, provocou ferimentos graves num operário de 30 anos que ficou com mais de 50 por cento do corpo queimado.

Joaquim Fernandes Sousa Carvalho, de 30 anos, sofreu queimaduras do terceiro grau no rosto, membros superiores e tronco, e foi assistido no Hospital de S. Sebastião na Feira, mas, dada a gravidade dos ferimentos, seria transferido para o Hospital Universitário de Coimbra, ainda na mesma tarde.

Joaquim carvalho era o único funcionário a trabalhar naquela secção que faz colagem de resíduos de cortiça para rolhas, quando cerca das 13h25 se deu a explosão, seguida de incêndio. As chamas propagaram-se ao estaleiro contíguo onde uma grande quantidade de rolhas e fardos de cortiça, que também seriam consumidos pelo fogo..

A colmatagem da Lamozel, ficou destruída, mas não irá impedir o funcionamento da empresa. Desconhecem-se, ainda as causas do acidente, e a empresa não se mostrou disponível para prestar quaisquer declarações.
No local estiveram os bombeiros de Lourosa com 17 homens, apoiados por cinco viaturas.

Francisco Manuel

Astérix aprendeu a falar mirandês

Rui Azeredo

O dia 15 de Setembro de 2005 vai passar a figurar como a data em que Astérix, Obélix e Companhia começaram a falar mirandês. “Asterix L Goulés - Eidiçon na Mirandês” é apresentado pelas edições ASA hoje às 18h30, no El Corte Inglés de Lisboa, passando assim a estar disponível na segunda língua oficial de Portugal a primeira história dos heróis gauleses criados por Goscinny e Uderzo em 1961 - ao todo já há traduções para 110 línguas ou dialectos em todo o mundo.
Na apresentação do álbum estará presente Sylvie Uderzo, filha de Albert Uderzo e responsável pelas edições Albert-René, detentoras dos direitos das obras da dupla de criadores de Astérix. A sessão de lançamento contará ainda com uma exibição dos Pauliteiros de Miranda.
O álbum foi traduzido para mirandês por Amadeu Ferreira, defensor e promotor da desta língua que é mestre em Direito, professor, tradutor, escritor e conferencista. Amadeu Ferreira contou nesta tarefa com a colaboração de Domingos Raposo e Carlos Ferreira, dois professores de mirandês.
Em jeito de aperitivo segue-se a versão, em mirandês, da habitual apresentação dos álbuns de Astérix:
“Stamos an 50 antes de Jasus Cristo. Toda la Gália stá adominada puls romanos… Toda ? Nó! Ua aldé chena d’eirredutibles gouleses rejiste inda i siempre al ambasor. Cumo ye possible que ua pequerrixa aldé perdida pa l meio de la Gália seia capaç de rejistir a un eisército tan fuorte? L que fai cun que seia ambencible ? Ua parte de la repuosta stá na receita de la pocion mágica, porparada por Panoramix, l druida”.
“Asterix L Goulés” estará à venda por 12 euros.

Novo Astérix a 14 de Outubro

Envolto no maior segredo está o título e o conteúdo do novo álbum de Astérix, cujo lançamento mundial será no dia 14 de Outubro, data em que o livro, também com a chancela da ASA, chega a Portugal. Actualmente conhecido pelo nome de código “Astérix 33”, o álbum vai ser apresentado em Bruxelas, na Bélgica, de 21 a 25 de Setembro, através de um série de iniciativas de grande impacto mediático. Da autoria de Uderzo, que desde a morte de Goscinny em 1977 acumulou às funções de desenhador as de argumentista, “Astérix 33” será o pretexto para uma série de actividades envolvendo o mundo dos irredutíveis gauleses. Assim, logo a 21 serão apresentados dois aviões de passageiros, de uma companhia aérea de Bruxelas, ilustrados com desenhos de Astérix e Obélix.
Para o dia 22 está reservada a revelação de uma série de novidades numa conferência de imprensa onde serão apresentados seis selos postais Astérix. Ainda nesse dia será inaugurada a exposição “Le Monde Miroir d’Astérix”.
A 23, a famosa Grand Place de Bruxelas será transformada numa aldeia gaulesa, havendo lugar à disputa de jogos como o lançamento de menires.
Finalmente, no dia 24 de Setembro a pequena estátua do Mannekenpis vai envergar um fato de Obélix-criança, antes de um encerramento em grande com um verdadeiro banquete à gaulesa. Ainda neste dia será possível experimentar a poção mágica de Panoramix.

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Cinco Minutos de Leitura

Por António Sousa Pereira

Inauguração do “Americano”
A cidade do Porto foi a primeira cidade da Península a utilizar o “Americano”. Este meio de transporte colectivo era constituido por carruagens (parecedidas com as dos eléctricos, que surgiriam mais tarde) puxadas por cavalos e circulando em carris.

“O Comércio do Porto” noticiou assim a inauguração da linha entre o Porto e Matosinhos:

15 de Maio de 1872 – Inauguração oficial do caminho de ferro americano do Porto a Matosinhos: “Às 11 horas e meia da manhã, entre o estrondear festivo dos foguetes e os sons alegres da música, partiram os carros em número de cinco, conduzindo quatro os convidados, e um, o dos fumistas, a banda de Infantaria 5. O ponto de partida foi a Alfândega Nova e não a Rua dos Ingleses (Rua do Infante D. Henrique), como estava destinado, por não se julgarem suficientemente consolidadas as obras de terraplanagem entre aqueles dois pontos. Nos quatro carros que conduziam os convidados iam, além de outros, o sr. Ministro das Obras Públicas, Cardoso Avelino, que prestando justa homenagem aos beneméritos esforços da empresa, se dignou vir expressamente assistir à inauguração; empresários Tavares Basto, Melo e Faro e barão da Trovisqueira; governador civil (...), Câmara Municipal (...) engenheiros Manuel Afonso Espergueira, Chelmiki, Sousa Brandão (...), consul geral do Brasil (...), comandantes dos corpos da guarnição, directores de bancos, secretários da Associação Comercial, membros da imprensa jornalística, etc. O trajecto até Matosinhos fez-se sem o menor incidente. Na Foz, ao passar o carro em que ia o sr. Ministro das Obras Públicas, o castelo salvou, e a banda de Infantaria 5, que ia no carro dos fumistas, tocou o hino de Sua Majestade D. Luís. Ao meio dia e um quarto chegaram os convidados a Matosinhos e, apeando-se, dirigiram-se acompanhados por duas bandas (...) para a casa que naquela vila possui o sr. João José dos Reis, na qual lhes estava preparado um bem servido lanche, oferecido pela empresa. À entrada esperavam o empresário, o sr. António Tavares Basto, duas meninas vestidas de branco, cada uma das quais, em nome dos habitantes de Matosinhos e de Leça entregou aquele benemérito cavalheiro, uma coroa entrelaçada de louro e carvalho. Da que foi oferecida em nome dos habitantes de Matosinhos pendiam fitas de seda brancas, nas quais se lia: “Ao Il.mo Sr. António Tavares de Basto. Matosinhos 15 de Maio de 1872”. Da outra pendiam fitas azuis em que se lia: “ Ao Il.mo Sr. António Tavares Basto. Leça, 15 de Maio de 1872”. ... Tendo acabado o lanche às três horas, dirigiu-se o sr. Ministro das Obras Públicas, acompanhado de quase todos os convidados, à ponte, indo em seguida a Leça. Voltando dali, foi visitar o Santuário do Senhor de Matosinhos e percorreu outros sítios da povoação. As bandas que durante o lanche se tinham revezado a tocar, acompanharam também Sua Excelência nesta excursão, subindo constantemente ao ar grande número de foguetes (...). Às quatro horas e meia partiram os convidados para o Porto.
Na Foz, na passagem do carro em que vinha o sr. Ministro das Obras Públicas, o castelo salvou como à ida e a música tocou o hino do Senhor D. Luís. Dois dos carros que serviam pela primeira vez, chegaram a descarrilar as rodas dianteiras, porém este contratempo apenas causou uma demora de alguns minutos.”
O êxito dos primeiros “americanos” foi tão grande que, passado pouco tempo, surge uma outra empresa a “Companhia Carris de Ferro do Porto” cuja primeira linha vem estabelecer a ligação do Carmo à Foz, pela Boavista. E como passaram, assim, a operar na cidade duas companhias de “americanos”, a distinção entre elas fê-la o povo, de imediato, a partir da localização das respectivas sedes. Assim, a Companhia Carris, sediada na Boavista, passou a ser conhecida pela “Companhia de cima”, enquanto a mais antiga, a Companhia do Carril Americano, com sede no Ouro, foi designada de “Companhia de baixo”.

Cinco Minutos de Leitura

Por António Sousa Pereira

O Porto nos fins do século XIV
Alexandre Herculano


“O Douro é bem carregado e triste! A sua corrente répida, como que angustiada pelos agudos e escarpados rochedos que a comprimem, volve águas turvas e mal-assombradas. Nas suas ribas fragosas raras vezes podeis saudar um sol puro ao romper da alvorada, porque o rio cobre-se durante a noite com o seu manto de névoas, e, através desse manto, a atmosfera embaciada faz cair sobre a vossa cabeça os raios do sol semimortos, quase como um frio reflexo da lua ou como a luz sem calor da tocha distante.
É depois do alto do dia, que esse ambiente, semelhante ao que rodeava os guerreiros de Ossian, vos desoprime os pulmões, onde muitas vezes tem depositado já os germes da morte. Então, se, trepando a um pináculo das ribas, espraiais os olhos para as bandas do sertão, lá vedes uma como serpente imensa e alvacenta, que se enrosca por entre as montanhas, e cujo colo está por baixo de vossos pés. É o nevoeiro que se acama e dissolve sobre as águas que o geraram. O horizonte, até aí turvo, limitado, indistinto, expande-se ao longe: recortam-no os cimos franjados das montanhas, que parecem engastadas na cortina azul do céu, e a terra, a perder de vista, afigura-se-nos como um mar de verdura violentamente agitado; porque em desenhar as paisagens do Douro a natureza empregou um pincel semelhante ao de Miguel Ângelo: foi robusta, solene e profunda.
Como sobre um circo convertido em naumaquia, o Porto ergue-se em anfiteatro sobre o esteiro do Douro e reclina-se no seu leito de granito. Guaradador de três províncias e tendo nas mãos as chaves dos haveres delas, o seu aspecto é severo e altivo, como o de mordomo de casa abastada. Mas não o julgueis antes de o tratar familiarmente: Não façais cabedal de certo modo áspero e rude que lhe haveis de notar; trazei-o à prova, e achar-lhe-eis um coração bom, generoso e leal. Rudeza e virtude são muitas vezes companheiras; e entre nós, degenerados netos do velho Portugal, talvez seja ele quem guarda ainda maior porção da desbaratada herança do antigo carácter português no que tinha bom, que era muito, e no que tinha mau, que não passava de algumas demasias de orgulho.
Nos fins do século décimo quarto, o Porto ia ainda longe da sorte que o aguardava. O fermento da sua futura grandeza estava no carácter dos seus filhos, na sua situação e nas mudanças políticas e industriais que depois sobrevieram em Portugal. Posto que nobre e lembrado como origem desta linhagem portuguesa, os seus destinos eram humildes, comparados com os da teocrática Braga, com os da cavaleirosa Coimbra, com os de Santarém, a cortesã, com os de Évora, a romana e monumental, com os de Lisboa, a mercadora, guerreira e turbulenta. Quem o visse, coroado da sua catedral, semiárabe, semigótica, em vez de alcácer ameado; sotoposto, em vez de o ser a uma torre de menagem, aos dois campanários lisos, quadrangulares e maciços, tão diferentes dos campanários dos outros povos cristãos, talvez porque entre nós os arquitectos árabes quiseram deixar as almadenas das mesquitas estampadas, como ferrete da antiga servidão, na face do templo dos nazarenos; quem assim visse o burgo episcopal do Porto, pendurado à roda da igreja e defendido, antes por anátemas sacerdotais que por engenhos de guerra, mal pensaria que desse burgo submisso nasceria um empório de comércio, onde, dentro de cinco séculos, mais que em nenhuma outra povoação do Reino, a classe, então fraca e não definida, a que chamavam burgueses, teria a consciência da sua força e dos seus direitos e daria a Portugal exemplos singulares de amor tenaz de independência e de liberdade.
A populosa e vasta cidade do Porto, que hoje se estende por mais de uma légua, desde o Seminário até além de Miragaia ou, antes, até à Foz, pela margem direita do rio, entranhando-se amplamente para o sertão, mostrava ainda nos fins do século décimo quarto os elementos distintos de que se compôs. Ao oriente, o burgo do bispo, edificado pelo pendor do monte da Sé, vinha morrer nas hortas que cobria todo o vale onde hoje estão lançadas a Praça de D. Pedro e as ruas das Flores e de S. João e que o separavam dos mosteiros de S. Domingos e de S. Francisco. Do poente, a povoação de Miragaia, assentada ao redor da ermida de S. Pedro, trepava já para o lado do Olival e vinha entestar pelo norte com o couto de Cedofeita e pelo oriente com a vila ou burgo episcopal. A igreja, o município e a monarquia entre esses limites pelejaram por séculos as suas batalhas de predomínio, até que triunfou a Coroa. Então a linha que dividia as três povoações desapareceu rapidamente debaixo dos fundamentos dos templos e dos palácios. O Porto constituiu-se a exemplo da unidade monárquica.”

S.J. Madeira: Vereador socialista pede ao presidente pudor na campanha

O vereador socialista da Câmara de S. João da Madeira apelou hoje ao presidente da edilidade e também candidato do PSD, para ter algum “pudor” neste período de pré-campanha e evitar aparecer nas inaugurações e outras iniciativas. Castro Almeida não gostou, disse-se ofendido no seu carácter, e deu exemplos de como estava a ter cuidado para não confundir as funções de autarca com a de candidato.

Francisco Manuel



“O Senhor deveria ter algum cuidado e pudor, neste período de pré-campanha, com as inaugurações”, afirmou o vereador da oposição Josias Gil, condenando Castro Almeida por “aparecer nas páginas da imprensa local, umas vezes como presidente da Câmara e outras como candidato do PSD”. O vereador foi mais longe e disse que o edil “não precisava de usar a mestria que todos lhe reconhecem para se propagandear”, ao mesmo tempo que o desafiou a dar “um exemplo que fizesse doutrina na política”.

Castro Almeida, reagiu, admitindo que Josias Gil “não quis magoar, mas magoou, porque isso mexe com o carácter”, e afiançou que não está a facilitar neste capítulo. A título exemplificativo recordou que o boletim municipal, que deveria sair no princípio de Outubro, irá ficar na “gaveta”, “para não fazer propaganda”. Sublinhou, também que na qualidade de presidente da Câmara, “nunca ninguém ouviu uma posição sobre os adversários políticos”.

Admite que em Portugal “muitos políticos têm um comportamento terceiro mundista, mas em S. João da Madeira não”, afiançando que “ninguém vai ver fazer obras até altas horas da noite para terminarem na véspera das eleições”. Castro Almeida, disse mesmo, que uma obra de pavimentação, “que irá ter grande impacto visual e que se fará em poucos dias, não vai avançar antes das eleições para não parecer campanha”. Também a Escola Secundária prevista para a Mourisca, e que já está a concurso, nem sequer uma placa terá antes das eleições. Castro Almeida afirmou ainda que dava todas estas explicações para que o vereador ficasse com “remorsos”.

Na última Reunião Publica do Executivo, o autarca, optou por um discurso oposto ao seu adversário político de 2001, tecendo-lhe rasgados elogios. “A cidade ganhou com a sua participação”, sublinhou.

Perante esta postura Josias Gil procurou corrigir o alcance das suas afirmações, ressalvando que “nunca foi intenção ofender o carácter” do presidente, mas aconselhou-o a “não aparecer pessoalmente em inaugurações ou cerimónias públicas, fazendo-se representar”. Por outro lado elogiou Castro Almeida “por ter cortado com a prática anterior” de Manuel Cambra. Josias Gil entendeu também as palavras elogiosas do presidente da Câmara “como uma condecoração, embora não seja física”, e lembrou que quando assumiu o cargo de vereador da oposição, prometeu “ajudar a governar melhor”, lamentando que “por isso tenha sido criticado e acusado de ser vendido e aliciado”.